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27 de nov. de 2012

MORRE CHANINA


Lamentavel perda: morreu nesta madrugada, aos 85 anos de idade, o grande artista Chanina.
Doente há mais de um ano, com hérnia que lhe trouxe complicações pós cirúrgicas. Internado, sofreu infecção generalizada. e derrame.
Da Escola Guignard para a respeitabilidade de uma arte própria, um polônês "brasileiro", "mineiro", "belo-horizontino", universal, que nos presenteou com sua arte.  
"Natural da Polônia, onde nasceu em 1927, Chanina emigrou para Belo Horizonte, com seus pais, aos nove anos de idade. Considerado um dos mais representativos artistas da chamada Geração Guignard - Em 1946 ele ingressaria na escola de arte então dirigida por Guignard na capital mineira -, tal pintor há muito ocupa o lugar que é o dele na história da arte em Minas Gerais.
Marcada por intenso colorismo e apoiada numa visão poético-onírica em que a fantasia e a criatividade formam a tônica dominante, sua obra inclui temas como paisagens, figuras, palhaços, cavalos, abstrações, retratos e outros mais. No entanto, as mulheres - apontadas pelo crítico Frederico Moraes como "as mais fascinantes de toda a pintura brasileira" - ocupam lugar especial.
Tais informações, além de outras obras de cunho biográfico e artístico, acompanhadas da fortuna crítica do pintor e da reprodução em cores de mais de 300 quadros, poderão ser encontradas no livro Chanina: arte e trajetória, de autoria de Renato Sampaio, publicado em julho de 2003, em Belo Horizonte, pela Rona Editora." (www.chanina.com.br)



23 de nov. de 2012

MARISA, UMA VERDADE

(foto Márcia Francisco)
Um show maravilhoso, que traz ao palco Marisa terna e forte, mãe e mulher, com voz e recados de leveza, elegância, delicadeza. Músicos maravilhosos, banda, cordas que rasgam a alma, de tão bem casadas às melodias. Luxo de ter Dadi e os "meninos" do Nação Zumbi, aprender ou relembrar que Marisa compôs ECT com Nando Reis e Carlinhos Brown, tão consagrada na saudade de Cássia... tão mágica na interpretação de Marisa. O novo disco é maturidade que permite entrega e emoção...No decorrer do espetáculo, passear por sucessos eternos, lembrando a primeira vinda de Marisa em "Mais", na década de 80, tribalizar por aí, mergulhando neste infinito particular que sabe tão bem, mesclar, voz e instrumentos, presença de palco com luzes bem imaginadas, tão imaginárias e recursos visuais, íntegros, apropriados e devidamente creditados em ficha técnica e leitura pela própria Marisa, mencionando os artistals plásticos brasileiros envolvidos no processo. Marisa é palco interativo com links para pensamentos e redes virtuais sacramentadas na realidade que pede amor e gentilezas...Profeta lembrado, em suas tão bem ministradas aulas de "loucura" lúcida, "pintada de cinza" pour outros distantes da sua verdade. Cinza é preto no branco, que Marisa revela manualmente sob nossos olhos, desvendando essências e trilhando possibilidades. Nos bastidores, recebe flores do Governador e, meia hora antes dos espetáculo, solicita a possibilidade do agradecimento direto. É que para quem exercita o amor, sobe morros e desce rampas para desenhar seus sambas, já é sabido: "gentileza gera gentileza". "o que você quer saber de verdade?"

(por Márcia Francisco, com reverência de aprendiz,   acerca da estréia belo-horizontina de  "Verdade, uma ilusão", mais novo show da cantora Marisa Monte, em temporada na capital mineira e turnê nacional - em 23 de novembro de 2012)

29 de out. de 2012

XVIII Bazar de Arte Belvedere


este tradicional encontro de arte e bom gosto abre a temporada de bazares de final de ano


De 08 a 11 de novembro, quinta a domingo, acontece a XVIII edição do Bazar de Arte Belvedere. O consagrado bazar, criado pela artista plástica Sônia Toledo, apresenta ao público, sempre em primeira mão, uma seleção primorosa de boas opções em arte para decoração e presentes.

Sônia Toledo apresenta suas esculturas e cerâmicas decorativas, Elisa Pena e Fred Pena trazem telas e esculturas; Domingos Sávio Gariglio, jóias em prata, Rota do Quilt apresenta patchwork e peças para enxoval; Sandra Matos, artesanato e Mada Ligieri, mosaicos.

Com entrada franca, o tradicional Bazar funcionará na quinta e sexta, das 14h às 22h e no sábado e domingo, das 10h às 22h, Informações adicionais: (0xx31) 3286 2588







11 ANOS DA FOTOS & FESTAS TERÁ BRIGADEIROMANIA NO CAFÉ DA MANHÃ

Danniella Farias e sua Brigadeiromania prometem adoçar a boca dos presentes nas comemorações de 11 anos da Revista Fotos & Festas.

Fundada em outubro de 2010, em Belo Horizonte, a Brigadeiromania Brigaderia Gourmet by Danniella Farias é a primeira brigaderia mineira. Com produção totalmente artesanal e utilizando o mais puro chocolate, a carta de brigadeiros da Brigadeiromania é composta por mais de 40 sabores que vão do tradicional ao exótico e que estão satisfazendo os paladares mais sofisticados.

O super evento, que terá como anfitrião o carismático comunicador social e empresário Pedro Paulo Machado de Souza, acontecerá no dia 8 de novembro, quinta-feira, a partir das 20h nos salões do Automóvel Clube, em beneficio das obras da ONG Proação.

