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30 de jun. de 2021

ELAINE ANUNAN CELEBRA 25 ANOS DE CARREIRA

A artista estréia como compositora e lança  o single e  o clipe "A manha que eu perseguia".

 

FOTO: SILVIA GODINHO


A cantora, violonista, arranjadora e produtora, Elaine Anunan celebra 25 anos de carreira musical.

As bodas de prata vêm coroadas com o lançamento do single “ A manhã que eu perseguia”, no You Tube e plataformas digitais, no dia 16 de julho.  No dia 23, é a vez do clipe da artista que ganha, também, o YouTube.

E não para por aí, ainda neste semestre, Elaine prevê mais dois lançamentos - 1 single e 1 EP, revelando quatro músicas assinadas por ela. As datas serão reveladas, em breve.

Elaine Anunan começou a compor há cerca de um ano. O repertório autoral traz a identidade da cantora que define a sua primeira composição:

A canção é um olhar positivo que nasceu em meio à uma crise mundial, mas com forte impacto no âmbito pessoal. A ‘manhã’ é um chamado para viver este momento único de respirar e olhar a vida com mais cuidado. Meu agradecimento a tudo que essa pandemia trouxe de positivo: dar o justo valor à vida, o amor, aos amigos, ao planeta e à arte!” (Elaine Anunan)

O single “A manhã que eu perseguia” foi gravado, mixado e masterizado no Estúdio Bianchi – BH, em abril de 2020 e teve a produção musical – arranjador, técnico de gravação, mixagem e masterização de Márcio Monteiro. A arte da capa é de Flávia Guimarães/Editora Rupestre. Voz e violão: Elaine Anunan. Baixo, guitarra, bateria, percussão e teclado: Márcio Monteiro.

O clipe teve direção geral e produção de Silvia Godinho/ Oficina de Criação Filmes. Assistentes de Produção: Andréia Haddad e Andréa Toledo. Foi gravado no Estúdio Bianchi e Mirante da Serra Rola Moça, em setembro de 2020. Produção executiva: Elaine Anunan.

 

A MANHÃ QUE EU PERSEGUIA

Elaine Anunan

A MANHÃ QUE EU PERSEGUIA

AMANHECEU E NÃO LUZIA

PENSEI EM COMO ISTO É POSSÍVEL

SE O SOL SEMPRE BRILHA

A MANHÃ QUE EU PERSEGUIA NÃO VINHA HÁ MUITO

ME ILUDIA

DE TANTO ESPERAR EM TÊ-LA UM DIA

SE CANSAVA, EM SER SEM SINTONIA

OUTRORA AOS BERROS BRADARIA

VENHA LOGO!

ACORDANDO TODO DIA

ACREDITANDO QUE A TERIA,

POR UM SEGUNDO...A ALEGRIA

MAS O TEMPO SE MUDOU NUM DIA

O DIA VIROU NOITE,

E A VIDA, ARREDIA

A MANHÃ QUE TANTO EU QUERIA

NÃO ERA MAIS, TÃO FUGIDIA

SE FEZ REAL, SE FEZ PRESENTE

TÃO DIFERENTE, DAQUELA UTOPIA

POUCAS SERÃO AS REMINISCÊNCIAS

DAQUELE MUNDO DE APARÊNCIAS

DOS CÉUS AGORA UMA CARTILHA

UM NOVO EPÍLOGO

NO CENÁRIO DESTA PANDEMIA

A MANHÃ, ENFIM, VIROU DIA

VEIO COMO, ACREDITEI QUE VIRIA

 

TRAJETÓRIA

Cantora, violonista, arranjadora e produtora, Elaine Anunan, natural de Belo Horizonte tem uma história em várias cidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo.

Foi a Líder e cofundadora da banda do VOZ E CORDAS que atuou no cenário musical mineiro de 1998 a 2004. Neste período, a banda se apresentou em várias casas de Belo Horizonte, como BERLIN BEER, NO FUNDO DO BAÚ, NUTREAL, CHOPPERIA TAPAS e MANHATTAN GRILL, além de diversos eventos dentro e fora da capital mineira.

De maio a setembro de 2002, a banda participou do projeto TRILHAS DA CULTURA, patrocinado pela fundação BELGOMNEIRA, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, quando percorreu nove cidades com o Show PELO MUNDO.

São memoráveis, as suas apresentações em casas noturnas como Nutreal (Nova Lima), São Firmino Botequim (Belo Horizonte), No Fundo do Baú (Belo Horizonte), Giru’s disco club (Pará de Minas).

