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17 de jul. de 2023

Lendas no tapete da Arena MRV



Fotos:. Márcia Francisco 


Um grande amigo atleticano, saudoso e querido de tantos brasileiros, um dia escreveu e cantou:  “Certas canções duram pouco, outras são eternas. Por que carros e aviões, se tens sonhos e pernas”?  Vander Lee, dedico esse dia histórico para o Clube Atlético Mineiro a você, que sei, ia curtir se o testemunhasse. O “Jogo das Lendas” inaugurou o “tapete” (como é denominado o gramado) da Arena MRV, nesse domingo, 16 de Julho. 

Protagonizado por ídolos de várias eras do Galo, o evento representou um teste para o estádio que nasce com a promessa de ser o mais tecnológico da América Latina e chega com o desafio de abrigar cerca de 46 mil pessoas. Hoje, recebeu 20 mil torcedores e admiradores do time mineiro. O local também sediará shows nacionais e internacionais. O primeiro deve ser de Jorge Mateus, no agendado para o dia 9 de setembro. 

Inaugurado! E ao lado das experiências iniciais referentes à biometria facial para acesso (testada hoje, pela imprensa), sistema wi-fi gratuito, caixas móveis e cartões recarregáveis para compra de alimentação, trânsito no entorno e controle de estacionamento - aspectos que parecem estar sendo, fortemente, monitorados para gerar soluções em tempo hábil do primeiro jogo, previsto para agosto -, a vitória maior fica para os “sonhos” de cada atleticano” e as “pernas” lendárias presentes e, isso, é imprescindível registrar. 

Quando em maio de 2021, Diego Tardelli se despediu dos campos, caminhando sozinho rumo a um dos gols de um Mineirão vazio, possivelmente não vislumbraria o momento de festa com a torcida, que viveria na Arena, dois anos depois. O artilheiro recebeu placa comemorativa de maior jogador do século, das mãos do presidente Sérgio Coelho e camisa com o número 112, alusiva à sua marca de gols pelo time alvinegro.

Teve foto histórica e foi Dadá Maravilha o escolhido para o pontapé inicial. Foi e fez, com toque maroto e sorriso no rosto, singular moldado pelo tempo de histórias incontáveis. Maravilha! 

O hino nacional interpretado na voz de Podé (que fez história com a Banda TiaNastácia), com Lelo Zanetti (Skank), no baixo; Didi Xavier, na guitarra e Alexandre Oliveira, na bateria, vibrou a veia mineira da nossa arte, em escolha muito boa, para a estreia da Arena. 

Nos jogos de hoje -  que duraram 25 minutos, cada -, o grito foi sempre Galo, nas rápidas sequências de gols. Nos três jogos se enfrentavam, as equipes de “Forte” – uniforme preto e “Vingador” – uniforme branco.  O segundo time, saiu invicto, celebrando as três vitórias. 

Deixando as narrativas complementares para os colegas especialistas nas coberturas esportivas e os estudos de aperfeiçoamento tecnológico e logístico a quem habilitado for, quero aprofundar-me na experiência das emoções, como disse, antes... Para cravá-las no coração alvinegro, com alma lavada.

Ao reverenciarmos um ícone do esporte, é útil lembrar que não estamos celebrando um ídolo do passado. O aplauso é para uma história de vida que, no caso do “elenco” escalado para as três partidas comemorativas e sequenciais, segue, no cotidiano de cada um que pisou naquele gramado, hoje. Ídolos são para sempre. As lendas vivas foram, neste dia, expressão dessa verdade.  E do firmamento, antes dos jogos, outros brilhos receberam a reverência simbólica em 1 minuto de silêncio. 

Ali na Arena, não havia rivalidades reais, o clima festivo estampado nos rostos dos jogadores, não deu importância a fatalidades, como o gol contra de Edgar. O direito adquirido dos aplausos, se expressou nas torcidas. Quarenta anos depois, poucos metros me separaram da finda espera de ver meu ídolo esportivo de adolescência, em campo: fora das telas. Já encontrei Éder Aleixo várias vezes, por aí. Mas, em campo, não. Vários lances e até o pênalti perdido foram registrados por mim. E, vi: “foi gol”: na memória do tempo. A assinatura da TV veio, hoje, para minha camisa.  Éder Aleixo, segue gigante e notável, aplaudido e tem minha reverência. E a honra de cada torcedor que ali esteve, se ergue ao infinito, pela contemporaneidade de tantos mestres.  

Quero fechar essa resenha com a visão inicial: a entrada dos jogadores. Cenas vibrantes, dignas de muito respeito. Um a um, passavam... em todos, algo em comum. Olhos brilhando, alguns marejados. Atentos aos passos, às arquibancadas, aos fogos e holofotes. No tapete, fulguravam duas cores e um só time. Um panteão, gerações de craques, todos do mesmo tamanho: gigantes.  Gentis, cedendo, entre si, vez e glórias, em elogios mútuos. Abraços. Mais abraços. Fotos, autógrafos, fãs de várias idades. Crianças correndo pelo gramado, fazendo pensar nos que ainda vêm. 

Ficarão em nossas memórias e corações: os abraços, os olhos nos olhos, as expressões de gratidão entre jogadores e equipe técnica. Encontros notáveis, aparentemente, inusitados. Talvez, tão previstos, num universo superior em celebração.  

Reinaldo, Ronaldinho, Tardelli, juntos... e a bola da gentileza rolou nos diálogos e sorrisos. E risos. 

