30 de dez. de 2023

Segunda Virada da Liberdade espera 30 mil pessoas em BH

 








Foto: Secult divulgação

O Circuito da Liberdade abraça a segunda Virada da Liberdade. Quem passar o Réveillon em BH terá à disposição atrações em vários espaços do entorno, atendendo a todos os públicos, a partir das 18h do dia 31 de dezembro. 

A programação é gratuita e inclusiva e contará com diversas referências musicais, dança, gastronomia e artes visuais, em manifestações populares em vários estilos. 

Um espetáculo  tecnológico de luzes apresentará o maior show de drones já experimentado no Brasil. A expectativa é que 30 mil pessoas curtam a festa.


Ingrid Guimarães e Tatá Werneck: "Minha irmã e eu"

 











Há  quanto tempo você não vai ao cinema? 

Que tal começar o ano com uma boa comédia brasileira? 

Em cartaz, "Minha Irmã e Eu",  com direção de Susana Garcia. 

As protagonistas são Ingrid Guimarães e Tatá Werneck.

e interpretam duas irmãs,  nascidas em Rio Verde, no interior de Goiás e cujas vidas tomaram rumos diferentes. Na trama, se unem em busca da mãe desaparecida. As manas vivem momentos inusitados, juntas, com humor, amor e cumplicidade. 

No elenco, surpresas deliciosas e até uma homenagem especial! A mãe é a super Arlete Salles. 

O @arcoirisgerais conferiu a película com direito à muitas gargalhadas. 

Quer começar o ano se divertindo? Sai um pouco do sofá e reviva as emoções de uma boa sala de cinema. Não se esqueça da pipoca!

29 de dez. de 2023

Vera Holtz de volta a BH


Foto: Ale Catan 

De volta à BH, o espetáculo sucesso de público: Ficções. A peça, que marcou o retorno de Vera Holtz aos palcos depois de três anos, teve seu roteiro criado a partir do best-seller Sapiens – uma breve história da humanidade, do professor e filósofo Yuval Noah Harari, que vendeu mais de 23 milhões de cópias em todo o mundo, e que fala da capacidade humana de criar e acreditar em ficções: deuses, dinheiro, nações...o que foi ou não inventado? Mas, apesar dessa habilidade inédita e revolucionária que alçou nossa espécie à condição de "donos" do planeta, seguimos inseguros e sem saber para onde ir. 

Idealizado pelo produtor Felipe Heráclito Lima e escrito e encenado por Rodrigo Portella,  o monólogo, que teve uma bem sucedida estreia de crítica e público por onde passou e cumpre nova temporada em BH dias 24, 25 e 26 de janeiro, no grande teatro do Sesc Palladium, sempre às 20h. Os ingressos estarão à venda aqui   e na bilheteria do teatro.

O Espetáculo

Vera Holtz se desdobra em personagens da obra literária e em outras criadas por Rodrigo. Canta, improvisa, “conversa” com Harari, brinca, instiga a plateia e interage com o músico Federico Puppi – autor e performer da trilha sonora original, com quem divide o palco. Em outros momentos, encarna a narradora, e às vezes é a própria atriz falando. “Eu gosto muito desse recorte que o Rodrigo fez, de poder criar e descriar, de trabalhar com o imaginário da plateia”, destaca Vera.

“O desafio é essa ciranda de personagens, que vai provocando, atiçando o espectador. Não se pode cristalizar, tem que estar o tempo todo oxigenada”, completa. Rodrigo concorda: “É um espetáculo íntimo, quem for lá vai se conectar com a Vera, ela está muito próxima, tem uma relação muito direta com o espectador”.

Em BH, o espetáculo abre a programação 2024 do Festival Teatro em Movimento, que tem curadoria e coordenação geral de Tatyana Rubim. 

 


Oficcina Multimédia traz "Vestido de Noiva" ao CCBBBH - em celebração aos 80 anos da obra de Nelson Rodrigues


Foto: Netun Lima 


Em 28 de dezembro de 1943, o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues revolucionava a forma de fazer dramaturgia no Brasil ao estrear, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o espetáculo "Vestido de Noiva", sob a direção do polonês Zbigniew Ziembinski, com o grupo amador "Os Comediantes". 