Apresentou-se na abertura da 8ª mostra de cinema de Tiradentes, em janeiro de 2005, e na abertura da 1ª MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO, em Julho de 2006.

Gravou o C  “TODA COR, TODA LUZ”, patrocinado pela FUNDAÇÃO BELGOMINEIRA, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, em julho de 2006.

Como cantora, integrou a banda CONTINENTAL CLUB BAND, em 2008 e foi selecionada pelo Projeto Cantoras Daqui, promovido pelo BDMG, em 2005.

Como violonista já tocou com MARINA MACHADO no SESC Ribeirão Preto, em 2005. Em 2004, apresentou-se em DENVER, COLORADO (EUA), a convite da PARTNERS OF AMERICAS, onde administrou oficinas de violão e música popular brasileira para estudantes de música e público em geral. Lá se apresentou ao público em eventos diversos, promovidos pela entidade.

Em 2003, foi convidada pelas cantoras BETH LEIVAS E MÔNICA TAVARES, para atuar como violonista e cantora, no show “O QUE DEUS FEZ TÁ FEITO”, no Teatro da Praça, em Belo Horizonte.

Em 2000 e 2001, atuou como cantora, violonista e arranjadora nas duas temporadas do espetáculo “EH, VIVA!”, do projeto CONSTRUINDO UM SHOW, da BABAYA ESCOLA DE CANTO, no Teatro Isabella Hendrix, Belo Horizonte.

Em 2001, fez participação especial como cantora e instrumentista no show SÁ RAINHA, da cantora TITANE, no Teatro Alterosa, em Belo Horizonte.

Integra desde 2002, o grupo feminino HARÉM DA IMAGINAÇÃO, liderado por Rosana Brito e Isabella Ladeira (Lúdica Música). Neste grupo, fez apresentações no CINE TEATRO BRASIL VALOUREC, CASA OUTONO, UTÓPICA MARCENARIA e em outras casas em Belo Horizonte. Apresentou-se no Festival de Inverno de Corais, em dezembro de 2007, em Belo Horizonte; participou da gravação do DVD do grupo “LÚDICA MÚSICA”, em novembro de 2007 e Festival de Inverno de Congonhas, em julho de 2007. Participou do projeto “TRILHAS DA CULTURA”, patrocinado pela FUNDAÇÃO BELGO MINEIRA, em 2004. Neste projeto, o grupo se apresentou em Bom Despacho, João Monlevade, Contagem e Belo Horizonte.

Sua trajetória que, também, transita pela realização de eventos corporativos e particulares com sua banda, em todo o Brasil, guarda, entre os clientes: Fundação Dom Cabral, Sociedade Mineira de Pediatria – SMP, NUTREAL, FIAT.

Elaine tem realizado lives semanais no Instagram e YouTube, enquanto se prepara para os lançamentos desse mês.

Mais:

