25 de jun. de 2023

ANTONIO VILLEROY EM BH: TURNÊ BANQUETE

Foto: Daryan Dorneles


Será no dia 15 de julho, sábado, às 20h30, na Casa Outono (Rua Outono, 571 – Carmo – BH) o show de lançamento do álbum “Banquete”, de Antonio Villeroy.  


Atualmente residindo em Portugal, o cantor e compositor Antonio Villeroy lançou seu novo álbum, BANQUETE, dia 12 de maio, dando início a turnê internacional no dia 2 de junho em Lisboa, seguindo depois por outras cidades portuguesas. Em julho, a turnê chega ao Brasil e a capital mineira receberá o artista em noite única. 


Nesse espetáculo, o artista irá mostrar canções do novo disco, como Choro Chorado, parceria com Francis Hime, A Tal Fotografia, As Coisas do Mundo e Quien Como Yo, parceria com os hit makers colombianos Mango Y Nabalez. Além das novas músicas, Antonio também irá contemplar o público com clássicos de seu repertório, como Pra Rua Me Levar, Amores Possíveis, Entreolhares e Garganta, composta para Ana Carolina, em 1997, em um café de BH.


O show de BH contará com a participação especial do músico Chico Amaral. 


Banquete é o 14º álbum de carreira de Antonio, onde apresenta 13 canções, a maioria delas cantada em duo com artistas de diversos países, entre eles, os brasileiros Francis Hime, Gelson Oliveira e Colombro Cruz, a portuguesa Joana Amendoeira, as italianas, Mafalda Minnozzi e Chiara Civello, a francesa Marie Minet, o espanhol Pedro Guerra e a venezuelana Georgina.


Inspirado no livro homônimo do filósofo grego Platão, Banquete reúne canções cujo tema é o amor, em suas mais diferentes formas.


Antonio Villeroy

Brasileiro, residente em Portugal, o artista é um dos maiores hit makers da atualidade, com mais de 300 canções gravadas por ele próprio e cerca de 130 artistas de diversas nacionalidades, como Ana Carolina, Belchior, Ednardo, Gal Costa, Ivan Lins, Maria Bethânia, Maria Gadú, Mart’nália, Preta Gil, Seu Jorge, Zizi Possi, os argentinos Abel Pintos e Dolores Solá, os americanos John Legend, Jesse Harris e Don Grusin e o italiano Mario Biondi, entre muitos outros.


ANTONIO VILLEROY

SHOW DE LANÇAMENTO DO ÁLBUM BANQUETE

15 DE JULHO 20h30  

CASA OUTONO Rua Outono 571 - Carmo - BH 

INGRESSOS R$ 50 ANTECIPADOS PELO SYMPLA:

https://www.sympla.com.br/antonio-villeroy-lancamento-banquete__2036244


14 de jun. de 2023

DUO DE TENORES NO JARDIM MUSICAL

 


O Jardim Musical recebe o Duo Serenata, com os tenores Tatá Sympa (Brasil) e Nestor Gurry (Cuba). O show “Serenata de Afetos” será no dia   06 de julho, quinta-feira, às 20h, na Casa Belloni (Av. João Pinheiro, 287 - BH - MG).

Uma experiência musical de pura emoção! “Serenata de Afetos” traz dois tenores: um brasileiro e um cubano, piano, acordeon... paisagem sonora envolvente! Um passeio universal por um repertório memorável, lírico e popular, em vários idiomas.

 

O Duo Serenata cultiva um extenso repertório em vários idiomas e estilos musicais, que traz a música popular brasileira, as serestas, os boleros, a música cubana e tanto mais. Valoriza e resgata importantes temas da música internacional mais conhecida e admirável no mundo, como Frank Sinatra, Elvis Presley, Edith Piaf, Carlos Gomes e Chico Buarque, além de canções da música italiana e árias de ópera

 

O evento realizado pela Casa Belloni (de Íris Perigolo e Bárbara Belloni) e Márcia Francisco, com curadoria e produção da jornalista, terá o Jardim é aberto a partir das 19h. Show com início às 20h e término às 22h.  O bistrô estará em funcionamento. 

Os ingressos: R$60,00 (sessenta reais), para o evento já estão à venda pelo Sympla.

 

DUO SERENATA

O resgate da sensibilidade e de sentimentos leves, através de um repertório singular e de caráter universal, que evoca memórias afetivas e emoções positivas imediatas no público, estão entre as principais características que unem os dois artistas que compõem o Duo Serenata.

