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8 de fev. de 2024

"Ventres da Terra" é o tema do cortejo do Pena de Pavão de Krisna

Foto: Divulgação - bloco 


Com o tema “Ventres da Terra”, em que mulheres de luta e mestras da cultura popular serão homenageadas, o tradicional Pena de Pavão de Krishna vai desfilar no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro, pelas ruas do bairro União, em Belo Horizonte. A concentração do politizado bloco será a partir das 7h, na avenida José Cândido da Silveira, em frente ao Parque da Matinha. O cortejo, que encanta os foliões pela música, pela estética azul e pelas pautas sociais e ambientais, vai contar com as presenças especiais das cantoras Augusta Barna, Coral, Deh Muss Muss Onirika, Dona Eliza, Fran Januário e Dea Trancoso. A força feminina é a essência do desfile deste ano!


“Ser mulher não é uma coisa simples e nem fácil”, crava a convidada de honra Déa Trancoso, adiantando que uma das homenageadas por ela, durante o desfile, será a cantora Rita Lee, artista que faleceu em maio de 2023. “Eu poderia homenager tantas outras, mas a Rita foi uma figura muito especial e desbravadora, uma mulher que mexeu no tabu, que é o sexo, que transitou pela linguagem sexual de maneira leve e que tem uma beleza única”, completa.


Rita Lee não será a única mulher de luta homenageada no desfile do Pena de Pavão de Krishna. Dagmar Bedê, ao lado de palhaças de bicicleta, farão uma intervenção para a artista Julieta Hernández, a Palhaça Jujuba, que foi brutalmente assassinada em solo brasileiro no momento em que regressava para casa, na Venezuela. Haverá, ainda, ao longo de todo o trajeto do bloco, estandartes com figuras de mulheres ilustres, mulheres que exemplificam a força feminina. A ala de dança do Pavão, comandada por Lalis Diniz e Lola Lessa, estarão em sintonia com as homenagens e com o repertório do desfile.


“Para mim, o Carnaval é um evento de cunho revolucionário em meio à felicidade. E a alegria é um lugar onde a gente consegue organizar a sociedade dentro do sonho dela. É uma festa que desperta em nós o feminino, mas não só em questão da mulher, como de homens, mas de encontrar o feminino em nós, a energia criativa, a gestação de projetos, o acolhimento, o concretizar e o cuidar”, descreve a cantora Leopoldina, que integra a banda do Pena de Pavão ao lado de Raphael Salles, Manu Andrade e Thiago Braz. A bateria do bloco é regida pelo maestro Túlio Nobre.


10 MIL FOLIÕES

Em seu 11º cortejo, o Pena de Pavão de Krishna  um dos responsáveis pelo reavivamento do Carnaval de Rua de BH — espera receber cerca de 10 mil foliões. Como é tradicional, durante a concentração, a partir das 7h, haverá um piquenique coletivo, com frutas da estação, água e alimentos nutritivos, o ritual em que os foliões se pintam de azul e a presença serena e energizante do movimento Hare Krishna, representado por integrantes da ISKCON BH, que farão o kirtan (canto de mantras).


O bloco, que é tradicional na manhã de domingo e que já fez desfiles apoteóticos, sempre levantando bandeiras sociais, conta, ainda, com uma ala infantil, carinhosamente chamada de P.P.Kids, que acolhe também PCDs e idosos. A direção artística do cortejo é de Maíra Leonel. O Pena de Pavão tem a produção assinada pelos integrantes do coletivo Águas Gerais: Manu Andrade, Túlio Nobre, Andreza Coutinho (Dezza) e Gustavito Amaral.


REPERTÓRIO AFINADO

Desde o começo de Janeiro, o regente Túlio Nobre e as coreógrafas Lalis e Lola, assim como a banda do bloco, estão imersos no repertório do desfile do Pena de Pavão de Krishna que, neste ano, contará com o patrocínio da CEMIG, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e com o apoio da Belotur. A ideia é saudar a força feminina presente em todos os lugares e oriundas de todas as épocas. O convite para as cantoras Augusta Barna, Coral, Deh Muss Onirika, Dona Eliza, Fran Januário e Dea Trancoso, inclusive, reforça a proposta política do cortejo “Ventres da Terra”.