Instagram:@elaineanunan

Facebook: elaineanunanoficial

YouTube: Elaine Anunan – http://youtube.com/user/anunan

8 de mar. de 2020

O reggae da Banda Ayê chama a atenção de Rick Bonadio

O produtor musical Rick Bonadio e Cris, da Banda Ayê


Há poucos dias, a banda mineira  que lança o EP Vida Leve, em abril, 
encontrou-se com o produtor musical em um intercâmbio valioso para sua carreira.
VIDA LEVE – esse é o nome do EP que será lançado em abril. Aquele reggae bom, do bem, que fala de esperança e amor, um hit gostoso de ouvir pra curtir em vários momentos: no show, no por do sol na praia, na estrada, desplugado ou num jantarzinho com os amigos. AYË vem somar com esse movimento crescente da nova MPB, também conhecida como MPB leve, good vibes e pop reggae. Uma mistura que traz leveza e positividade. Imagina se tudo isso for potencializado pelo olhar competente de um dos maiores produtores musicais do país?
Pois foi assim, que a  Ayê celebrou o encontro, após ser selecionada numa seleção nacional rigorosa para estar com o produtor  Rick Bonadio, o consagrado nome da produção musical brasileira
O workshop promovido por Rick Bonadio  tem fama. São apenas 12 vagas e a concorrência é imensa. Uma cuidadosa e rigorosa seleção, entre candidatos de todo o país é realizada. No processo de seleção há um formulário de aplicação, onde acontece o envio de uma música. Após essa primeira avaliação, a equipe de produção realiza um contato com o selecionado, que tem apenas 24 horas para fazer a inscrição e seguir para São Paulo.
Cris, integrante e gerente da Ayê, foi o principal responsável pelo sucesso desse projeto, acreditou e defendeu a Banda! O super músico, mais uma vez, não se dedicou em vão.  E pra Sampa, foram os artistas da Ayê - após enviarem a música "Deu Reggae"-, acompanhados por Andréia Mansur, da Talentos Produções, outro nome que diz muito entre outros nomes do cenário musical! 
Neste workshop, conduzido por Rick Bonadio e sua equipe da gravadora Midas Music, no  estúdio,  um intercâmbio direto com os artistas acontece. Audição de todas as músicas, orientação personalizada para aprimoramento da parte artística, marketing e lançamento. Para o produtor, este processo objetivo gera soluções para quem, realmente, tem talento e pode aumentar as chances de sucesso com a qualidade na música e na carreira. Para a banda, o top secret da qualidade e o profissionalismo no sucesso, compartilhados, com muita propriedade por um profissional competente, cujo audição atenta, olhar cirúrgico e a fala precisa têm o que dizer e, por isso, faz a diferença. De Bonadio, o aval de saberem que estão no caminho certo. 
Rick Bonadio, um dos produtores musicais brasileiros consagrados, é produtor musical, compositor, músico multi-instrumentista, engenheiro de som e proprietário do estúdio Midas e das gravadoras Arsenal Music e Midas Music. Um dos reconhecimentos que valorizou seu nome publicamente é o fato de ter sido o produtor musical dos Mamonas Assassinas e produtor artístico da dupla Rodolfo & ET. Mas,  muitas outras talentos já foram reveladas por Bonadio. Além de compositor e produtor musical, ele também já foi jurado do programa “Popstars”, que era exibido pelo SBT. Foi nesse programa que ele descobriu mais uma nova banda, a “Rouge”. Ele também participou de um quadro chamado “Olha a Minha Banda”, no programa “Caldeirão do Huck”, na Rede Globo. Em 2011, Rick Bonadio fez parte do júri do programa “Ídolos”, junto com Luíza Possi e Marco Camargo. Ele se destacou bastante neste cargo e ficou ainda mais famoso. Entre bandas e artistas descobertos pelo produtor musical e compositor Rick Bonadio, estão: o já citado Mamonas Assassinas, NX Zero, Manu Gavassi, Fresno, CPM22, Chorão (ex-vocalista da banda Charlie Brown Jr.), Hateen, Tihuana, O Surto e Rouge.
A banda mineira, de Belo Horizonte,   nasceu em 2017,  num momento em o Cris - baixista) e o Léo (guitarra e voz) compartilharam uma playlist colaborativa no Spotify,  com músicas de bandas curtidas por eles. Os dois se encontravam pra jogar sinuca, fazer churrasco e tocar, sério! O Gersinho (batera) chegou e colou no projeto. Começaram a tocar em bares e festas.  A Ariene (vocal) era fã, começou, fazendo  backing  vocal e, agora,  também está na linha de frente! Faltava o Vini (teclado), o único que ganha a vida com música, é produtor, arranjador e rato de estúdio. Cris e Léo têm  carreiras em RH e TI. Meio plano B, hobbie e sonho, música é vida pra essa turma! AYË é vida em Yorubá, um dialeto africano - já diz tudo! Através do som autoral e nas releituras a gente quer falar de amor, família, amizade, paz, natureza e coisa boa - good vibes! Voltando ao Vini (teclado), ele era a peça que faltava pro lance engrenar! Ele comandou as gravações, mixou e masterizou o primeiro  EP - Vida Leve. Classificam o som como Pop Reggae, nova-MPB ou pop-good vibes, se é que precisa classificar. Como chama pouco importa, vale mais o que a Ayê sente, a paixão pela música e a vontade de compartilhar isso.


O que vem por aí? A Ayê tem o que contar! Fique ligado e recarREGGAE-se nas fontes digitais da Banda!

30 de out. de 2017

2017: 50 ANOS DO STUDIO BEMOL

 A história da música brasileira passa aqui!

Dirceu e Ricardo Cheib - foto: Márcia Francisco


Um dos pioneiros da gravação no Brasil, fundado em 1967, quando existiam apenas quatro estúdios fonográficos no País e, também, pioneiro em gravações profissionais em Belo Horizonte, o Studio Bemol, completa 50 anos  de uma história brilhante. Tendo à frente Dirceu Cheib, um de seus fundadores, testemunha ativa da história da música e respeitável engenheiro de som, o estúdio se tornou referência obrigatória no que diz respeito à história da produção fonográfica brasileira e, também,  da música que vem de Minas.

A sala é atestada por muitos dos  grandes produtores  - entre eles Marco Antônio Guimarães-Uakti, André Abujamra-Karnak e Dudu Marote - como uma das melhores salas acústicas do Brasil.