 

"A amizade e a arte nos uniram, profissionalmente! Somos dois tenores, com timbres diferentes e caraterísticas diferentes que buscam um mesmo objetivo: emocionar e trazer a mais sincera mensagem de afetividade e empatia social”.

(Néstor Gurry)

Mas, amizade e encontro profissional não aconteceram por acaso. A trajetória de cada um desses dois artistas – um cubano e um brasileiro – tem conexões de qualidade musical afins e respeitabilidade validadas, publicamente, no que fazem, ao lado do caráter sensível de ambos.

 

Tatá Sympa (Brasil) é um cantor de formação popular e erudita, de Minas Gerais. Graduado em Canto, pela UFMG. Cursou, ainda, cinco anos de Regência de Orquestra e Coral. Atuou como regente, dirigindo a Orquestra Sinfônica da UFMG, entre outras experiências de regência em diversos concertos de coros e pequenas orquestras. É instrumentista e compositor.  Possui vasta experiência de palco com teclado, acordeon e vocais. Já atuou como diretor musical de diversos artistas musicais e espetáculos teatrais e tem feito parcerias com grupos e artistas importantes da nossa música, como Chico Lobo, Pena Branca, Zeca Baleiro, Patrícia Ahmaral, Jackson Antunes, Fernando Ângelo, Rubinho do Vale, além de dirigir, musicalmente, o Grupo de projeção Folclórica, Sarandeiros. Internacionalmente já esteve em palcos de países como, Canadá, Bélgica, Itália, Espanha, Holanda, Alemanha, México e Cuba. Entre os principais projetos atuais, ao lado do Duo Serenata Tatá Sympa é professor de canto no Projeto Plantar e Construir, em Contagem/MG, assina a direção musical do álbum do Grupo Aruanda de Danças Folclóricas e maestro do Coral da Faculdade Dom Helder e Coral da Abbott Farmacêutica.

 

Néstor Gurry (Cuba) é cantor e intérprete de música erudita e popular. Formado pela Universidade das Artes de Havana, Cuba, é mestre em música pela UFMG. Escolheu o Brasil e a capital mineira para viver.  Residente em Belo Horizonte há mais de 20 anos e tem se apresentado em vários cenários do Brasil e do mundo. Com a ópera “O escravo”, de Carlos Gomes, Nestor se apresentou nos teatros mais importantes do país. Entre eles, Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Teatro Municipal de São Paulo e Teatro Nacional de Brasília. Foi integrante do Coral Lírico de Minas Gerais, e professor de Técnica Vocal no CEFAR/ Palácio das Artes.  Especialista em cantar a Missa Criolla, de Ariel Ramirez, tem um show próprio, onde interpreta Mercedes Sosa, com maestria.

 

O Duo Serenata, conquista o público, a cada aparição, graças a sua proposta eclética e atemporal de unir temas populares com músicas de corte lírico em um mesmo concerto, mostrando que é possível criar pontes e eliminar fronteiras entre estilos e culturas.

Mais: http://www.instagram.com/duoserenata

 

O Projeto Jardim Musical teve estreia memorável e promissora. Com número limitado de lugares, esgotados em poucos dias, a edição recebeu a música de Clóvis Aguiar e Célio Balona. O mesmo aconteceu com o segundo evento: Amaranto e Tabajara Belo, no show “Vinícius” e com Tadeu Franco, na edição mais recente.  A constatação foi de uma experiência singular, na capital mineira: um espaço onde as pessoas já compreenderam o diferencial de viver instantes especiais em audição e escuta ativa de boa música, em experiência sensorial, para aguçar os sentidos, curtindo autores e interpretes qualitativos, com a possibilidade de apreciar boa gastronomia e conexões refinadas, em ambiente intimista e sofisticado.

 

JARDIM MUSICAL recebe

SERENATA DE AFETOS com

DUO SERENATA

NESTOR GURRY (CUBA) E TATÁ SYMPA (BRASIL)

06 de julho, quinta-feira, às 20h

Casa Belloni

Av. João Pinheiro, 287 - BH – MG

Ingressos: R$60,00 (sessenta reais), já estão à venda pelo Sympla:

https://www.sympla.com.br/duo-serenata----tenores-tata-sympa-e-nestor-gurry---jardim-musical----casa-belloni__2033938

O Jardim é aberto a partir das 19h.

Show com início às 20h e término às 22h.

O bistrô estará em funcionamento.

