16 de jan. de 2026

REGISTRO HISTÓRICO: João Belleza e 14Bis lançam Mesmo de Brincadeira, nas plataformas digitais, com direito a clipe

 












Fotos: Encantah Comunicações


Um clássico musical chega às plataformas digitais em janeiro. Com a participação da Banda 14BIS, o cantor e violonista João Belleza celebra o lançamento da música “Mesmo de Brincadeira” (Cláudio Venturini/Vermelho/Mariozinho Rocha), nas plataformas digitais. 

O vídeo oficial também ganha o YouTube. Ambos no dia 16. E os fãs recebem dose dupla de momentos valiosos da respeitável banda mineira, formada na década de 70, ao lado de João Belleza, cuja carreira desponta entre os talentos atuais. O artista soma DVD, quatro EPs gravados, entre eles, Nos Tons da MPB que contou as participações dos cantores Tadeu Franco, Adriana Araújo e de Cláudio Venturini (14 Bis).

Interpretada por João Belleza e 14 Bis, com produção de Christiano Caldas e Produção Artística do GRUPO RCS, “Mesmo de Brincadeira” foi gravado, mixado e masterizado no Estúdio Bemol por Christiano Caldas (exceto a voz de João Belleza – gravada no Estúdio Hybrida. Bateria e Percussão: Hely Rodrigues. Contra Baixo e Vocal: Sergio Magrão. Violão e Vocal: Cláudio Venturini. Violão: Renato Saldanha. Banjo: Rogério Delayon, Pedal Steel: Adair Torres. Teclado e Programação: Christiano Caldas. Distibuição: OneRPM

Gravar com o 14 Bis foi uma emoção muito grande e uma honra imensa. Graças ao Christiano Caldas, conheci Cláudio Venturini. Esse grande artista participou do meu EP,  e, agora, proporciona a realização deste momento singular na minha trajetória musical. Afinal, admirador que sou, do trabalho longevo e primoroso do 14BIS,  cantar junto é muito especial.  

Escolhemos Mesmo de Brincadeira (Cláudio Venturini/Vermelho/Mariozinho Rocha), do álbum Espelho das Águas (1981), pela sua harmonia e pela sua letra que fala de uma paixão de um mineiro que vai ao mar! A música ganhou novo arranjo, feito pelo Christiano Caldas.”

(João Belleza)


É com muita alegria que eu venho falar do João Belleza. É um menino que tem um talento incrível, está fazendo um trabalho muito bonito e gravou esta canção com a gente - com todos do 14. Uma música que pra mim é muito importante, muito emblemática. Foi a primeira música que eu fiz e que, depois, com a parceira do Vermelho e do Mariozinho Rocha foi gravada pelo14Bis. Depois, muitas outras mas, esta foi a primeira.

Eu fiz essa música em Fortaleza, em um dia num daqueles hotéis de frente pro mar, ali, na Praia do Futuro. Mineiro, sabe como é - olhando aquele mar todo eu fiz a música e gravei. Depois o Mariozinho Rocha ouviu e falou "Nossa! Isso é muito legal" ... O Vermelho disse "precisamos investir nessa música". Aí começou a fazer a letra e eu falei "Ô Mariozinho", mas, eu fiz de brincadeira. Foi de brincadeira que eu fiz! Tava só tocando, olhando pro mar"... Ele falou: "É esse o título: Mesmo de Brincadeira".

E, para minha alegria, para alegria de todos nós, esta música foi 1° lugar nas paradas dos Anos 80, no Brasil inteiro. Inclusive, gravamos o Globo de Ouro, que trazia as "dez mais"!

Então, eu fico muito feliz pelo João ter gravado com a gente - de uma maneira tão bacana, tão linda -, uma música que para mim é tão especial. Olha... Esse menino vai longe!" 

(Cláudio Venturini)


Produzir Mesmo de Brincadeira nesse novo encontro foi uma alegria enorme pra mim. Ver um artista jovem como o João Belleza se conectar com uma obra tão marcante dos anos 80, ao lado do próprio 14 Bis, é daqueles momentos que dão sentido ao que a gente faz na música. O 14 Bis ajudou a construir uma fase riquíssima da música brasileira, com canções que atravessam o tempo e continuam emocionando. Acredito muito na importância das novas gerações reconhecerem e revisitarem esse repertório que moldou nossa cultura musical. Esse encontro foi natural, verdadeiro e fruto de uma troca muito verdadeira — e o resultado carrega exatamente essa energia. Mal posso esperar para que o público escute e sinta isso também.” 