Ao lado de Dirceu, está o filho mais novo, o músico Ricardo Cheib, que também administra a Bemol, por onde passaram  (e passam) inúmeros dos mais prestigiados artistas mineiros, reconhecidos em âmbito internacional, além de grandes nomes da música internacional e  brasileira e onde gerações de artistas se conheceram.

As cinco décadas, reúnem histórias muito especiais. Foi esse estúdio que registrou pela primeira vez, vários artistas mineiros, como o Uakti, Marcus Viana e Sagrado Coração da Terra, Esdra Ferreira–Neném, Fernanda Takai, entre muitos.

Pelo fato de ter sido o primeiro estúdio da cidade, abrimos uma porta com a qual Belo Horizonte nem sonhava. De alguma maneira, temos um papel importante na história da cidade. Houve uma época em que ir para o Rio de Janeiro e São Paulo gravar um disco era difícil. Então, quase todos os artistas daqui passaram pelo Bemol. Era uma maneira dos músicos terem uma espécie de cartão de visitas”  (Dirceu Cheib)


Dirceu Cheib e Ivan Lins, 29 anos após a primeira imagem, acima. Reencontro no Bemol Studio

Milton Nascimento, Gilvan de Oliveira, Wagner Tiso, Pacífico Mascarenhas, Toninho Horta – guitarrista contratado Bemol, no início da carreira, Clara Nunes, Fernando Brant, Ivan Lins, Dominguinhos, Danilo Caymmi, Nelson Angelo e Oswaldo Montenegro, Tavinho Moura, Juarez Moreira, Geraldo Vianna, Weber Lopes,  Beto Lopes, Vander Lee, Antonio Villeroy, Belchior, Celso Adolfo, Skank, Karnak (André Abujanra), Saulo Laranjeira, Flávio Venturini, Nelson Gonçalves, Maurício Tizumba, Marina Machado, Regina Souza, Túlio Mourão, Tino Gomes, Sérgio Moreira, Sérgio Santos, Nivaldo Ornellas, Marco Antônio Araújo, Marku Ribas, Roberto Corrêa, Babaya, Fernando Araújo, André Dequech, Rufo Herrera, Selmma Carvalho, Ladston do Nascimento, Paula Santoro, Renato Motha e Patrícia Lobato, Tabajara Belo, Titane, Chico César, Antonieta Silva (Grupo Instrumental Marina Silva), Edição Brasileira, a escritora Adélia Prado, Mauro Rodrigues, Waldir Silva, Amaranto, Pato Fu, Geraldo Vianna, Beto Guedes, Lô Borges, Paulinho Pedra Azul, Célio Balona, Oswaldo Montenegro, Luís Caldas, Tadeu Franco e até o Presidente JK, estão entre os incontáveis nomes que passaram pelo Estúdioque, também incluem artistas internacionais, tais como: Heikki Sarmanto (maestro finlandês), Scott Anderson (guitarrista de Chicago), Philipp Glass (produtor de estúdio).
Importante registrar, também, que entre as  trilhas de cinema gravadas no Bemol, estão: Lavoura arcaica (Marco Antonio Guimarães), Cabaré Mineiro (Tavinho Moura), A Dança dos Bonecos  (Nivaldo Ornelas) e  O Vestido (Túlio Mourão), O viajante (Tulio Mourão).  Das trilhas para o Grupo Corpo: Bach (Marco Antonio Guimarães), 21 (Uakti), I ching (Uakti)  e Maria Maria (Milton Nascimento)

A história dos 50 anos do Bemol é construída sobre o pilar sólido de empreendimento responsável, experiência, competência, atitude  e olhar atento à evolução dos tempos. O Studio Bemol foi o primeiro estúdio brasileiro a utilizar gravadores transistorizados, lançados na época da inauguraçãomas, não parou por aí.

Reconhecido entre os melhores do mundo, observou com critério a evolução, exercitando a aplicação das tecnologias do analógico ao digital, aperfeiçoando cada vez mais o uso do bom senso, ante os milagres das novas tecnologias. “Tecnologia não é tudo”, afirma Dirceu. O Bemol possui hoje os mais avançados recursos digitais, mas, com a observação da qualidade em foco, vários dos processos e equipamentos utilizados nos trabalhos, são analógicos.  Junto ao segredo do sucesso do Bemol, certamente estão os seres humanos que o  administram. Os Cheib são a alma do estúdio e fazem a diferença. Funcionando em uma sala de gravação muito bem projetada acusticamente – uma das melhores salas acústicas do Brasil - a Bemol atua sob o comando de técnicos experientes e  sensíveis.