Agora, com Direção, Concepção Cenográfica e Figurino de Ione de Medeiros,  o Grupo Oficcina Multimédia (GOM) retorna ao CCBBBH com o espetáculo, após itinerar com sucesso de público e crítica pelos CCBBs São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, em celebração aos 80 anos da obra. 

As apresentações têm uma pausa com última apresentação no dia 30 dezembro de 2023 e retorna no ano novo, de 05 de janeiro a 05 de fevereiro de 2024, sempre às 20h, de sexta a segunda, no Teatro I.

Na temporada do GOM, os artistas mesclam realidade, memória e alucinação para contar a triste história de Alaíde, que, após ser atropelada por um carro em alta velocidade, é hospitalizada em estado de choque. Na mesa de cirurgia, oscilando entre a vida e a morte, a mente de Alaíde busca reconstruir sua própria história e, aos poucos, seus sonhos inconscientes e desejos mais inconfessáveis vêm à tona.  

Quem vai ajudá-la nesta reconstrução é a enigmática Madame Clessi que, juntando as peças desse quebra-cabeça, conduz Alaíde na busca pela reconfiguração de sua própria identidade. A montagem preserva a dramaturgia original da obra de Nelson Rodrigues e incorpora soluções cênicas que são marcas da identidade do GOM, colocando em diálogo o teatro, o vídeo, o cenário e o movimento coreográfico. 

Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia), e estão disponíveis na bilheteria do CCBB BH ou aqui. Clientes Banco do Brasil com cartão Ourocard pagam meia-entrada. 

E tem mais! 

Em fevereiro, acontece um Bate-Papo | Recepção Teatral e Estudos do Espetáculo: Vestido de Noiva do Grupo Oficcina Multimédia. 

Será no dia 01, quinta-feira, das 19h30 às 21h30, também no Teatro I. 

 O objetivo do encontro é oferecer perspectivas para a leitura do espetáculo “Vestido de Noiva”. A partir da experiência dos espectadores, o debate visa ampliar as perspectivas para a análise da peça. O encontro contará com a participação da diretora do Grupo Oficcina Multimédia, Ione de Medeiros, e o elenco do espetáculo, além de contar com Matheus Borelli, mediador do curso de Recepção Teatral, e alunos do curso de verão de “Recepção Teatral e Estudos do Espetáculo”, ofertado pela Fale/UFMG.

Esse evento terá entrada gratuita.


10 de dez. de 2023

Ballet e Classe - 18 anos com muitas comemorações. No dia 17 tem "Coppelia", em BH


Ballet e Classe!

O respeitável centro de formação mineiro chega à maioridade.

Os 18 anos de vida, serão celebrados com vários espetáculos - “Coppélia” acontece no dia 17.

A sede do Ballet e Classe, agora, é o Teatro da Maçonaria, que tem a administração 

da diretora artística, Margot Sales e também volta a ser aberto à locação.

Alcançar a maioridade no universo do ensino da Dança, requer mais que tempo de história. Envolve respeitabilidade construída e constatada, publicamente. 

É assim que o Ballet e Classe chega aos 18 anos de vida! 

Entre as comemorações, muitas novidades:

A sede do grupo agora é o Teatro da Maçonaria. O Teatro que completa 30 anos de história, passa a ser administrado pela diretora artística do Ballet e Classe, Margot Sales. Nele, além da escola e sede das ações próprias, eventos diversos já estão acontecendo no espaço, reaberto à locação. 

Um presente para os bailarinos é ter o palco disponível o ano todo, ao contrário da maioria, que fica restrita aos poucos dias de festival. 

O Studio Ballet e Classe incorporou à sua equipe, o coreógrafo internacional, Diego López (Argentina),   ex-primeiro bailarino da Ópera de Munique. Lopez possui duas obras tombadas como Patrimônio da Humanidade, pela Unesco. O profissional está desenvolvendo uma Companhia Escola dentro do Teatro - a “Companhia Século XXI”.

Os caminhos da formação no Ballet e Classe, além dos primeiros passos de Ballet, também contemplam   o corpo de baile adulto e infantil. Processos de certificação validados pela Coroa Inglesa – patrona da Royal Academy of Dance London –, dão oportunidade de reconhecimento. Em dezembro, dez bailarinos receberão homenagem especial e as condecorações oficiais, que serão entregues por ocasião do espetáculo “Coppélia” – um dos cinco eventos realizados pelo Ballet e Classe, neste final de ano. 