(Christiano Caldas) 











JOÃO BELLEZA 

João Belleza é cantor e violonista, natural de Belo Horizonte – MG. Começou sua formação em Violão e Canto aos 9 anos de idade, fazendo seu primeiro show aos 12 anos no Teatro do Colégio Imaculada Conceição, na capital mineira. Estudioso da MPB, é graduado em Música Popular & Gestão de Carreira pelo UNI-BH. Estudou violão no CEFART – Palácio das Artes e na Arte Music BH. Aprimorou sua formação como violonista na renomada Berklee College of Music, em Boston, MA, EUA. Segue em aperfeiçoamento vocal com o vocal coach Anthonio Marra. É um apaixonado pela Música Popular Brasileira de todos os tempos. Em 2024, lançou o DVD Em Cantos Brasileiros, cujas músicas estão disponíveis nas plataformas digitais. O DVD, gravado no Espaço Meet Porcão, contou com as participações do pianista Túlio Mourão e do violoncelista Henrique Toledo.

Em abril de 2025, João Belleza lançou o EP Nos Tons da MPB com participações dos cantores Tadeu Franco, Cláudio Venturini (14 Bis) e Adriana Araújo. Os clipes relacionados contaram com locações na Argentina: em Puerto Madero, Caminito e Floraris Generica. Produção do Grupo RCS e produção musical de Christiano Caldas. 

A trajetória do artista, inclui os shows Posso Ainda Ser Eu (João Belleza e Banda), Canto o Que a Gente é (Voz e Violão), ambos realizados no Teatro de Bolso do Sesiminas, Recordando os Festivais (participação do pianista Lucas Paulo) no projeto Jardim Musical, da jornalista Márcia Francisco, na Casa Belloni. 

João Belleza abriu a turnê do DVD por cidades mineiras. Esteve em Itambacuri e Oliveira, sendo muito aplaudido pelo público local. A turnê segue neste primeiro semestre de 2026. Agora é a hora do lançamento com o 14 Bis  -  Mesmo de Brincadeira (Cláudio Venturini/Vermelho/Mariozinho Rocha)  -  gravado por ele e toda a banda.

Veja @joaobellezaoficial IG

14BIS

O 14 Bis é uma banda surgida no final dos anos 1970, inicialmente, com Flávio  Venturini como vocalista. Em 1989, Flávio seguiu carreira solo e Cláudio Venturini assumiu a voz principal, mantendo a formação original até hoje. A  banda faz uma ponte entre o Rock Progressivo e a MPB Mineira e, foi, pra muitos mineiros, o primeiro contato com o Rock. Dentro do meu trabalho de perpetuação da MPB, gravar com o 14 Bis é a realização de um sonho, onde divido o palco com colegas que admiro enormemente. Tanto “Pequenas Coisas” quanto “Mesmo de Brincadeira” trazem a mineiridade poeticamente.



9 de dez. de 2025

Salão das Artes celebra artesanato e diversidade cultural mineira












Foto: Alaranjo - Foto Anne Fernandes

O Salão das Artes, uma mostra vibrante da produção artística e artesanal mineira, irá ocupar as galerias do térreo e o pátio do CCBB-BH, entre os dias 11 e 14 e de 18 e 21 de dezembro, sempre das 11h às 20h. A iniciativa se integra à Vila Mineiridade, uma das novidades do Natal da Mineiridade deste ano.  

A mostra irá conectar o público a uma diversidade de produtos feitos de forma artesanal, valorizando a essência cultural de Minas Gerais. A feira irá receber expositores de diferentes segmentos, apresentando itens de moda, artes visuais, cerâmicas, decoração, acessórios, mobiliário vintage, marcenaria, esculturas, roupas de casa, brechós, além de cafés, pães e outras delícias culinárias.  

Para a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, a iniciativa valoriza os artesãos e fortalece a economia criativa do estado: “O Salão das Artes reafirma a força e a identidade da produção mineira, aproximando artesãos, artistas e pequenos empreendedores do grande público. Integrar esse movimento ao Natal da Mineiridade potencializa nossa economia criativa, gera renda, amplia oportunidades e celebra o que Minas Gerais tem de mais essencial: o talento e a diversidade cultural do nosso povo.”   

O Salão das Artes é um espaço de conexão real entre o público e artesãos, artistas e pequenos produtores mineiros. “O projeto nasceu com a intenção de ocupar lugares emblemáticos da cidade e aproximar as pessoas dos processos criativos. A primeira edição foi realizada em agosto no Parque do Palácio, antiga residência dos governadores de Minas Gerais. Agora, o Salão das Artes chega ao Circuito Liberdade e ocupa o CCBB BH por dois fins de semana, integrando a Vila Mineiridade", explica o produtor Aluiser Malab. 