Danniella Farias, tecnóloga em Gastronomia, com certificação em supervisão e gestão de restaurantes, especialista em Estratégia Empresarial e proprietária da Brigadeiromania, promete surpresas especiais para enriquecer café da manhã dos convidados do Pepê e sua Fotos &Festas.

24 de out. de 2012

A NOITE DOS MAGOS

Baile beneficente, com concurso de fantasias e presença do DJ Augusto


Promovido pela Ordem Rosacruz AMORC, acontece no dia 26 de outubro, sexta-feira, às 21h, no Espaço Cultural da Associação dos Magistrados de Minas Gerais - AMAGIS (Rua Albita, 194 - Bairro Cruzeiro - BH - MG), o Baile à Fantasia "A Noite dos Magos". Aberto ao público, o evento, animado pelo DJ Augusto tem como objetivo angariar fundos para reforma do telhado da entidade. Haverá concurso de fantasias e a noite promete diversão e muita alegria. Os ingressos já se encontram à venda. Informações adicionais: (31) 8835 7402
A Ordem Rosacruz AMORC é uma organização de caráter místico-filosófico, tradicional e iniciático, cujas origens remontam ao Egito Antigo, por volta de 1500 anos antes da Era Cristã, quando reinava Tutmés III. Mas foi sob o impulso de Amenhotep IV, mais conhecido pelo nome de “Akhenaton”, que ela assumiu sua verdadeira dimensão. Há séculos, ela perpetua, sob forma escrita e oral, o Conhecimento que os Iniciados vêm transmitindo ao longo das Eras. A Ordem Rosacruz não é uma seita, nem uma religião, sendo seu único propósito o de contribuir para a evolução da consciência e para a regeneração física, mental e espiritual da humanidade. Ela é apolítica e tem como seus membros pessoas pertencentes a todas as categorias sociais. De acordo com seu lema: “A mais ampla tolerância na mais irrestrita independência”, ela não impõe quaisquer dogmas, mas propõe os seus ensinamentos a todos aqueles que se interessam pelos mistérios da existência.
CONHEÇA:
www.amorc.org.br

A NOITE DOS MAGOS - Baile à fantasia
com DJ AUGUSTO
26 de outubro, sexta-feira, às 21h
Espaço Cultural da Associação dos Magistrados de Minas Gerais
Rua Albita, 194 - Bairro Cruzeiro - BH - MG
Ingressos à venda:
R$80,00 (adultos)
R$60,00 (até os 16 anos)
Venda antecipada: 91961735/ 91387971
Informações adicionais: (31) 8835 7402

MARCELO GENEROSO MISSA DE 7º DIA

Caros amigos,

Informamos que a missa da ressurrreição do jornalista e colunista social Marcelo Generoso será realizada nesta quinta-feira, dia 25 de outubro, às 19h, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Praça Carlos Chagas, nº 33 - BH - MG *Praça da Assembléia).

Contamos com a presença de todos.

19 de out. de 2012

6ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte

6ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte

BrasilCineMundi – 3rd International Coproduction Meeting
18 a 23 de outubro de 2012


Programação traz 126 filmes nacionais e internacionais, retrospectivas de Leos Carax, Nicolás Pereda e do coletivo mineiro Teia; 3º Brasil CineMundi recebe profissionais da indústria audiovisual mundial para conhecer o cinema brasileiro independente

Começou na quinta-feira, 18 de outubro, a temporada cinematográfica na capital mineira – é a 6ª edição da Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte (Mostra CineBH) , no Grande Teatro do SESC Palladium com homenagem à produtora mineira Teia. Ao longo dos seis dias de evento, o público poderá assistir a 126 filmes nacionais e internacionais, em todos os gêneros e formatos, muitos deles premiados em importantes festivais internacionais e que terão a primeira exibição no Brasil. Toda programação é oferecida gratuitamente ao público.

Para a abertura da 6ª Mostra CineBH, a Teia preparou em parceria com o grupo O Grivo um Cine-Concerto inédito a partir das imagens dos filmes realizados pela produtora nos seus 10 anos de existência. A trilha sonora foi executada ao vivo pelo Grivo, parceiro em vários dos trabalhos do coletivo.

O Cine-Concerto “O Grivo Teia” propôs potencializar a diversidade de procedimentos de montagem com duração de 35 minutos. “Os filmes escolhidos reúnem, a partir de um determinado tema ou ‘atmosfera’, fragmentos de vários outros filmes. O Grivo preparou, a partir daí, ideias musicais que partem de uma mesma fonte: uma espécie de metrônomo digital que aciona vários sons via alguns softwares”, comentou Nelson Soares, do O Grivo.

Mantendo o propósito de valorizar os cinemas de bairro,ampliar os espaços de exibição e o acesso do público à sua programação, a Mostra CineBH chega também a duas salas do Usiminas Belas Artes e ao Circuito Cultural Praça da Liberdade, local que será sede do evento, do Brasil CineMundi, de oficinas e debates. Integra também o circuito de exibição do evento o tradicional Cine Humberto Mauro, o SESC Palladium– que receberá a abertura oficial do evento em seu Grande Teatro (plateia 1310 pessoas), além de realizar exibições nacionais e internacionais em sua sala de cinema –, e o Inhotim, que contará com a exibição de filmes temáticos sobre meio-ambiente e artes plásticas, além de ser o anfitrião da comitiva de convidados nacionais e internacionais.
A Mostra CineBH cumpre seu papel de ser instrumento de formação, reflexão, difusão do cinema brasileiro em intercâmbio com o mundo, amplia a rede de contatos e negócios, aproxima profissionais da indústria audiovisual e dá visibilidade para a produção independente”, afirma a coordenadora da Mostra CineBH, Raquel Hallak.