Acontece no dia 17 de dezembro, domingo, às 15h e às 18h30, no Teatro da Maçonaria (Av. Brasil, 478 -  Santa Efigênia – BH), as duas apresentações de “Coppélia”.

Os ingressos para o espetáculo – R$50,00 -  já estão à venda pelo Sympla:

http://www.sympla.com.br/ballet-e-classe-apresenta-coppelia__2255090

Informações adicionais:  31 3213 4959.


COPPÉLIA

Ballet de Repertório em III atos

Coppélia é uma boneca feita com enorme capricho por um fabricante de brinquedos da região, que atende pelo nome de Coppélius.  A beleza da boneca e sua exuberância impressionam Franz que, ao vê-la, pensa se tratar de uma linda moça por quem se sente fortemente atraído. Franz, porém, é noivo de Swanilda, que ao saber do caso fica enciumada e põe em dúvida o amor que Franz tem por ela. Quando vai à casa de Coppelius para ver de perto aquela que lhe parecia ser a mais bela moça da aldeia, Franz recebe uma poção mágica que passaria sua vida para Coppélia a fim de transformá-la definitivamente em um ser humano. Porém, Escondidas na casa de Coppelius, Swanilda e suas amigas descobrem que a moça não passa de uma simples boneca. Então, Swanilda veste-se de Coppélia, engana Coppelius e foge salvando Franz. Assim, segue-se a história, tão emocionante quanto enigmática, mas, sobretudo surpreendente...


O espetáculo do dia 17, tem direção artística de Margot Sales, coreografia original de Arthur Saint-Léon, adaptações coreográficas de Daniel Canedo e Margot Sales. Os ensaiadores são: Camila Sales, Diego López e Iara Moura. Figurinos e Adereços Alenir Figurinos, Balé Mania e Carine Costa. Luz e som: Israel Levy.  Secretária: Cátia Damasceno. Apresentação Kener Sales. Trilha Sonora: Sérgio Moreira. Coppélia é Mariana Santos – 15h e Ana Carolina Moura – 18h30. 


BALLET E CLASSE, 18 ANOS 

Fundado por Margaret Carvalho Sales, conhecida como Margot Sales, sua diretora artística.

Margot, fundadora e diretora artística do Ballet e Classe, é formada como professora pela RAD - Royal Academy Of Dance London, bacharel em Educação Física e Fisioterapia, curadora da Companhia Escola Séc. XXI e administradora do Centro Cultural do Teatro da Maçonaria. Iniciou seus estudos de ballet, aos 18 anos, graças a uma matrícula dada por um amigo, no Studio Joaquim Ribeiro em Santa Efigênia onde permaneceu até os 21 anos. Em seguida, foi para o Centro Mineiro de Danças Clássicas, seguido pelo Ballet Cristina Helena, Teatro Sesiminas e Marta Guerra.  Mais tarde, retornei ao Centro Mineiro de Danças Clássicas, onde dedicou-se, não somente como bailarina, mas, iniciou sua carreira como professora da RAD. 

Em outubro de 2004, prestou o exame da RAD. Em 2005, partiu para Londres para buscar seu diploma de professora e entrar para uma rede internacional de professores.

Ao retornar, fundou o Studio Margot Ballet e Classe, como era chamado. Ainda sem sede, porém com respeitabilidade, levando nove bailarinas para o Concurso de Araxá/MG. Neste evento, foi lançado o Studio Margot Ballet e Classe. Na bagagem de volta à capital mineira, 15 dos 17 prêmios em competição. 

A partir daí veio a primeira sede e espaço próprio, no Bairro Santa Efigênia e o nome passou a ser Studio de Dança Ballet e Classe.   Já de posse de seu Membreship concedido pela Rad Royal Academy Of Dance Londres, abriu frentes para muitas parcerias mantidas até o atual momento.  O Ballet e Classe passou a ministrar aulas de ballet em escolas e colégios de Belo Horizonte. Em 2005, Ballet e Classe fez seu primeiro repertório. Margot lembra-se do importante apoio da amiga, Márcia Dias, que cedeu seus alunos para completar o elenco. Nascia “Dom Quixote”.