REALIZAÇÃO: CASA BELLONI E MÁRCIA FRANCISCO

7 de jun. de 2023

Carla Madeira é a convidada do Meeting "O Feminino em mim"

 

          Foto: Márcia Charnizon 

A escritora brasileira, Carla Madeira, autora mais lida em 2022 e 2023 é a convidada do VII Meeting ‘O Feminino em Mim’. O evento, exclusivo para mulheres, acontece no dia 07 de junho, às 19h30, no jardim da Casa Belloni (Av. João Pinheiro, 287 – Belo Horizonte – MG). 

Carla Madeira participará de um bate-papo conduzido pela jornalista e escritora, Márcia Francisco, idealizadora e gestora do Fórum que dá nome ao evento e que entra em seu Ano V.  A autora dos romances ‘Tudo é Rio’, ‘A natureza da mordida’ e ‘Véspera’, vai abordar temas relacionados à sua trajetória profissional e aspectos relacionados ao universo feminino. 

O encontro convida, além das integrantes, todas as mulheres que valorizam autoaperfeiçoamento, netweaving, empreendedorismo, sucesso e atitude e contará com a participação especial da cantora Jhessy Vilas, momento de netweaving direcionado e sorteios. O bistrô estará em funcionamento. 

O grupo ‘O Feminino em Mim’ que reúne mulheres de várias idades, profissão e propósitos, nesses cinco anos de existência, vem gerando conexões de negócios, parcerias e boas amizades. 

O evento conta com o apoio da Casa Belloni, Stella Artois, Coreu Burger, Anjo & Cia, Produtos Lucenna, Caroline Demolin – Personal Stylist, Atmo, Studio Fidelaide e Sônia Rigueira – Atelier Taturana.

Inscrições  - R$60,00 - abertas, via Sympla ou pix ofemininoemmim@gmail.com – antes, confirme a existência de vaga: Whatsapp 31 991659778.  Lugares limitados.  

Carla Madeira nasceu em Belo Horizonte em 1964. Largou um curso de matemática e se formou em jornalismo e publicidade. Foi professora de redação publicitária na Universidade Federal de Minas Gerais e é sócia e diretora de criação da Agência de comunicação Lápis Raro, uma das mais conceituadas de Minas Gerais. Em 2014, lançou seu primeiro romance “Tudo é rio”, um sucesso editorial, recebido com entusiasmo pelo público e pela crítica. Também publicou os romances a “A natureza da mordida” e “Véspera”. Em 2022, seus três romances ficaram entre os dez mais lidos do Brasil, tendo Tudo é rio ficado em primeiro lugar.


6 de jun. de 2023

ALMA MINERAL - LANÇAMENTO DE MARCÍLIO GAZZINELLI

O fotógrafo Marcílio Gazzinelli lança o livro “Alma Mineral – Coleções Mineiras” (Rona Editora). Com imagens feitas por Gazzinelli, a publicação documenta e revela a beleza e a preciosidade da natureza mineral, guardada por importantes colecionadores particulares e museus. Uma rara oportunidade para o público geral realizar um passeio por esse universo, com 272 páginas e 250 minerais fotografados, em cuidadosa curadoria de Paulo Amorim.

 

Com tratamento de imagens, projeto gráfico e editoração de Paulo Fatal e revisão de Sávio Grossi, “Alma Mineral” tem apresentação bilíngue – com traduções feitas por Laura Lobato Baars e Sérgio Birchal. O prefácio é de Paulo Amorim e os textos de abertura são assinados por Marcílio Gazzinelli e Cláudio de Moura Castro.

 

Além disso, a edição conta com textos literários de escritores convidados, que conferem ao conteúdo editorial um tom poético sobre o tema ‘Alma Mineral”. 

 

Ineditismo: A obra apresenta de forma pioneira um novo modo de se contemplar um mineral em edição impressa: junto a algumas amostras está posicionado um código QR, que, quando acionado através de um aparelho celular, possibilita ao leitor observar o mineral em um giro de 360° sobre o seu eixo. Assim, é possível admirar o mineral em toda a sua plenitude, como se o tivéssemos bem diante de nós.

 

O lançamento oficial, apenas para convidados, acontece no dia 15 de junho, no MMGERDAU -   Museu das Minas e do Metal (Praça da Liberdade, 680 - Belo Horizonte – MG). A publicação “Alma Mineral” poderá ser adquirida nas lojas do CCBB-BH e MMGerdau e Livraria Quixote, na capital mineira.