RARIDADE E ATUALIDADE
O estúdio possui raridades preciosas, em âmbito mundial,  como um microfone ELLA TELEFUNKEN, considerados a “Mercedes” dos microfones. Ao lado dos equipamentos antigos, famosos e raros no mundo, inovações que amplificam a qualidade sonora produzida ali.
Há cinco anos a Bemol adquiriu um piano de cauda Yamaha  - um C2 - de altíssima qualidade. Sempre atentos a soma das novas tecnologias à indiscutível qualidade do estúdio.


HISTÓRIA
O fundador, Dirceu Cheib, natural de Belo Horizonte/MG - na ocasião estudante  de Direito,  em parceria com o irmão, Afrânio Cheib e o amigo, o advogado Célio Luis Gonzaga resolveram montar uma gravadora. A idéia surgiu quando,  em São Paulo, Célio Gonzaga conheceu o maestro Edmundo Peruzzi que os convenceu a iniciar o empreendimento. O incentivo veio a partir da constatação do  sucesso que  Peruzzi obteve, com a gravação do  LP ‘Violinos no Samba’, pela RGE. Tratava-se de uma idéia inusitada que fez sucesso mundial: uma orquestra sinfônica, com uma cozinha de samba, tocando 12 sucessos da música erudita. Os três sócios – Dirceu, Afrânio e Célio criaram em BH o Selo MGL-Minas Gravações  Ltda, que se tornaria o embrião do Bemol.  Quando os trabalhos começaram, o Selo que,  em seguida passou a chamar-se  Palladium,  criava coleções de discos e contratava vendedores para visitas domiciliares em todas as regiões do Brasil.
Havíamos comprado um quarteirão no município de Betim, para montarmos uma indústria de prensagem de discos. Com as  dificuldades no período ditatorial, tivemos que vender tudo” , registra Dirceu Cheib. O Selo, então, deu lugar ao Estúdio. A produção dos discos era sempre oriunda de outros estados.  A criação do Studio Bemol também facilitou a renovação dos títulos e gravações externas que oneravam os custos com deslocamento das equipes.  Como selo, a empresa bancava o artista e todo o investimento na obra. Houve, de fato, forte crise no mercado, com a ditadura. No estúdio, na época das “vacas magras”, a salvação foi a publicidade e a produção de vts e jingles.  Na década de 80, surgiram os artistas “independentes”, que gravavam e bancavam o próprio trabalho renovando as condições de atuação do Estúdio que explodiu em novas e inéditas produções.
Da sociedade, também a  partir da década de 80, com a saída dos dois sócios de Dirceu, os filhos: Ricardo Cheib (percussionista e engenheiro de som) e Lincoln Cheib (atual baterista da banda de Milton Nascimento) se integraram ao Bemol, hoje administrado por Dirceu e Ricardo.

DIRCEU CHEIB
O Bemol nasceu quando não havia literatura ou informação sobre as tecnologias para montar um estúdio de gravação. A pesquisa era difícil e o estúdio aconteceu com o empenho e persistência do fundador Dirceu Cheib  e os sócios. Dirceu pode ser literalmente considerado um “engenheiro de som”, pois, iniciou seus trabalhos quando o profissional para lidar com áudio e gravações precisava conhecer, além de música, muito da eletrônica contida nos aparelhos. Durante os seis meses de  montagem do estúdio e,  principalmente,  da mesa de gravação, Dirceu iniciou aulas de Eletrônica básica com Canazarro, engenheiro que veio para  Minas Gerais, dirigir os trabalhos. O aperfeiçoamento aconteceu com muita experiência prática e,   a partir de 1974,  com viagens a Chicago, onde mora  o Geraldo de Oliveira, músico, engenheiro de áudio e amigo de Cheib que  sempre o acolheu e o  encaminhou a excelentes estúdios. Gravando de orquestras a grupos de samba, passando por instrumental, MPB, pop, sertanejo ou heavy metal, trilhas para cinema, peças publicitárias, campanhas políticas, Dirceu ao longo dos anos acumulou uma vasta experiência nos mais variados tipos de trabalho dentro de um estúdio. Ao desempenhar funções de engenheiro de som, produtor ou técnico de manutenção, ele acompanhou os vários estilos musicais passando por seu estúdio, também viu concorrentes surgirem e desaparecerem da noite para o dia.   Durante muitos anos o estúdio trabalhou no mercado mineiro quase que sem concorrentes, ao contrário de hoje, quando os estúdios se multiplicam diariamente. O diferencial do Bemol soma a sala de gravação bem projetada acusticamente à experiência dos técnicos e ao ambiente acolhedor, carismático e de confraternização que a história deste estúdio construiu.