A programação de filmes está dividida em nove mostras temáticas, incluindo três grandes mostras retrospectivas inéditas no Brasil. A primeira será dedicada ao cultuado diretor francês LeosCarax, premiado em festivais como Berlim, Cannes e Locarno. O diretor de Sangue Ruim e Os Amantes da Pont-Neuf terá uma retrospectiva completa em película de seus longas, além de Tokyo! (filme em segmentos dirigido em parceria com Joon-hoBong e Michel Gondry) e sua mais recente produção, o polêmico Holy Motors, seu retorno à direção depois de mais de uma década de silêncio, premiado no último Festival de Cannes.

O mexicano NicolasPereda, de apenas 28 anos e sete filmes no seu currículo, incluindo prêmios em Veneza, Locarno, Valdivia, Toulouse e Guadalajara, também terá uma retrospectiva completa e inédita de sua obra, incluindo a exibição em película de seu último filme, Los Mejores Temas, que estreou no último Festival de Locarno. O diretor estará presente à mostra, para discutir com o público o seu processo criativo e as particularidades de sua filmografia.

A produtora mineira Teia, homenageada do evento, contará também com uma retrospectiva–serão exibidos cinco longasrepresentativos da carreira de cada diretor do grupo. Filmes como O Céu Sobre os Ombros(2010), de Sérgio Borges; Balança Mas Não Cai(2012), de Leonardo Barcelos; Girimunho(2011), de Helvécio Marins Jr e Clarissa Campolina; A Falta que me Faz(2009), de Marília Rocha; Acidente(2006), de Pablo Lobato eCao Guimarães, além de duas sessões com nove dos curtas mais significativosda trajetória da produtora.


Na Mostra Contemporânea, o público poderá conferir o melhor da recente produção brasileira, além dos grandes destaques dos principais festivais de cinema do mundo. Serão ao todo oito longas, dois médias e um curta nessa programação. Entre os brasileiros, os destaques ficam por conta do mais recente filme de Bruno Safadi, Éden, projeto viabilizado graças ao prêmio recebido no último Brasil CineMundi, e O Que Se Move, de Caetano Gotardo, um dos principais destaques do último Festival de Gramado.

Já a programação internacional trará os novos filmes dos mestres Frederick Wiseman(CrazyHorse, selecionado para os Festivais de Londres, Toronto e Nova York) e William Friedkin (Killer Joe, que concorreu ao Leão de Ouro no último Festival de Veneza), além de obras de realizadores como Federico Veiroj(La Vida Util, Melhor Filme do Festival de Havana) eBrillanteMendonza (Em Nome de Deus, concorreu ao Urso de Ouro no último Festival de Berlim).

3º BRASIL CINEMUNDI ABRE AS JANELAS DA COPRODUÇÃO INTERNACIONAL
Além da programação de filmes, a MostraCineBH realiza, pelo terceiro ano consecutivo, o BrasilCineMundi, programação que conta com a presença e participação de convidados internacionais, nacionais e representantes da indústria audiovisual mundial. O evento representa uma importante ferramenta de capacitação, formação e treinamento de profissionais da área do audiovisual, visando a inserção da produção independente no mercado internacional, além de contribuir para o desenvolvimento da indústria cinematográfica no Brasil.
O encontro trará a oportunidade de realizadores e do público em geral debaterem com convidados como Isabelle Huige, diretora de programação da Arte France, Thierry Lenouvel, dofundo francês de financiamento de Amiens, e GudulaMeinzolt, do festival suíçoVisions du Réel, além de produtores e realizadores da França, Alemanha, Holanda, Espanha, México, Suíça, Chile, Colômbia, Argentina, EUA e Portugal.
Os encontros abordarão temas como Fundos de Investimento, Estratégias de VendasInternacionais e PromoçãoemFestivais, o Conteúdo Audiovisual para TV, o Desafio da Produção em Curtas e Médias, além dos Diálogos do Brasil com a América Latina e o Mundo. Completando a programação, haverá ainda dois estudos de caso de coproduções recentes bem sucedidas: Tabu, de Miguel Gomes, vencedor do Prêmio da Crítica no último Festival de Berlim e que contará com a participação do produtor brasileiro FabianoGullane e do produtor português Luis Urbano; além do filme Girimunho, de Helvécio Marins Jr e Clarissa Campolina, que terá na mesa, além dos diretores, os produtores brasileiros, alemães, espanhóis e suíços.
Toda programação do evento é oferecida gratuitamente ao público.

Acompanhe a 6ªMostra CineBH e 3º Brasil CineMundi
:www.cinebh.com.br



VEM AÍ...