“Vamos trazer o conhecimento ancestral com base nas músicas ‘Tupinambá’ e ‘Olária Divina’. Essas canções carregam duas  divindades, o tupinambá, que chamamos de masculino saudável, e a Nanã Buruquê, que é uma das forças femininas mais antigas da Umbanda”, adianta Dea Trancoso. “O tupinambá é um pajé antigo, conhecedor da vida e das sabedorias que compõem a cosmologia dos povos originários, e Nanã, a grande avó, também detém boa parte do conhecimento do povo africano. Não se trata de uma energia masculina ou feminina, mas de dois princípios, a força e a suavidade. Então vamos mexer nessa energia antiga, do que é envelhecer, do que é ser uma mulher velha e manipular esse conhecimento que não é uma coisa bem-vista e invisibilidade pelo capitalismo, assim como os corpos velhos femininos”,  explica a cantora.


Promessa da música popular brasileira, e temperando os romances no Pena de Pavão de Krishna, Augusta Barna levará para o cortejo a canção “Acajú”. “É uma canção que fala sobre o amor de verão e que faz sentido com essa narrativa do Carnaval, porque tem a questão da folia, da paixão, então a música faz muito sentido nesse período”, destaca ela.


2 de fev. de 2024

49 anos de Banda Mole animam BH no dia 3

 Com dois trios elétricos e um palco, o icônico pré-Carnaval da capital mineira levanta a bandeira em prol da sustentabilidade e do meio-ambiente, homenageando Fernando Gabeira e André Trigueiro com os tradicionais bonecões na Avenida Afonso Pena

Para a alegria dos foliões, o pré-Carnaval pioneiro de Belo Horizonte, a Banda Mole, acaba de anunciar o line-up completo para o seu 49º ano. O evento, que acontece no dia 03 de fevereiro, sábado, das 13h às 22h, na Avenida Afonso Pena, entre as ruas da Bahia e Guajajaras, contará com dois trios elétricos e um palco, que receberão uma programação variada, que vai do samba ao hip hop, passando pelas marchinhas, axé e funk, com Baianas Ozadas convidando o ator e cantor Alexandre Nero, Funk You, Chrigor, Tropkilazz + Vhoor e outros nomes que agitarão o Centro da cidade com entrada gratuita.

Este ano, o Banda Mole não apenas celebrará a diversidade musical e a alegria da folia, mas também levantará a bandeira da preservação ambiental. Em um esforço para aumentar a conscientização sobre a importância da sustentabilidade e da proteção dos recursos naturais, a tradicional festa carnavalesca destaca a temática a favor da natureza.

Para dar ainda mais destaque à causa ambiental, dois renomados defensores da natureza serão homenageados com a representação de seus rostos nos tradicionais bonecões que desfilarão pela avenida. André Trigueiro, jornalista especializado em questões ambientais, e Fernando Gabeira, político e ambientalista.

André Trigueiro, conhecido por seu trabalho dedicado a informar e conscientizar sobre questões ambientais, é autor de diversos livros e referência na cobertura jornalística voltada para a sustentabilidade. Já Fernando Gabeira, com sua trajetória política e ativismo, tem sido uma voz ativa na defesa do meio ambiente e da preservação dos recursos naturais.

Folia na Afonso Pena

A Banda Mole vai levar dois potentes trios elétricos para a Avenida Afonso Pena, além de um palco montado na entrada do Parque Municipal. O produtor Totove Ladeira, filho do Jacaré (presidente e um dos fundadores da Banda Mole), está animado. “A nossa curadoria levou em consideração a pluralidade e a diversidade, trazendo representantes de vertentes musicais variadas, que contempla o tradicional e as inovações que artistas periféricos podem trazer, além de nomes nacionais, como o Alexandre Nero, que é convidado pelo Baianas Ozadas, o Chrigor, que faz parte da história do pagode, e outros que ajudaram a agitar esta edição histórica”, diz.