Presenciei  as válvulas se tornando “coisa do passado” para alguns e também, vi  o surgimento dos solid-state e, recentemente, vi  o retorno das válvulas à moda.  Vi o digital engatinhando no inicio dos anos oitenta e seu crescimento. Meu trabalho tem como referência o bom senso. Embora utilize uma série de ferramentas digitais, vários processos e equipamentos empregados no Bemol são analógicos, por escolha.” (Dirceu Cheib)

O ESTÚDIO
Inaugurado em 1967, no Bairro Caiçara, o Studio Bemol se mudou para o Bairro de Lourdesem 1981, ocupando uma casa alugada do músico Pacífico Mascarenhas, adaptando sua construção ao modelo do estúdio da Universal em Chicago e, em 1992, a equipe construiu a nova sede, instalada no Bairro Serra, seu atual endereço.

A primeira console foi montada  em BH, com os componentes importados; Pres valvulados Langevin,VCs Gotham e outros contemporâneos. O primeiro estúdio Bemol foi projetado pelo técnico de eletrônica, com experiência em gravação,  Sérgio Lara Campos. Havia uma mesa  com 12 entradas e 4 Bus, 2 gravadores Ampex transistorizados de Rolo ¼ de polegada, os primeiros do Brasil, na época,  Stereos e excelentes microfones, incluindo 4 ELLA Telefunken. Toda a orquestra (ou banda) se reunia  dentro do estúdio e tudo era gravado de uma vez, no primeiro Ampex o segundo gravador era usado para juntar voz e Banda. “Se alguém errasse....todo mundo tinha que tocar tudo novamente”, lembra Dirce Cheib.

O atual Studio Bemol foi projetado pelo arquiteto, músico e professor universitário Dr. José Osvaldo Moreira. Em plena atividade, hoje, a Bemol conta com 84 metros quadrados de estúdios, mesas digitais e analógicas e atua atenta ao principal: a união da qualidade na apresentação final à fidelidade ao som original. 

Na pauta dos 50 anos, novos clientes, idéias, a concretização do antigo sonho da produção de um livro com a família Cheib e consultores – testemunhas oculares de inúmeros fatos pitorescos -  contando a história do Bemol, que se funde com nossa  música e artistas, nestas quatro décadas. 

CURIOSIDADES, ERROS E ACERTOS...

Primeiro cliente:
“Enquanto ainda estava tudo no tijolo, surgiu um rapaz, querendo gravar seu disco. Era o José Vicente, violonista, de Cruzília e, no Bemol gravou seu primeiro Álbum,  “Noite de Lua” – este também foi o primeiro disco gravado em Belo Horizonte”. (Dirceu Cheib)

Sumiço:
No início do Estúdio, o Bemol gravou um disco da cantora Clara Nunes, que estava começando sua carreira. Porém, um defeito fez com que o disco fosse recolhido do mercado. Quando foram prensar  novamente,  a Odeon contratou Clara. Desde a época até hoje a matriz do disco dela e a fita estranhamente sumiram! E todo o trabalho foi perdido.


Juscelino Kubitschek:
 A passagem de Juscelino pelo Bemol se deu através da participação na gravação de um disco de serestas. O disco apresentava as músicas preferidas do ex-presidente e foi gravado na época em que ele estava cassado.  “Era um disco que ia arrebentar, pensávamos. Juscelino fez a gravação de uma fala e todo mundo pensava que ele estava cantando no disco. Mandamos fazer dez mil capas.  Recebi telefonemas de emissoras de rádio de todo o Brasil, pedindo preferência. No entanto, não deu certo! O AI-5 foi editado: censura do regime militar embargou o vinil. Tratava-se de um disco que nada tinha a ver com o momento político –seresta – mas, como ex-presidente estava envolvido mandaram recolher tudo”, conta Dirceu Cheib.

Jingles famosos
Quem tem mais de 30 anos, certamente se lembrará do comercial televisivo do Arroz Paranaíba (1972), em que uma animação apresentava o “batalhão do apetite”. As vozes, gravadas no Bemol,  eram dos irmãos Ricardo Cheib, Lincoln Cheib e dos colegas de rua, da época da infância. São da mesma época os comerciais da Belo Horizonte Couros, Lojas Bakana, Motorauto, Ari Amortecedores e outros famosos na cena local.

A MÚSICA FALA:
"Bemol, primeiro estúdio conhecido pelos músicos de Minas e adjacências, é um símbolo de persistência e qualidade. Acho que a maioria dos amantes do som já passaram pelas mãos, ouvidos e competência do Dirceu e seus asseclas, em pauta. Parabéns também aos sustenidos, tons aos afinados (ou não), arranjadores, todas as espécies de artistas, filhos de Santa Cecília. Abraços."