15 de out. de 2012

Mêrcks Paulo se apresenta em BH


Será no dia 20 de outubro, sábado às 21h, no Boi Lourdes Savassi (Av. Getúlio Vargas, 1238 – Savassi – BH – MG), o show do cantor, violonista e compositor, Mêrcks Paulo. Natural de Jacinto, Baixo Jequitinhonha/MG, o artista que em 2013 celebra 25 anos de carreira fonográfica, dá início as comemorações de aniversário, levando ao público canções autorais e outras que marcaram sua história. Mêrcks está em fase final de produção do seu terceiro disco, “Jardim Particular”, que será lançado em breve. O show do dia 20 conta com as participações especiais de Pablo Leite e Geovani Sassá (Tambolelê). Reservas e informações adicionais: (31) 30779562.
Mêrcks Paulo, violonista, cantor e compositor, é natural de Jacinto (baixo Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais). Em 2013, o artista celebra 25 anos de carreira fonográfica. Mêrcks divide o exercício de seu dom musical com outra atuação especial: é também advogado atuante, formado pela Faculdade de Direito Milton Campos, em Belo Horizonte/MG. Na música, venceu o primeiro festival de música aos 12 anos, participou de inúmeros festivais de música por toda Minas Gerais, sendo finalista e vencedor em vários deles. Na trajetória, abriu shows do cantor e compositor Belchior em várias cidades mineiras, e realizou inúmeros shows próprios em Belo Horizonte, Jacinto, Almenara, Rubim, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Jaboticatubas, Santa Luzia, Lagoa Santa, Betim, Lavras, Contagem, entre outras. Na capital, sua arte já foi mostrada em shows no saudoso Cabaré Mineiro, Teatro da Imprensa Oficial (Clara Nunes), Teatro ICBEU, Teatro da PUC Minas, Teatro Marília, Feiras do Servas, Saraus Culturais da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), Espaço Usiminas e AABB (Associação Atlética Banco do Brasil), entre outros espaços.
Sua discografia traz: o vinil “Entre o Real e a Fantasia” (1988), e o CD “O Mapa do Tesouro” (2002).
Mêrcks Paulo está em fase final de produção do seu terceiro álbum, que contará com as participações de Paulinho Pedra Azul, Márcia Francisco e Marcelo Jiran e, produção, arranjos e direção de Marcelo Jiran.

14 de out. de 2012

Sense of "Quiet" Minas

Sense of "Quiet" Minas - música expressiva e calma para o mundo ser mais bonito e pacífico


Em 18 de outubro, será realizado em Belo Horizonte a versão mineira do festival internacional de música sense of "Quiet", com a presença de seu criador, o produtor japonês Yoshihiro Narita (www.nrt.jp), trazido ao Brasil pelo Programa de Intercâmbio Música Minas e Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais.

Contando com grandes nomes de Minas Gerais identificados com a proposta "Quiet" de música, o sense of "Quiet" Minas pretende, em suas edições, atrair artistas de vários países,

tornando-se polo de integração de pessoas e culturas utilizando a música como linguagem universal.

O sense of "Quiet" Minas promoverá encontros inusitados como o do bossa-novista Bob Tostes cantando com Regina Souza, interpretando juntos canções gravadas por eles em seus álbuns. Na segunda parte, Leonora Weissmann (voz) e Rafael Martini (piano e voz), que acaba de lançar seu primeiro disco solo, Motivo, recebem Sérgio Pererê (voz e percussão); o trio também fará um repertório quiet-autoral. Para finalizar, o duo Renato Motha e Patricia Lobato, que também lançou recentemente o álbum Sunni-e, dedicado ao universo dos mantras, receberá a cantora Leopoldina, intérprete revelação da música mineira, e também o Coro Kirtan, mostrando ao público canções do novo disco.

Programa sense of "Quiet" Minas - Festival

18/10/12 - Quinta-feira - 20:30h - Teatro Sesiminas
1) Bob Tostes e Regina Souza / Renato Motha - violão e vocal
2) Sérgio Pererê, Rafael Martini e Leonora Weissmann / Frederico Heliodoro - baixo acústico
3) Renato Motha, Patricia Lobato, Leopoldina e coro Kirtan / Ricardo Passos - Percussão e vocal

O sense of "Quiet" Festival no Japão

O festival de música sense of "Quiet" foi realizado em maio de 2012 com a intenção de, através da música, elevar a estima dos japoneses fragilizada após o tsunami seguido do acidente nuclear de Fukushima, ocorridos em março de 2011.

Com atmosfera mágica, sense of "Quiet" aconteceu em 13/05 no Templo de Komyoji, em Kamakura, e nos dias 15 e 16/05 no Sogetsu Hall, em Tóquio. O evento foi um grande sucesso, encantando a todos os presentes, e revelando que não só o Japão, mas o mundo está carente de um momento "Quiet".

No Japão, o festival contou com a participação das japonesas Tamami Tono e Ichiko Aoba, dos argentinos Carlos Aguirre e Quique Sinesi, além dos mineiros Renato Motha e Patricia Lobato, que já lançaram 7 álbuns naquele país, e fizeram neste ano, a terceira turnê por lá.

Agora, o produtor Yoshihiro Narita almeja tornar o festival anual no Japão, bem como realizar versões dele em outros países. Começando pelo Brasil, ele ancora em Minas Gerais o sense of "Quiet" Minas no próximo dia 18 de outubro, no Teatro Sesiminas em Belo Horizonte.

Assista,  aqui , 2 vídeos da apresentação de Renato Motha e Patricia Lobato no sense of "Quiet", em Tóquio:
- "Ong Namô" http://youtu.be/7Z3uIl6NV7E

- "Ong Sohong" http://youtu.be/WEemnmzeOlk

19 de set. de 2012

ANTONIO VILLEROY EM BH

Será no dia 27 de setembro, quinta-feira, 22h, na Utópica Marcenaria (Av. Raja Gabaglia, 4700 – Santa Lúcia – BH – MG – 3296 2868) o show de Antonio Villeroy – José e a Coleção de Hits, traz show de abertura de Marcella Fogaça e participações especiais de Affonsinho e Chico Amaral. Reservas de mesa e informações adicionais: (31) 32962868.