Em 2006, o Ballet e Classe já contava com alunos suficientes para seu próprio corpo de baile e passou a participar de vários concursos dentro e fora de Minas Gerais.  Colecionaram vários prêmios:  melhor conjunto de obras de repertório, melhor figurino, melhor bailarino, bailarina, bailarina revelação, prêmios em dinheiro e bolsas para Summer no exterior.

Em 2007, Margot Sales teve a oportunidade de voltar a Londres e se aperfeiçoar como professora. Desta vez, levou três alunas para fazer um curso de quinze dias e participar de uma montagem coreográfica pós-curso.

Na primeira sede, onde o Ballet e Classe permaneceu por 14 anos, Margot desenvolveu 14 ballets de repertório completos, oito ballets de autoria própria, dois galas (1 de 5 anos e outra dos 10 anos) e um ballet beneficente chamado Artidário de Dança, que contou com o apoio da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais e renda  revertida para um asilo. Valorizando a reponsabilidade social, o Ballet e Classe, produziu, ainda,  anualmente, um ballet com arrecadação de sabonetes pra Colônia Santa Isabel e  dois espetáculos com doações para LBV.

Em 2018, após entregar o espaço, o Ballet se estabeleceu por um ano, no Studio It.  Mudou-se para uma linda casa na Serra que sediou um grande concurso chamado Mostra Dança.  Durante uma semana, mais de 50 bailarinos de vários estados do Brasil e professores nacionais e internacionais passaram por lá.

Com a pandemia, vieram as aulas online e a produção de um vídeo de dança, com  cada um na sua casa, respeitando as regras de isolamento. 

Mesmo com a pandemia, uma aluna ganhou um prêmio mundial da dança,  pela Royal Ballet School. Este prêmio abriu portas para que a escola ficasse por semanas na mídia nacional e internacional e com essa repercussão a aluna Sophia Heringer foi agraciada com diversas bolsas de estudo no exterior. Ela fez sua opção por uma escola na Suíça onde ficará por cinco anos.


O Ballet e Classe transferiu sua sede para o Centro Cultural Teatro da Maçonaria. Os alunos receberam o privilégio do exercício de suas atividades dentro do teatro, tendo à disposição toda sua infraestrutura  fazendo aulas no palco, respirando cultura.

Em 2022, o Studio Ballet e Classe incorporou à sua equipe, um coreógrafo internacional, Diego López (Argentina),  ex-primeiro bailarino da Ópera de Munique. Lopez possui duas obras tombadas como Patrimônio da Humanidade, pela Unesco. O profissional está desenvolvendo uma Companhia Escola em parceria com o Ballet e Classe, dentro do Teatro - a “Companhia Século XXI”.

O ano de 2023 começou com muitos trabalhos internos e concursos. Em abril, Margot Sales foi homenageada pelo Instituto Cultural RV, na Câmara Municipal de São Paulo, através da renomada Jacy Rhomrs e pela vereadora Edir Sales, por ocasião do Dia do Ballet Clássico. Em agosto, o Ballet e Classe teve a honra de promover a Gala de Despedida da bailarina Sophia Heringer.

Para encerrar o ano, o Ballet e Classe segue as comemorações dos seus bem-vividos anos, de vida, produzindo cinco espetáculos. 

Entre eles estão duas Mostras Coreográficas de escolas parceiras (Miudinhos Centro Educacional Infantil, Trilha da Criança, Escola Jardim II e Colégio Logosófico- unidade do Funcionários), no dia 10 de dezembro. Momento valioso de interação das crianças com bailarinos profissionais e estudantes e a chance de viver esse momento mágico de estar no palco, com plateias especiais.  O ano de atividades termina com o espetáculo “Coppelia”, no dia 17.


O TEATRO DA MAÇONARIA 

Com mais de 30 anos, o Teatro da Maçonaria que, hoje sedia o Ballet e  Classe, passou a ser administrado por Margot Sales,  diretora artística do Ballet e Classe. 

Com a nova administração o Teatro da Maçonaria já passou por várias modificações, incluindo reforma da iluminação e som para ampliar a qualidade de atendimento e receber os diversos eventos.  