Milton Nascimento 


"No final da década de 70, o Uakti ainda não existia como grupo e eu havia construído poucos instrumentos. Foi quando, por gentileza de Dirceu Cheib, tivemos a oportunidade de gravar em estúdio, pela primeira vez, esses instrumentos. Saímos de lá com um rolo da velha e boa fita de 1/4 mixada. Foi uma festa. Dessa época até hoje, tivemos a oportunidade de gravar na Bemol vários cd's do Uakti, trilhas para cinema, balés para o Grupo Corpo, além de trabalhos solos. São muito boas as lembranças de todas essas gravações: o inalterável bom humor do Dirceu, assobiando trechos das músicas, a grata surpresa da competência técnica e musical do Ricardo, a simpatia da Vilma, o café do Cosme. Vida longa à Bemol, com meus agradecimentos e do grupo Uakti."

Marco Antônio Guimarães



"Quando gravei minha primeira demo, no fim dos anos 80, escolhi a Bemol quase por acaso, mas depois percebi que
 estava num dos melhores estúdios do Brasil. Não adianta ter equipamento se a equipe não tratar cada músico e cantor com a atenção e carinho merecidos. Gravei o terceiro disco do Pato Fu ("Tem mas acabou") na Bemol e acredito que sempre retornaremos para projetos futuros e para dar um abraço nos amigos!" 
Fernanda Takai



"As trilhas sonoras para o cinema e a maioria de meus discos foram criados e gravados na Bemol. Ali eu me sinto em casa, seguro da competência técnica, da qualidade e cercado das amizades que cultivo a anos. Parabéns, Bemol !" 
Tavinho Moura



"Dirceu e Ricardo: é quase impossível se referir à música mineira sem falarmos na Bemol. Desde o começo dos anos 60 até agora, ela se tornou um elemento importante da (na) cena musical de Belo Horizonte, aperfeiçoando-se e acabando por se confundir com a própria música mineira. Quase todos nós tivemos a nossa estréia em um estúdio de gravação através da Bemol. Recomendo a Bemol pelo profissionalismo e seriedade." 
Juarez Moreira 


"Minha primeira gravação aconteceu na Bemol, nos anos 70. A partir de então, minha vida profissional esteve sempre ligada a esse estúdio. Tenho trabalhado em muitos outros bons estúdios. É ali, no "ambiente dos Cheib", que me encontro mais fácil com a música. Talvez seja pela sala, pelas máquinas, mas principalmente pela atenção que recebo. Por tudo e para todos, meu muito carinhoso obrigado." 

Mauro Rodrigues 


"A gravação de um cd não se resume apenas ao registro de uma obra fonográfica. Durante a produção em estúdio, nos envolvemos profundamente com aspectos psicológicos, que certamente vão influenciar a qualidade e o desempenho de nossa "performance". Por este motivo, considero de extrema importância escolher bem as pessoas que estão à minha volta, para que o artista tenha um suporte técnico de alto nível, e, acima de tudo, amizade e respeito daqueles que auxiliam na difícil empreitada de gravar um disco. Dirceu Cheib, com sua equipe da Bemol, através de anos de experiência, conseguiu unir todas essas características profissionais e humanas. Com carinho e personalidade, ele tornou o estúdio Bemol um dos principais pontos de produção do país. Como a história somente é vista quando lançamos um olhar para o passado, certamente, no futuro, poderemos constatar sua importância e generosidade partilhadas no presente em que vivemos.”
Geraldo Vianna


"Na Bemol eu consigo ouvir o verdadeiro e cristalino som de bateria, dos melhores do Brasil."
Esdra Ferreira (Neném)


"Existem várias coisas de que a gente precisa saber para gravar bem, a primeira é o telefone da Bemol. Um lugar em que eu gravo muito, me da segurança no take e na finalização."

Ruben de Souza 


"Não sou de sustenido; sou de Bemol. Estarei sempre com essa família, faça chuva ou faça sol" 

Paulinho Pedra Azul

 "Quando entrei para o mundo da música, a Bemol estava nascendo. Desde 1967, ela está presente em minha vida e ali foram gravados sonhos, momentos e canções inesquecíveis. Ali eu semeei amizades eternas.” 
Fernando Brant

Assessoria em Comunicação e Imprensa:  Márcia Francisco

10 de abr. de 2017

CAFUZO - SÉRGIO MOREIRA SE APRESENTA EM BH!

foto: Mônica da Pieve

“Misturaram pretos e índios, dalí nasceu minha avó, eu vivia meio confuso sem saber o porque do arrepio ao bater do tambor,mas agora eu sou cafuzo, a morena tingiu minha cor, eu não vivo mais tão confuso, compreendo o porque do arrepio ao bater do agogô”
Este é um trecho da canção “Cafuzo” de Sergio Moreira, composta em 1982.