A produtora de eventos Polly Paixão, da Lá e Cá Produções, que é a empresa responsável pela organização da Banda Mole 2024, diz que o evento contará com equipe de segurança especializada. “Como todos os anos, vamos ter o importante apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal de BH em pontos estratégicos na avenida, além de brigadistas, posto médico e UTI’s móveis de prontidão para casos de emergência. Tudo isso para que o folião possa se divertir com tranquilidade”, comenta.

49 anos de festa

A história da Banda Mole começa em 1975, quando o bloco carnavalesco “Leões da Lagoinha” chegou ao fim. Os foliões do bloco extinto se juntaram com os filhos e netos das tradicionais famílias do bairro Lagoinha e fundaram a Banda Mole. Com homens travestidos de mulher e vice-versa, o bloco abrigou por muitos anos o posteriormente viria a ser um evento independente do movimento LGBTQ+. O ponto forte da Banda Mole sempre foi um estado permanente de liberdade e de valorização da diversidade com muita animação, críticas políticas feitas com muita irreverência, música de primeira qualidade, tudo regado a muita cerveja gelada.

Confira a programação completa

Palco (Samba e Pagode): 

  • 13h – DJ Pablo Catão
  • 14h20 – Zé da Guiomar
  • 15h10 – DJ Pablo Catão
  • 15h30 – Bloquinho Banda Mole convida Júlia Rocha
  • 16h20 – DJ Pablo Catão
  • 16h30 – Esquenta Charanga do Bororó
  • 17h10 – DJ Pablo Catão
  • 17h45 – Axtral
  • 19h45 – DJ Pablo Catão
  • 20h – Chrigor
  • 22h – Fim do evento

Trio Axé:

  • 13h – DJ Vini Brown
  • 15h – Rubens Aredes (ex-Então,Brilha!)
  • 16h45 – DJ Vini Brown
  • 17h30 – Baianas Ozadas convida Alexandre Nero
  • 19h30 – DJ Vini Brown
  • 20h – Samba do B (Pagodão Baiano)

 

Trio Hip hop Funk:

  • 13h – DJ Black Josie
  • 15h – Roger Dee + Rogger Moore convidam Tropkilazz + Vhoor
  • 16h45 – DJ Black Josie
  • 17h30 – Funk You
  • 19h30 – DJ Black Josie
  • 20h – Baile do Kin

Banda Mole

Data: 03 de fevereiro, sábado

Horário: 13h às 22h

Local: Avenida Afonso Pena, entre as Ruas Bahia e Guajajaras

Entrada: gratuita para todos os públicos

Atrações: Funk You, Baianas Ozadas, Zé da Guiomar, DJ Pablo Catão, Bloquinho Banda Mole, Júlia Rocha, Esquenta Charanga do Bororó, Axtral, DJ Vini Brown, Rubens Arendes, Samba do B (Pagodão Baiano), DJ Black Josie, Roger Dee + Rogger Moore, Tropklazz + Vhoor e Baile do Ki.

1 de fev. de 2024

Todo mundo cabe no mundo!












Foto:divulgação bloco 



O bloco "Todo Mundo Cabe no Mundo" vai desfilar no dia 11 de fevereiro, às 10h30, pelas ruas do bairro Santa Efigênia, em BH. 

Com proposta inclusiva e acessível, o bloco desfila desde 2016, ao som de axé, MPB, samba, pop e marchinha e é aberto a todas as pessoas, independentemente de idade, diversidades ou necessidades especiais e reúne milhares de pessoas em seu cortejo, onde a gentileza e o alto astral imperam. 