O espaço funciona como um polo cultural de dança e teatro durante a semana, com aulas e formação para crianças e adultos e, nos fins de semana está aberto para 

locação.  Recebe grupos e artistas de vários segmentos, palestras, workshops e espetáculos de dança, música e teatro.

Com capacidade para 253 pessoas na plateia, um palco de 8m de largura por 7m de profundidade, quatro coxias -  dando acesso ao palco tanto pelo lado direito como pelo o esquerdo, três camarins e lanchonete.

Teatro da Maçonaria: Av. Brasil 478, Santa Efigênia - BH - MG

31 32134959 - reservateatro@balleteclasse.com.br



6 de dez. de 2023

HERDEIRA DO NORTE - NOVO LIVRO DE THIAGO V. LACERDA TEM LANÇAMENTO EM BH


     


Com apenas 18 anos, o jovem escritor Thiago V. Lacerda,

autor mais vendido pela Editora Literíssima no FLI-BH,

desponta no subgênero Alta Fantasia e lança seu terceiro livro

 

Será no dia 16 de dezembro, de 11h às 13h, no Café com Letras (Rua Antônio de Albuquerque, 781, Savassi – BH – MG), o lançamento do terceiro livro de Thiago V. Lacerda – “Herdeira do Norte - A crônica da Lâmina Vermelha”. Trata-se do segundo livro a ser lançado pelo Selo Yolo, da Editora Literíssima. Presente no Festival Literário Internacional de Belo Horizonte – FLI-BH, o autor foi o mais vendido pela Literíssima, no evento.  

 



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Foto: Graziela Cruz 


O AUTOR

Com apenas 18 anos, Thiago V. Lacerda já criou um complexo universo de Alta Fantasia (subgênero de Alta Fantasia) que reúne reis, princesas, cavaleiros, mercenários, bardos e guerreiros em torno de histórias de luta pelo poder e busca do sentido da vida.

 

Natural de Belo Horizonte/MG, Thiago é filho do músico Geraldo Vianna e da jornalista Graziela Cruz e, desde pequeno, se vê às voltas com o universo artístico e as letras. Atualmente cursa o Ensino Médio, na capital mineira e,  perguntado sobre o futuro profissional, quer cursar História ou Psicologia, mas deseja seguir escrevendo e se firmar como escritor de literatura.

 

Thiago se reconhece como um leitor voraz de J.R.R. Tolkien (O Senhor dos Anéis), George R. R. Martin (Crônicas de Gelo e Fogo) e Sarah J. Maas (Trono de Vidro), entre outros autores do gênero Alta Fantasia, seu preferido, e assume a influência desses universos na criação de suas histórias. E como os jovens de sua geração, outra fonte de inspiração não poderia deixar de ser os games, principalmente World of Warcraft

 

O escritor tem sido convidado para falar sobre seu processo de criação literária e apresentar seu livro a jovens estudantes. Nessa peregrinação literária, se encontrou com estudantes do Ensino Médio do Colégio Loyola, Colégio São Paulo, Escola do SESI e Escola do Senai, entre outros.  Além disso, Thiago fez palestra na 2ª Bienal do Livro de Sete Lagoas, em outubro de 2022, e participou da Feira Literária de Tiradentes – FLITI, em novembro de 2022.

 

Thiago V. Lacerda foi o autor mais vendido da editora Literíssima, durante o Festival Literário Internacional de Belo Horizonte/FLI-BH, em novembro de 2023.

 

Da leitura à escrita

por Jorge Fernando dos Santos   - escritor do livro “Alguém tem que ficar no gol”, finalista do Prêmio Jabuti

“Ao ser convidado para apresentar Herdeira do Norte - A Crônica da Lâmina Vermelha (Livro 1), experimentei a dúbia sensação de receio e alegria. Receio porque nunca tinha lido nada do autor. Alegria, por ter a oportunidade de incentivar a carreira de um jovem romancista que, antes de tudo, é também bom leitor.