O ENCONTRO
Antonio e Marcella se conheceram em 2010, no Rio, quando o cantautor gaúcho gravava seu CD José, pela gravadora Biscoito Fino. Naquele momento, a mineira Marcella, que também é publicitária, jornalista e atriz, começava a se apresentar em casas noturnas no Rio e, na sequência, gravaria seu primeiro CD, Te Virar do Avesso.
Da amizade, começou uma colaboração profissional, cada um participando dos shows do outro, além de duos espontâneos em saraus e, posteriormente, as composições em parceria. Por enquanto, são duas canções finalizadas, Amor ao Acaso e Samba da Magrela, além de outras ainda em construção.

O SHOW
O show será dividido em duas partes. Primeiro, Marcella sobe ao palco acompanhada de Fred Nascimento (Cazuza, Legião e Capital Inicial), para cantar músicas do seu CD, ainda inédito, mostrando, em suas composições, a mescla de pop rock com MPB que tem cativado públicos mais variados, do Ceará ao Mato Grosso do Sul, passando por Sergipe, Minas, São Paulo e Rio de Janeiro, onde recebeu da Revista Época o título de “a queridinha da noite carioca”. Na segunda parte, Antonio, que está começando as gravações de seu sétimo álbum, desfia, de voz e violão, o repertório de seu disco, José, acrescentando hits consagrados na sua voz e na outros artistas, como Maria Bethânia, Gal Costa, Zizi Possi, Maria Gadu, Mart’nalia e, principalmente, Ana Carolina que já gravou 24 canções de sua autoria. Entre um número e outro, Antonio chamará dois de seus parceiros musicais mineiros, Affonsinho e Chico Amaral, cada um participando de duas canções, entre elas, CoraCão, com Affonsinho e Para Lô Lennon e Paul, com Amaral. No final, Antonio chama Marcella para fazerem suas duas parcerias.

ANTONIO VILLEROY
Um dos mais requisitados hit makers da atualidade, Antonio tem suas canções nas trilhas da teledramaturgia brasileira em mais de vinte novelas da Rede Globo, Record, Rede Bandeirantes e SBT e em vários filmes nacionais, como Amores Possíveis (Sandra Werneck), Sexo Amor e Traição (Jorge Fernando), Sonhos Roubados (Sandra Werneck), Casamento de Romeu e Julieta (Bruno Barreto), Divã (Daniel Filho) e, entre outros, a trilha completa de Enquanto a Noite não Chega de Beto Souza e Renato Falcão. Nos EUA, sua canção From Ruins of a Town (parceria com Fernando Paiva), foi o tema principal do filme Neptune’s Rocking Horse do nova-iorquino Robert TateVilleroy teve duas canções indicadas ao Grammy Latino, São Sebastião em 2005 e Rosas em 2007.
Após quatro discos independentes, em 2006 lançou pela Warner Music o seu primeiro DVD, Sinal dos Tempos (também em CD), que o projetou nacionalmente como intérprete de suas criações.Em 2010, lançou seu 6º álbum de carreira, José, pela gravadora Biscoito Fino. Atualmente está rodando um documentário sobre o processo de composição com autores de diversos países, das Américas, Europa e África. Desde 1994 realiza turnês pela Europa, e já contabiliza mais de 300 apresentações em países como Portugal, Espanha, França, Itália, Suíça, Alemanha, Áustria e Inglaterra. Além de sua língua de origem, ele também compõe e interpreta em francês, italiano, inglês e espanhol. Entre seus parceiros musicais estão os americanos John Legend, Jesse Harris, Don Grusin, Jeff Franzel e Eve Nelson, os italianos Chiara Civello e Antonio Galbiati, os africanos Lokua Kanza (Congo), Alune Wade (Senegal) e Blick Basse (Camarões), os latino americanos Descemer Bueno (Cuba), Jorge Villamizar (Colômbia) e Juan Carlos Perez Sotto (Venezuela) e os brasileiros Ana Carolina, João Donato, Ivan Lins, Seu Jorge, Elisa Lucinda, Jorge Vercillo, Bebeto Alves, João Nabuco e Eugênio Dale, entre outros.Entre suas atividades paralelas, Antonio produziu, de 1996 a 2006, na cidade da Sanary sur mer, na França um dos maiores festivais de música brasileira da Europa, onde já se apresentaram nomes como Gilberto Gil, Milton Nascimento, Lenine, Jorge Benjor, Chico Cesar, Elba Ramalho, Daniela Mercury, Ana Carolina, Olodum, Carlinhos Brown, Fernanda Abreu, Skank, Paralamas do Sucesso e Trio Mocotó, entre muitos outros.
www.antoniovilleroy.com
www.myspace.com/antoniovilleroymusic
Links Marcella Fogaça
Um de seus projetos, ilustrando seu lado multimídia, foi seu primeiro clipe, da música “Pés no Chão. Ela mesma filmou, em Paris, propositalmente no celular e editou. Confira no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=qUeKpBZ5pDg
Confira também a música de trabalho, “Te Virar do Avesso”
http://www.youtube.com/watch?v=WTHNEzf3Oi8