Ali, estava Ubaldo Miranda, artilheiro da década de 50! Paulo Isidoro, Toninho Cerezo, Buião... Luan... Tucho, Valdir Todynho, Careca, Mancini...Teve Guilherme, sim! E gols dele, também. João Leite, São Vitor... e tanto mais. Levir Culpi, Marcelo Oliveira. Teve Belmiro e Galo Doido. Teve bom. Nutrição para enfrentarmos muitos varais e tempestades, e seguirmos “torcendo contra o vento” como, sabia e ‘atleticamente’, bem descreveu o eterno  Roberto Drummond, acerca da resiliência do seu (do nosso) time.

Após o jogo, o cantor Péricles entregou um show honesto que fez a massa permanecer na casa e cantar junto, em muitas canções.  

A Arena MRV já é a casa do Galo. Mas, esses ícones têm morada em muitos corações. Toda a torcida sabe, bem, a extensão desses quintais. 

Márcia Francisco, jornalista e escritora 




19 de jul. de 2012

Ronaldinho Gaúcho: cidadão do mundo, cidadão honorário de Belo Horizonte

Está confirmado: o meio-campo do Atlético-MG, Ronaldinho Gaúcho, será homenageado na Câmara Municipal de Belo Horizonte, no dia 30 de julho, segunda-feira, às 19h.  Na ocasião, o jogador receberá o título de ‘Cidadão Honorário’ da capital, a requerimento do vereador Daniel Nepomuceno (PSB), vice-presidente do Clube Atlético Mineiro (CAM). Essa comenda é entregue a personalidades que são reconhecidas por terem se destacado nas áreas social, cultural, política, artística e esportiva.
O vereador Daniel Nepomuceno, ao justificar sua iniciativa, que teve aprovação dos vereadores da CMBH dentro dos trâmites legais que esse tipo de homenagem requer, diz que sempre valorizou o trabalho de quem faz o bem sem olhar a quem. “Seja na saúde, na educação, no desenvolvimento social, na cultura, no esporte ou no lazer, valorizo a atitude, o fazer, a determinação e a garra. Ronaldinho Gaúcho é uma pessoa que chegou aqui para somar”. O vereador lembra que,  no último dia 02 de julho, quando aconteceu a entrega da ‘Medalha Resgate da Cidadania’, condecorou vários cidadãos, pessoas que se destacam na promoção do bem social e contribuem para uma sociedade mais fraterna e justa, entre elas: Valdecir Buzon, do Grupo Vhiver; a pedagoga Maria das Graças Otoni Lopes do Grupo GAS; o empresário Marcos André Carneiro naves, da Rádio Extra e o engenheiro e pastor da Igreja Presbiteriana, Luciano Rocha Guimarães.
Ronaldinho Gaúcho recebe a comenda, com a homenagem justificada por ter reinserido Belo Horizonte nos cenários nacional e internacional como referência na área esportiva. “Nossa cidade volta a ser foco dos noticiários e isso se reflete em benefícios para todos; atrai investimentos, turismo, negócio, mobiliza torcedores, enfim, desenvolve a cidade que tanto amamos”, diz o vereador.
A observação a Ronaldinho valoriza ainda que, desde que chegou aqui, vindo do Rio de Janeiro, a convite do Clube Atlético Mineiro para integrar o time, Ronaldinho Gaúcho vem demonstrando muito mais do que a garra, o vigor e a habilidade dentro de campo - trunfos que o elegeram o melhor jogador do mundo pela FIFA por duas vezes. "Sua habilidade se faz na arte de conviver bem com a equipe técnica, com os colegas, treinador e, principalmente, correspondendo ao carinho dos torcedores e cidadãos. Sempre solícito, conquistou o povo belohorizontino que, até então, só o conhecia pelo noticiário esportivo e das Copas do Mundo”, diz Nepomuceno.
Ronaldo de Assis Moreira, mais conhecido como Ronaldinho Gaúcho ou simplesmente Ronaldinho, nasceu em Porto Alegre, em 21 de março de 1980. Atua como meia ou atacante e atualmente joga no Clube Atlético Mineiro. O atleta, considerado por vários especialistas como um dos futebolistas mais talentosos de sua geração, venceu o prêmio de Melhor jogador do mundo pela FIFA em 2004 e 2005.

23 de mai. de 2012

FLASHES

O Governador Anastasia recebeu, neste 23 de maio, a delegação campeã do Clube Atlético Mineiro, no Palácio Tiradentes. “Os atletas campeões são sempre exemplo e ajudam não só no futebol. Eles são também parceiros do governo estadual em diversos programas sociais como combate às drogas, à violência e o estímulo à paz nos campos. Quero cumprimentar e desejar sorte ao Atlético em 2012, campeão mineiro invicto, para o Campeonato Brasileiro”, disse o governador.
Anastasia destacou também a volta dos jogos dos times mineiros da capital à Arena Independência, estádio reinaugurado em abril deste ano pelo Governo de Minas e futuramente a entrega das obras do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão.
O governador recebeu uma camisa do Clube Atlético Mineiro com autógrafos dos jogadores e uma medalha de campeão mineiro. Além da comissão técnica, participaram da audiência o vice-governador, Alberto Pinto Coelho, o secretário de Estado de Esportes e Juventude, Bráulio Braz e o presidente do Clube Atlético Mineiro, Alexandre Kalil.  (fotos Márcia Francisco):