Nascido em 2005, Thiago V. Lacerda traz nas veias o DNA da criatividade artística. Contudo, se não fosse suficientemente dedicado, isso pouco adiantaria. Ele conta que se interessou pela literatura fantástica ainda na infância, passando horas debruçado sobre os clássicos do gênero. Já na adolescência, começou a se dedicar também à escrita, trabalhando com as palavras todos os dias com invejável disciplina.

Seu primeiro livro, Sombras de Lynary - O Lobo Vermelho, foi publicado quando tinha apenas 17 anos. Um romance com nada menos que 636 páginas! Como salientou Kaio Carmona na "orelha" da obra, ela “nos mostra que o autor sabe contar uma boa história”. De fato, Thiago é por excelência um contador de histórias, daqueles que hipnotizam o leitor já nos primeiros parágrafos.

Influenciado por narrativas como As Crônicas de Gelo e Fogo (de George R. R. Martin), Trono de Vidro (de Sarah J. Maas) e o clássico O Senhor dos Anéis (de J. R. R. Tolkien), o nosso jovem escritor ousou criar um mundo próprio, repleto de reis, rainhas, princesas, guerreiros, bardos e criaturas fantásticas, como elfos, não-mortos e arcanistas que perambulam por um continente imaginário. Paixões, traições, disputas de poder, batalhas épicas e toda sorte de aventuras perpassam as páginas do presente livro, que tem tudo para agradar aos aficionados nesse gênero literário”

 

LIVROS ANTERIORES

O primeiro livro, “O lobo vermelho” (2011), foi uma edição independente e, o segundo, “Sombras de Lynary” (2022)publicado pelo Selo Yolo/ Editora Literíssima, já está esgotado, mas terá tiragem impressa em breve. O livro dá sequência à história de guerras entre reinos e à saga da família Blackstar, com destaque para a liderança de fortes e misteriosas mulheres, como Helia e Alícia, e à influência de forças sobrenaturais que provocam reviravoltas na trama. 

 

“Quando terminei de escrever Herdeira do Norte, o primeiro livro da série "A Crônica da Lâmina Vermelha", me dei conta de que estava diante de uma história criada através de dúvidas e melancolia. Me senti como se fosse a personagem Syranna Argray, um estranho dentro de minha própria obra. Me senti como alguém responsável por construir uma personagem destruidora. Me senti como um autor de Fantasia Épica, tal como meu ídolo, George. R.R. Martin e como o fundador do gênero da Alta Fantasia tal qual a conhecemos hoje, o genial J.R.R Tolkien.”

(Thiago V. Lacerda)

O LANÇAMENTO

“Herdeira do Norte - A crônica da Lâmina Vermelha” é narrado pela protagonista do livro anterior de Thiago V. Lacerda –  Lynary –  que, como observadora atenta, conduz o leitor pelas tramas que envolvem a história de Syranna, a herdeira do reino do Norte.  Com 516 páginas, tem edição assinada por Gabriela B. Morais, revisão de Graziela Cruz, projeto gráfico de Letícia Ribeiro Ianhez, diagramação por Deborah Célia Xavier, Ilustração e capa de Max Pieve e mapa por Délcio Almeida. A orelha traz a assinatura do escritor Jorge Fernando dos Santos. 


Os dois dias de Paul McCartney na Arena MRV



 fotos: Márcia Francisco ©
Confira todas as fotos em @marciafranciscooficial 

Sim, passaram-se três dias para conseguir escrever e postar imagens e texto sobre a experiência vivida nos dois primeiros dias dessa semana. Mas, cá estamos! 

Um show do meu ídolo maior é PAULco!  Assistir Got Back, dois dias seguidos, faz gravar as impressões dessa presença iluminada no DNA dos maiores afetos.

Em BH, a Arena MRV recebeu esse eterno Beatle, que construiu sua história musical com personalidade única, tão própria e digna, em mais de oito décadas. O carisma irrevogável desse grandioso artista, encanta gerações e gerações e cativa outras tantas. 

O show? No dia 3 foram 42 mil pessoas na plateia, no dia 4, 40 mil. Em cerca de três horas de show, Paul cantou quase quatro dezenas de músicas.

Paul é uma divindade.

Um ser de esferas superiores nos ensinando a ser humanos. Brisa que toca  sem distinção.  