 

O livro realizado com os benefícios da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e tem o patrocínio da GEOSOL e da MAGOTTEAUX. O lançamento conta com o apoio da Fundação Victor Dequech, Krug Bier, Confeitaria Avellan, Engeloc e Equipe do MMGerdau.

 

ALMA MINERAL – COLEÇÕES MINEIRAS

Prefácio

Paulo Amorim

O projeto para a concepção do livro Alma Mineral começou a ser delineado por seus autores em 2018, depois de uma reflexão sobre as coleções de minerais existentes em Minas Gerais, mais especificamente em Belo Horizonte. Foi quando se percebeu a grandiosidade e riqueza existentes em cada uma dessas coleções; e como seria relevante que outras pessoas também pudessem conhecer esses tesouros, mantidos e preservados, cuidadosamente, por seus guardiões, “os colecionadores de minerais”. O principal objetivo desta obra é divulgar para todos os amantes da mineralogia a beleza e as preciosidades contidas nas principais coleções de minerais do estado, para que todos possam conhecer essas verdadeiras joias da natureza, guardadas por colecionadores particulares e museus. Minas Gerais, devido à sua geologia e à riqueza do seu subsolo, é um estado fértil em minerais colecionáveis, encontrados em enorme variedade e diversidade de origens – ígnea, metamórfica e sedimentar – oferecendo um vasto campo para pesquisa e coleta de amostras. Atualmente, nota-se um aumento crescente do número de colecionadores e pessoas interessadas em buscar conhecimento na área da mineralogia. 

A primeira grande missão ao se preparar o livro Alma Mineral foi a seleção das coleções que fariam parte deste conteúdo editorial, levando-se em conta a existência de vários colecionadores em Minas Gerais. Vencida esta etapa, seguiu-se a escolha das melhores peças de cada uma das coleções para que fossem fotografadas, trabalho realizado em comum acordo entre os colecionadores e a curadoria do livro.

Como não foi possível incluir todas as coleções de minerais e todas as boas amostras dos colecionadores selecionados nesta obra, uma segunda edição do livro já está programada, onde colecionadores importantes, que não puderam ser incluídos nesta edição, terão a oportunidade de expor seus minerais.

Esta obra apresenta de forma pioneira um novo modo de se contemplar um mineral em edição impressa: junto a algumas amostras está posicionado um código QR, que quando acionado através de um aparelho celular, possibilita ao leitor observar alguns deles girando 360° sobre o seu eixo. O mineral, então, pode ser visto por todos os seus ângulos, inclusive por cima. Assim, é possível admirar o mineral em toda a sua plenitude, como se o tivéssemos bem diante de nós. 

 



O FOTÓGRAFO E A PRODUÇÃO

Como lapidar uma alma mineral

Marcílio Gazzinelli

 

Ao projetar a edição deste livro, Alma Mineral, senti-me desafiado a conciliar duas tendências que marcaram de maneira decisiva meu percurso pessoal e profissional. O interesse pela geologia e a paixão pela fotografia. 

Aos 14 anos, recebi de presente de minha mãe uma Kodak Rio 400. Lente plástica, sem recursos técnicos, mas significou uma semente para toda a minha produção técnica e artística desde a década de 1970 até os dias de hoje. Começou a germinar nos cursos oferecidos pelo SENAC, onde fui definitivamente contaminado pela sabedoria de mestres-fotógrafos, como José Eduardo Ferolla, Maurício Andrés, Fernando Ziviani e Bernardo Magalhães (o “Nem de Tal”), que me ensinaram a ler e produzir fotografia. Pulei de uma Yashica emprestada para a minha primeira Nikon F2. 

 

Comecei registrando eventos do cenário cultural de Belo Horizonte – shows musicais, espetáculos de dança e montagens teatrais – mas logo caí na estrada, abraçando a fotografia documental. Em julho de 1978 (com André Bila) e julho de 1979 (com Renato Caporali), descemos de canoa o Rio São Francisco, remando, conversando com a população ribeirinha e fotografando a paisagem do sertão. Passagem marcante deste roteiro foi a romaria de Bom Jesus da Lapa, que influenciou fortemente a minha forma de ver e sentir as manifestações de fé e religiosidade popular. Em dezembro de 79 subi para conhecer o grande Rio Amazonas, viajando pela Amazônia brasileira, peruana e colombiana. Após cinco meses, fui parar na cidade do México, e aí estiquei até San Francisco, onde conheci José Wellington Araújo, então concluindo o doutorado em cinema, que me convidou para ser o câmera em um documentário no Brasil. 