ANTONIO VILLEROY
show de abertura de Marcella Fogaça e participações especiais de Affonsinho e Chico Amaral
27 de setembro, quinta-feira, 22h
Utópica Marcenaria
Av. Raja Gabaglia, 4700 – Santa Lúcia – BH – MG – 3296 2868
Entrada:
R$40,00 - no evento
R$25,00 - na “lista amiga” da Utópica Marcenaria, disponível
no site www.utopica.com.br e facebook do local
Reservas de mesa pelo telefone: 3296 2868

18 de set. de 2012

MORRE RAUL BELÉM MACHADO

Noticia triste, amigos, novamente.. esta semana BH está nos deixando órfãos de muitos queridos. Comunico o FALECIMENTO, hoje,  do cenógrafo, figurinista, arquiteto teatral e professor, querido RAUL BELÉM MACHADO. O Teatro perde um de nossos maiores talentos em todos os tempos.
O velório será na Funeral House, de 15 ás 18h

TODA LUZ, MESTRE. Um cenário de bençãos acolha vc na nova morada.

15 de set. de 2012

MORRE HELENA PENNA

Gratidão pessoal à imprensa e amigos que tanto apoiaram Helena durante esta luta.
Que ela descanse na luz do amor e da beleza transparente do seu sorriso. Minha imagem de Helena será a da alegria que expressou, ainda em sua cadeira de rodas e cercada de médicos, na porta central interna do lotado Grande Teatro do Palácio das Artes, onde, com a linha do palco que cantou por ela, formava a pirâmide do amor e da solidariedade que ela própria nos ensinou. Imagem que registrei na foto a seguir.Todo amor, Helena!

Depois de longa enfermidade decorrente do diabetes e de três AVCs, a cantora Helena Penna morreu na noite de sexta-feira, no Hospital da Unimed, onde estava internada há várias semanas. O velório está sendo realizado neste sábado, no Bonfim, e o sepultamento será às 15h30, no Cemitério da Paz.
Helena nasceu em São Bernardo do Campo, SP, e se mudou muito cedo com a família para Diamantina, onde cresceu ao som das tradicionais serestas. Já em Belo Horizonte, tornou-se cabeleireira, formou-se em História, estudou técnica vocal, cantou em coral, bares, teatros e praças.
Em meados da década de 1980, integrou o Grupo Tecla – Teatro Clube da Amizade, sob a direção do teatrólogo Wenceslau Coimbra Filho. Atuou em espetáculos premiados como “Morte e Vida Severina”, “Chico Viola” e “Chico Rei”, participou de filmes e comerciais de TV. Em 1995, gravou o disco “Marias”, com o qual conquistou o Prêmio Sharp de cantora revelação da MPB. Em 1997, lançou o CD “Belôricéia”, em homenagem ao centenário de Belo Horizonte.
Em 12 de julho deste ano, vários músicos realizaram o show “Todos por Helena Penna”, lotando o Grande Teatro do Palácio das Artes com o objetivo de angariar fundos para ajudá-la nas despesas do longo tratamento. Na ocasião, lançaram a “Coletânea Helena Penna”, reunindo algumas de suas melhores interpretações. A iniciativa foi do escritor Jorge Fernando dos Santos, com apoio dos músicos Geraldo Vianna, Jairo de Lara e do assistente de produção Tão Rodrigues.
A família contou com a ajuda de amigos e fãs da cantora para cobrir despesas com o tratamento e isso levou os músicos a realizarem o show em sua homenagem. Participaram do evento 38 artistas mineiros, entre eles Toninho Horta, Vander Lee, Amaranto, Fernando Brant, Chico Lobo, Dona Jandira, Kadu Vianna, Ladston do Nascimento, Lígia Jacques, Waldir Silva, Ausier Vinicius, Célio Balona, Rodrigo Delage, grupo Tempera Viola, entre outros.
A carreira coroada com o Prêmio Sharp não foi suficiente para garantir à cantora o devido sustento na dor e na doença. Vítima de diabetes, Helena Penna sofreu três AVCs e perdeu os dois rins, o que a obrigava a fazer hemodiálise três vezes por semana. Como se não bastasse tudo isso, contraiu uma infecção na bexiga e recentemente teve que amputar a perna esquerda.
Para o radialista Acir Antão, da Rádio Itatiaia, “Helena Penna lembra uma outra Helena, a Ribeiro, que pontificou no rádio mineiro cantando na Inconfidência e na Guarani. Ambas da mesma cor e com o mesmo timbre de voz, a mesma bossa e o mesmo balanço”.
O jornalista, pesquisador e ex-colunista de música Carlos Felipe destacou na cantora seu potencial de voz: “Helena apresenta aquele timbre meio a meio, entre o contralto e o barítono, reforçado por uma sonoridade que impressiona a todos os que a ouvem cantar”.
Por essas e outras, o Prêmio Sharp foi conquistado por unanimidade, despertando elogios de jurados como Cássia Eller e Cauby Peixoto. Na condição de presidente do júri, o produtor e pesquisador Zuza Homem de Mello comentou na ocasião que “Helena Penna é uma das maiores revelações da MPB. Ela é a grande cantora que o Brasil precisa conhecer”.
O resultado imediato da premiação foram participações em programas de rede nacional, como Sem Censura, apresentado por Leda Nagle pela TVE, e Jô Soares Onze e Meia, pelo SBT. Em março de 1998, Helena abriu o show de Elba Ramalho na Praça da Estação, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Também se apresentou em Cuba e na Itália, e foi coroada rainha conga em Diamantina, tendo como rei o bailarino e coreógrafo Evandro Passos. Seu nome é verbete no Dicionário Cravo Albin da MPB.
O violonista e produtor Geraldo Vianna, que cuidou dos arranjos e da direção artística de seus dois CDs, lembra que “há cantores que cantam e encantam... Helena, quando em estúdio, entoou as primeiras notas de ‘Caprichos do destino’ e me fez chorar. No peito, o coração calou e repensou a arte. A ela eu rendo meus sinceros agradecimentos por ter me feito transcender as barreiras da técnica e da sensibilidade, buscando e acreditando no sentido maior da arte: o amor”.