Uma vitalidade ímpar! No primeiro dia não bebeu sequer uma gota d'água no palco! Tocou vários instrumentos: seu baixo, guitarra, violão, piano, ukulelê... 

Falou um "cadim" de Português, com a gentileza de sempre. Falou "uai", trem bão", traduziu importâncias como a música em homenagem ao amigo George... 

Ao lado de um time de talentos, onde o guitarrista Rusty Anderson esbanjou sua simpatia e competência em solos ritualisticos, tocando mais perto da beira do palco, várias vezes; o naipe dos metais começou o show numa performance linda, iluminados na arquibancada à esquerda do palco, depois seguiram ao lado da banda, com coreografias entre os três instrumentistas, fazendo querer dançar junto...  Como não amar a dança do baterista Abe Laboriel Jr que tocou nos shows da Arena, com somente uma das mãos, já que o punho esquerdo estava lesionado? Acha pouco? Em "Dance Tonight" esbanjou todo seu carisma, na tradicional dancinha. Inigualável. 

Tive a alegria de assistir a  cinco shows de Paul McCartney nessas vindas dele ao Brasil.  Também tive  chance de vê-lo pessoalmente,  recebendo bênção e reverência num encontro inusitado, em 2011, nas terras cariocas. Esses dois últimos shows, entretanto, trouxeram um sopro diverso dos demais.

É como ter recebido o carimbo da dádiva, ao revê-lo tão intenso na sua força de vida inteira.

Também foi a primeira vez que fiquei há menos de dois metros da plateia. Dali, dava para sorver cada expressão, cada brilho no olhar, gestos, nos clássicos dos Wings, dos Beatles ou de sua carreira solo.  

Foi embaixo da nuvem de fogos de "Live and let die", que minha comunhão se deu como nunca. O cheiro da pólvora, as mãos de Macca cobrindo os ouvidos no estouro final, luzes, sons, cores, profusão de presença e estado de atenção. 

Minha "Here today", que não por acaso tatua meu braço, trouxe na interpretação, luz e cenário da homenagem ao John, um flash da compreensão de um universo que une os seres de lá e de cá, com a sutileza do atmo, como medida do tempo. Exagerei? Sensações são mesmo difíceis de se explicar com palavras. A vida soma experiências várias, em sua impermanência diária e, talvez, nossa existência venha perceber seus valores essenciais, ao entender que cada vida que habita esse universo, só traz o presente do instante. Quando vimos, já passou. Vidas, pessoas, presenças, histórias. 

Paul McCartney em sua vida, longeva e bem-vivida, nos presenteia com a importância de inspirar o raro, na entrega dos sentidos à latência atenta do instante. A soma de história, música, luz, som, tecnologia, mas, principalmente, a presença dessa personalidade cuja expressão não se repetirá na história da humanidade é a  gênese da experiência. 

A espera de quatro meses desde a venda dos ingressos, a eterna saga do público de megaeventos e shows internacionais, as presenteadas três horas de cada performance... As escolhas que fazemos, as possibilidades que temos, as entregas que vão além do cansaço. O encontro de tantas gerações. McCartney e a vida valendo à pena, novamente!  

A jornada desse ídolo, em terras nacionais continua até o dia 16. Que ele viva, essa experiência com a mesma plenitude unânime e  indescritível em totalidade, que todos nós vivemos. Que ele viva. Viva Paul McCartney! 

PS.: 

Produção:

Orgulho da produção brasileira que somou forças para a fidelidade da entrega.

À Arena, minha querida casa  atleticana o desejo de que siga no empenho, aprendizado e aperfeiçoamento contínuo para receber maravilhas! Que venham muitas. 

Milton:

Sublime ver um ídolo à espera de outro ídolo, também marcando presença em dois dias. Bituca, que também soma mais de oito décadas de vida, trouxe nos olhos e no sorriso, a esperança que faz querer repetir com honra e orgulho: "Sou do mundo, sou Minas Gerais". 

Meu país:

Antes do bis, Paul e os músicos, empunhando as bandeiras do Brasil, do Reino Unido e LGBTQIAP+

Da plateia amei a nossa bandeira brasileira, florescendo, cultural. 

Dedicatória:

Escrevo esse relato em memória dos mestres e amigos, Brant e Tavito. 

Márcia Francisco - jornalista e escritora