A iniciativa surgiu a partir das ações de defesa da inclusão pelo multiartista Marcelo Xavier. O foco é manter um espaço seguro e de liberdade para todos. A bateria é aberta a quem quiser participar, sem qualquer exigência e vêm ensaiando, firme, para o desfile desse ano. 

Desfile Todo mundo cabe no mundo

11 de fevereiro, às 10h30

Concentração: Rua Piauí, 596, Santa Efigênia - BH

Dispersão: Rua Piauí, 805, Santa Efigênia - BH

Saiba mais: IG @todomundocabenomundo

10 de fev. de 2015

28 de jan. de 2013

"ATRÁS DO JACARÉ VAI ATÉ QUEM JÁ MORREU"!

Idealizado em 2012, e pela cantora e professora de canto, Celinha Braga e pela percussionista Analu Braga - dentro das comemorações de 15 anos da Celinha Braga Oficina de Música - localizada na Pampulha, o Bloco “Atrás do Jacaré”nasceu para resgatar os tradicionais blocos de carnaval e suas marchinhas, valorizando ainda mais a região da Pampulha, em proposta de bom humor. O nome escolhido faz alusão ao famoso jacaré existente na Lagoa da Pampulha.
O primeiro desfile foi marcado por pura alegria e sucesso e agora, “Atrás do Jacaré” já é parte do calendário oficial do Carnaval em BH.

Na versão 2012, anfitrionados por Juscelino Kubitscheck (Walber Braga Jr) e sua esposa Sarah Kubitschek (Márcia Francisco), o bloco contou com a participação das Formosas: Babaya, Lu e Celinha, puxando as marchas, nos vocais, a presença de Dona Jandira entre várias vozes igualmente especiais e, de Marcos Flávio, Alaécio Martins e Juventino Dias, nos sopros. Puxando a bateria, composta por oficineiros e músicos convidados, a percussionista Analu Braga.

Surpresas divertidas fazem parte das caracterizações dos foliões, incluindo o Jacaré, na pele de Analu Braga e muitos animais da Lagoa, encarnados pela bateria.
Em 2013, o Bloco sairá no dia 9 de fevereiro, sábado, às 11h, com concentração às 10h, na Celinha Braga Oficina de Música (Av. Alfredo Camarate, 279 - 1 quarteirão da Lagoa, quase ao lado do Promove); e seguirá pela Alfredo Camarate até a orla da Lagoa, rumo à Praça São Francisco de Assis, ao lado da Igrejinha. Puxando a bateria, na percussão, junto com a regente Analu: Fábio Feriado e Marcos Nascimento.
A Marchinha Atrás do Jacaré composta por Claudia Passos, já é o hit decorado pelo bloco:

Atrás do Jacaré
Cláudia Passos
Pampulha não é só mais um cartão postal
A Pampulha agora também tem seu carnaval
E se a lagoa anda cheia de aguapé
Não me importa, assim mesmo eu saio “atrás do jacaré”!
Pampulha do JK
Do Niemeyer, do Mineirão
Da Igrejinha, do Parque Guanabara
Pampulha é arte, ousadia e diversão
Tem lugar prá quem gosta de correr
E também prá quem só caminha
E quem traz a música no coração
Vem correndo pro cordão da Oficina da Celinha.


As fantasias terão a cara da Pampulha!
Estarão presentes: personalidades do mundo musical atual, capivaras, Juscelino Kubitschek e sua esposa Sarah, São Francisco de Assis, Niemeyer, Iemanjá e muito mais.

O Bloco convida: fantasia, garrafa d’agua e muita alegria “Atrás do Jacaré”!!!
Acesso livre.

As oficinas para os foliões que querem integrar a bateria do Bloco “Atrás do Jacaré”, acontecerão entre os dias 04 e 08 de fevereiro, das 19h as 21h30. Serão ministradas oficinas de caixa, surdo, tamborim e ganzá. Informações adicionais e inscrições: (31) 3441 3465 (de 9h as 16h) ou 87983356.