14 de set. de 2012

JORGE FORBES EM BH


Sempre um Papo apresenta
Jorge Forbes 17/09, segunda-feira, às 19h30
no Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes
Lançamento e debate do livro “Inconsciente e Responsabilidade – Psicanálise do Século XXI”

A publicação não traz soluções prontas e padronizadas, tais como os livros de autoajuda almejam ou as mensagens pregadas hermeticamente pelos bispos e pastores que invadiram os canais de televisão. “As mídias sociais são a maior prova desse mundo onde nos arriscamos a cada segundo. Em 140 caracteres temos que enviar um pensamento nosso, um sentimento, uma angústia, uma percepção e não há como voltar atrás. O mundo é sem garantias, a favor ou contra. Por isso não se aplicam mais os discursos padrões”, diz.

Para Jorge Forbes, o homem contemporâneo perdeu a sua bússola, já que não existe mais um norte certo e comum para todas as pessoas. “Perdemos a referência das coisas e temos que abandonar a ideia de que a nossa ação possa se basear em uma razão garantidora. A vida é risco para quem não queira ser genérico, plastificado, irrelevante”, esclarece o autor. O livro é tema de reflexão para todos aqueles que sentem que no mundo atual nada é mais como já foi um dia. “Não se nasce, se educa, se ama, se casa, se constitui família, se trabalha e se morre como antes”, conta. O psicanalista vai além: “Hoje, vemos casos em que as pessoas alegam que foi o inconsciente que a fez agir de tal forma, que ele estava fora de si. Ela pode não ter culpa, mas é responsável pelos seus atos”.

“Inconsciente e Responsabilidade – Psicanálise do Século XXI” é uma obra para ser aplicada nos consultórios por psicanalistas ou estudada por universitários da área. No entanto, apesar de originar-se de uma tese de doutorado, também é livro de provocações para um jurista, um sociólogo, um antropólogo. “O jornalista, o educador, o empresário podem encontrar aqui insights de compreensão do novo laço social em que vivemos. Enfim, é para quem almeja encontrar soluções não em fórmulas padronizadas de qualidade de vida, mas sim na responsabilidade por uma vida qualificada”, conclui.

“[...] O inconsciente do qual vamos tratar é aquele que leva o ser falante a responsabilizar-se pela invenção de seu estilo singular de usufruir de seu corpo e de sua vida. No discurso da psicanálise difundida nos meios de comunicação, responsabilidade e inconsciente não são termos que aparecem conjugados, chegando a ser considerados excludentes. Assim, a responsabilidade estaria associada à consciência plena e onde houvesse inconsciência não poderia haver responsabilidade. Diante de um ato que cometeu – voluntária ou involuntariamente – e sobre o qual estranha a própria participação, é comum a pessoa dizer: ‘Só se foi o meu inconsciente’. No século xxi, o psicanalista que acredita no inconsciente irresponsável não trata o sintoma e não cura. É urgente considerar a responsabilidade pelo que é inconsciente, pois já não podemos mais contar com as ficções – tais como a do mito paterno – que, até o século passado, nos permitiam escapar, dizendo: ‘Foi por causa de papai’. Também a clínica psicanalítica, por essas mesmas razões, atravessa um novo momento. […]” - Trecho da Introdução

Jorge Forbes é psicanalista e médico psiquiatra, atuante em São Paulo, curador e conferencista do Café Filosófico da TV Cultura. Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo. Doutor em Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em Psicanálise pela Universidade Paris. É um dos principais introdutores do ensino de Jacques Lacan no Brasil, de quem frequentou os seminários em Paris, de 1976 a 1981. Teve participação fundamental na criação da Escola Brasileira de Psicanálise, da qual foi o primeiro diretor-geral. Preside o Instituto da Psicanálise Lacaniana e o Projeto Análise (www.projetoanalise.com.br). Dirige a Clínica de Psicanálise do Centro do Genoma Humano da USP. Tem artigos publicados no Brasil e no exterior. É autor, dentre outros livros, de “Você Quer o Que Deseja?”, em que trata de uma psicanálise além do Édipo, própria ao novo homem desbussolado da globalização. É coautor de “A Invenção do Futuro”, em que pensa soluções para viver na era de quebra dos ideais.
mais: www.sempreumpapo.com.br


PAULA SANTORO: NESTE MAR TEM MINAS

(por Márcia Francisco)

(foto; Márcia Francisco)