De volta à Belo Horizonte, tentei retomar o curso de Geologia na UFMG, mas alguns contratos de fotografia aérea e documentação de grandes obras de engenharia pesada me proporcionaram a chance de conhecer todo o Brasil e boa parte da América do Sul, além de retornar à América Central e percorrer parte da África. Nestes muitos anos de “trecho”, os deslocamentos aéreos (normalmente feitos com a porta do helicóptero aberta, olhar atento e boa vontade dos comandantes) me deram de presente o registro de um grande acervo de campos de futebol de várzea pelo país afora, resultando em importante exposição que circulou por sete cidades brasileiras.  

Nestas últimas quatro décadas, tive a felicidade de dividir estúdios com outros três grandes fotógrafos mineiros – Antônio Maria, Tibério França e Miguel Aun. Este foi um convívio extremamente valioso não apenas pela troca de conhecimentos sobre técnicas fotográficas, mas também pelo caráter e ética desses bons companheiros, com quem tive a honra de compartilhar minhas experiências. Já com vários equipamentos adquiridos, aprendi a dominar a luz artificial, fundamental para iluminar amostras de minerais.

 

Vários fatores contribuíram para que meu trabalho fotográfico mais recente tomasse o rumo das pedras: ser natural de Teófilo Otoni, grande polo de produção e comércio de gemas em Minas Gerais; minha passagem pelo curso de Geologia; ser casado com uma geóloga; e, finalmente, ter conquistado inúmeros amigos e clientes do meio geológico. Impossível citar todos eles, mas registro aqui os nomes de Eurípedes Palazzo, Naldo Torres e João Henrique Grossi (in memoriam), com quem comecei a desenvolver o projeto dos Calendários Geosol. A primeira edição, no ano 2000, retratou o conjunto arquitetônico e museológico da Escola de Minas de Ouro Preto. Além de apoiar a edição do presente livro, a atual diretoria da Geosol continua apostando no sucesso do projeto Calendários.

A fotografia de minerais passou a ter para mim uma importância muito especial principalmente depois que conheci o geólogo Paulo Amorim, detentor de enorme cabedal mineralógico e de uma coleção reconhecida internacionalmente tanto em qualidade como em número de peças. Em pouco tempo de contato, nos tornamos bons amigos. Juntos, já fizemos três edições do Guia de Mineralogia do Museu Victor Dequech e produzimos fotos para publicações no Brasil e no exterior. A curadoria de Paulo Amorim é sempre muito assertiva, sustentada por seu amplo conhecimento da matéria. Foi a partir destes anos de parceria, em que fotografamos sua própria coleção, os acervos dos museus Victor Dequech, UFOP e MMGerdau, além de outros colecionadores, é que começamos a idealizar este livro, aprovado pela Lei Rouanet.

No interior do Alma Mineral, algumas páginas apresentam uma interessante inovação editorial: ao clicar com o celular sobre o QR CODE presente em algumas das páginas, o leitor poderá visualizar o mineral em um giro 3D virtual, com direito a aproximações em zoom – revelando assim todos os ângulos e facetas das amostras escolhidas. Eu e meus amigos, Leonardo Alvin e Márcio Zaidan, desenvolvemos, dentro das oficinas da Skymídia, um equipamento capaz de posicionar a câmera fotográfica em qualquer eixo, 

massempre mantendo a distância correta em relação ao ponto central do mineral, enquanto giramos em 360o a plataforma onde ele está apoiado.  

Se fotografias fornecem testemunhos, a grande utilidade deste banco de imagens das coleções fotografadas é comprovar que aquilo que os museus e colecionadores preservam nos seus acervos minerais nos contam histórias remotas, geralmente de milhões de anos. Por meio das fotografias deste livro, cada coleção constrói uma crônica visual de si mesma. Na fotografia de minerais, o fotógrafo não tem o direito de diminuir a beleza das amostras que “pousam” na sua frente. O exercício de melhor ver e melhor iluminar, utilizando a melhor técnica, nos permite extrair de cada amostra o máximo de visualidade possível, para que a imagem o valorize, fazendo-o crescer aos olhos de todos, leigos e entendidos.

Belo Horizonte, maio de 2023

 

Assessoria em Comunicação Criativa: Márcia Francisco – 31 991659778