O índio habita a criação de Sérgio Moreira desde o início da sua carreira, é um discurso permanente em suas apresentações. “Ser índio não é questão de sangue, é estado de espírito” - é nesse pensamento que Sérgio Moreira subirá ao palco no próximo dia 19 de abril, Dia do Índio, apresentando canções que nos levam a meditar sobre a nossa existência, neste momento caótico em que vivemos.

show “Cafuzo”, de Sérgio Moreira, acontecerá no dia 19 de abril, quarta-feira, às 20h30, no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (Av. Amazonas, 315 – Centro – BH).  No palco, Sérgio Moreira (voz e violão), Serginho Silva (percussão), Rogério Delayon (violões, viola de 10, ukelele) e Juninho Fiuza (baixo). Participação especial: Déa Trancoso. Ingressos já à venda: www.compreingressos.com

Nascido em Teófilo Otoni, moldado em Nanuque e amadurecido em Belo Horizonte, Sérgio Moreira começou sua carreira aos 15 anos na Rádio Difusora de Nanuque.  Ali, a música se fez presente através de artistas também em início de carreira como Xangai, Zé Edison, Kamil, e o jovem Sérgio absorvendo todas aquelas informações.
Em 1972 mudou se para Belo Horizonte e foi estudar no Colégio Estadual Central, referência  cultural da época, onde conheceu Flávio Venturini, Sirlan, Fernando Brant, Lô Borges, Beto Guedes, Melão, Leri Faria, Celso Moreira e muitos outros músicos da “geração 70”. Logo fundou sua primeira banda “A nuvem de Gafanhotos” e depois foi convidado a participar do “Grupo Ingazeira”, até iniciar sua carreira  solo em 1980. A partir daí Sérgio Moreira começa a gravar seus primeiros discos, dirige espetáculos, apresenta-se em festivais e feiras de cultura, participa ativamente da vida cultural da cidade.

Sérgio Moreira por Sérgio Moreira
“Faço música pautado na capacidade de mudar, de incluir, de abraçar. Os temas surgem do cotidiano, das minhas vivências comigo mesmo e com o próximo. Faço da música um escape e a música faz de mim seu veículo. Preciso conversar com o íntimo e o externo, fazer essa ponte de duas vias. Todas  as letras têm um traço próprio. A poesia ensina e meu estilo conta estórias como num roteiro de curta metragem ou videoclip. Sou visionário com os pés no chão, me encanto com as estrelas, mas sou difícil de seduzir. A música tem sua própria força, quem faz a música é ela própria, o músico é só o pedreiro”.

O primeiro LP - “Sérgio Moreira” - gravado em 1985, já dava notícia de um ecletismo sem preconceitos, provavelmente herança de seu trabalho em rádio FM do interior, onde Odair José, Jerry Adriani, Tom Jobim, João Gilberto e Chopin conviviam em santa harmonia , cada um em seu contexto e importância.
O segundo CD - “Transparente” - é fruto da tentativa de organizar esse ecletismo. Todas as canções falam de coisas bem de dentro, de como o artista se posiciona  diante  do lúdico, do pensamento subjetivo. Em uma das faixas, a letra diz “Quando a luz do raio / apaga a luz da rua / e vem aquela estranha sensação / cidade nua / os faróis iluminam teu rosto / e teu corpo ganha um novo tom”.
O terceiro CD - “Negro” - aporta em sua vida a partir de histórias contadas pela mãe. “Negra é a pele que me veste / é o calor que me reverte a um lugar onde vivi / eu sou filho do teu leite / e espero que me aceite / na cor em que me acolhi”. Todas as canções têm raiz afro, incluindo “Brejo da Cruz” de Chico Buarque,  “Cravo e Canela” de Milton e Ronaldo Bastos, “Lero Lero” de Edu Lobo e Cacaso.
Sérgio tem a sensação de seguir seu percurso tentando explicar o inexplicável - “afinal a arte nunca se explica, é por isso que se chama Arte”
 SÉRGIO MOREIRA
Show “Cafuzo”
19 de abril, quarta-feira, às 20h30
Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec
Av. Amazonas, 315 – Centro – BH
Ingressos já à venda: www.compreingressos.com