Se, como afirmou, Paula Santoro seguiu sua intuição ao criar seu novo álbum “Mar do meu mundo”, atesto que ela está em plena sintonia com seu tempo, com o melhor da música brasileira, com os sons universais e algo mais.
“Mar do meu mundo” faz acreditar que a Música Brasileira é valiosa, ainda que muitas vezes, algumas expressões que surgem por aí, pudessem nos fazer crer o contrário.
Mineira, radicada no Rio, há alguns anos, Paula canta o mar de seu mundo, deixando claro que neste “mundo, vasto mundo”, tem Minas.
Tem Minas, não somente nas composições que escolheu, cantando, por exemplo Leo Minax, Chico Amaral, Makely Ka, Kristoff Silva, Antônio Loureiro ou sobre arranjos do Uakti, convidado especial, mas, principalmente na sonoridade intrínseca nas interpretações de Paula, sua alma jazzística traz veias e teias tecidas nas inconfundíveis montanhas mineiras. E, não somente por eu ser mineira, mas, isso é mesmo um elogio, quando se trata de música. A qualidade rara da música que vem de Minas, não se restringe às melodias, celebra algo mais que nos toca profundamente.
Paula é, sem dúvida alguma, uma das mais belas vozes de Minas Gerais, das intérpretes mais preciosas que conheço, por sua irreverente entrega contínua  que rasga na voz os sons das partituras e imprime sua marca na precisão exata de seu timbre, notas perfeitamente executadas – ouvido absotuto, acabamentos perfeitos e, além da técnica dominada com louvor: um quê de verdade que só as almas que se entregam à sua missão têm.
É honra ver Minas cravada nas interpretações de Paula Santoro para Ivan Lins, Danilo Caymmi (que também é Minas), Sivuca e Glória Gadelha.
Quem diz que Minas não tem mar, percebe em Paula, mar aberto para a inclusão e o todo.
Com o Selo Borandá, o CD Mar do Meu Mundo, produzido por Rafael Vernet com direção musical dele e a própria Paula, traz o casamento perfeito entre os dois artistas. Vernet é de uma sensibilidade ímpar, pianista do primeiro time, capaz de compreender este universo amplo que a música de Paula permite abranger. “Mar do meu mundo” traz a revelação do mar intenso de Paula, com suas irreverências e mistérios.
A maré é mãe, maré cheia no ventre livre” (Mauro Aguiar e Paula Santoro)
Um momento singular do novo CD é o encontro de Paula com Uakti. O arranjo do Grupo para “Mar deserto” proporciona à Paula o exercício de seu dom de cantar fluindo livre sobre flautas, marimbas e mistérios “uaktianos”. Ouvir a faixa, nos remete à luz dos pirilampos no verão mineiro, à dança de dervixes circulando mágicos sobre areias desérticas. Viagem pessoal? A arte genuína, feita com compromisso, nos permite recriações e antologias mil.
O show de lançamento de Paula Santoro, no Teatro Alterosa, em BH, em 12 de setembro, comprova a imensidão litorânea da arte da cantora. Paula interpretou Cais, de Milton Nascimento, com propriedade diferente de tudo que já ouvi, lindamente.
No palco, acompanhada pelos músicos Rafael Vernet (piano), Guto Wirtti (contrabaixo) e Kiko Freitas (bateria), Santoro ainda nos presenteou com as participações sempre especiais de Marco Lobo (percussão) e Maurício Tizumba (tambor de congado), em interações sublimes com a platéia.Cantou “Não é céu” de Vitor Ramil e outras seletas que unificaram com primazia disco e show.
Mas, ao cantar (à) Yemanjá, fez soprar brisa de mar ao seu redor. Se não for filha de Yemanjá, erraram nos búzios, porque Paula, sagrada está na maturidade de sua arte bem vivida e nas bênçãos da Rainha do Mar. Odoiá.

11 de set. de 2012

CAUBY PEIXOTO EM BH!

No dia 15 de setembro, às 21h, no Grande Teatro do Palácio das Artes, Cauby Peixoto se reencontra com o público mineiro. Para ocasião, ele escolheu o repertório do show “A voz do violão”. O cantor, que completa 60 anos de carreira, havia se apresentado em Belo Horizonte pela última vez há 12 anos.
Em "A Voz do Violão", Cauby canta apenas acompanhado pelo violão de Ronaldo Rayol, que dirige outros projetos do cantor. No repertório, estão canções em vários idiomas, recriando seus grandes sucessos e apresentando canções nunca interpretadas por ele, de autoria de Chico Buarque, Edu Lobo, Caetano Veloso e Gonzaguinha.

Repertório:
01. Guerreiro menino (Gonzaguinha)

02. As vitrines (Chico Buarque)

03. Bastidores (Chico Buarque)

04. Granada (Augustin Lara)

05. Minha voz, minha vida (Caetano Veloso)

06. Modinha (Sérgio Bittencourt)

07. Eu sonhei que tu estavas tão linda (Lamartine Babo)

08. Todo sentimento (Chico Buarque e Cristóvão Bastos)

09. O que tinha de ser (Tom Jobim e Vinicius de Moraes)

10. Hoje (Taiguara)

11. Adie (Pra dizer Adeus) (Edu Lobo e Torquato Neto – Vs. Cauby Peixoto)

12. Lembra de mim (Ivan Lins e Vitor Martins)

13. Viola enluarada (Marcos e Paulo Sérgio Valle)

14. A voz do violão (Francisco Alves e Horácio Campos)

15. Ilusão à toa (Johnny Mathis)

16. Il Mondo (Jimmy Fontana)

17. All the way (Albert Cahn)

18. Conceição (Dunga e Jair Amorim)


>> Os ingressos estão disponíveis nas bilheterias e na internet.
Preços: Platéia I – R$150,00 (inteira) e R$75,00 (meia)

Platéia II – R$130,00 (inteira) e R$65,00 (meia)

Platéia Superior – R$110 (inteira) e R$55,00 (meia)