Com curadoria de Mary Arantes, referência nacional no segmento, o evento reúne cerca de 120 participantes de diferentes regiões do estado. Nascida no Vale do Jequitinhonha, Mary destaca o valor simbólico e cultural presente na seleção dos expositores: “O que antes era visto como simples artesanato ganhou acabamento, identidade e ressignificação. É uma arte que soma, que ocupa novos espaços e rompe barreiras impostas às chamadas ‘artes menores’. Além disso, toda a produção apresentada valoriza matérias-primas naturais e processos artesanais, feitos etapa por etapa, da madeira ao objeto final, da fibra à bolsa, pura economia sustentável e circular”, afirma.

Com a proposta de fortalecer a economia criativa, o Salão das Artes funciona como uma vitrine para os pequenos produtores. A curadoria privilegia trabalhos autorais e convida o público a praticar o consumo consciente, valorizando o impacto positivo das compras diretas.

O Salão das Artes conta com o patrocínio da Copasa, Instituto BAT Brasil, Codemge e Itambé, através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, e com o apoio do CCBB BH, da Prefeitura de Belo Horizonte, CDL/BH, Palácio da Liberdade, Circuito Liberdade, Fundação Clóvis Salgado e Natal da Mineiridade. A produção é da Malab Produções, com coprodução da DM Corporate e a realização é do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, em parceria com o Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e da Fundação Clóvis Salgado.

Integração com a Vila Mineiridade

O Salão das Artes compõe a programação oficial da Vila Mineiridade, novo espaço instalado na Praça José Mendes Júnior, entre a Rua da Bahia e a Praça da Liberdade. O local reúne mais de 30 expositores, com destaque para o artesanato e a culinária mineira, além de uma ambientação especial que celebra o Natal inspirado nas tradições do estado.

A curadoria gastronômica é assinada por Marcelo Annaká, que preparou uma seleção de pratos típicos para acompanhar o passeio do público pelas luzes e atrações da Vila.

Circuito Liberdade

O CCBB BH é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

12 de nov. de 2025

Giovanna Antonelli em BH

Mulheres que Empreendem reúne palestras selecionadas  - inscrições em fase final via Sympla. 


Após o Influtalking,  a Glint Comunicações, em parceria com a RC Estruturas BH e a TC Decor, apresenta o segundo grande evento do ano: Mulheres que Empreendem é um encontro que celebra a força do empreendedorismo, com palestras inspiradoras e histórias reais de superação e sucesso.
Inspiração - conteúdo - transformação - conexão 

Palestras confirmadas:
Giovanna Antonelli – Atriz, empreendedora e palestrante em grandes eventos como Sebrae, O Antagônico e Web Summit Rio 2025. Ela traz reflexões sobre empreendedorismo, autoestima, autenticidade, resiliência e autoconhecimento.
Joyce Rocha – Fundadora e CEO da rede de moda feminina Y, uma das maiores cases. Lidera uma rede de franquias e de e-commerce, com uma trajetória marcada por coragem, ousadia e fé.
Dr. Felipe Lemos – CEO da Be Fit, especialista em saúde, bem-estar e alta performance. Sua palestra aborda emagrecimento, performance e qualidade de vida, temas de grande interesse do público.
        •       Samanta Soto - Psicanalista e mentora de líderes e empreendedoras, irá revelar como construir negócios e carreiras de alto impacto, onde a realização humana e a excelência nos resultados não são opostas, mas sim, duas faces da mesma moeda.  
        •       Camila Rodrigues - Perita Judicial da Beleza e criadora dos métodos New Line e Invisible 6D, conduz uma palestra que vai além da estética — um encontro sobre autoconhecimento, poder pessoal e transformação. Com uma trajetória inspiradora, Camila mostra como toda mulher pode ressignificar sua história, conquistar reconhecimento e despertar sua melhor versão.

O evento contará com momento coffee break especial, ilha gastronômica e um espaço para networking, música com Renata Araújo, além de stands das marcas patrocinadoras, apresenrando produtos e serviços inovadores.

Embora o nome destaque o protagonismo feminino, o evento é pensado para todos que desejam evoluir pessoal e profissionalmente. 

DATA: 14 DE NOVEMBRO 2025
HORA: 16H ÀS 20H
LOCAL: CALLA LILY EVENTOS

ESPAÇO RESERVADO PARA GRUPO SYMPLA COM MESAS E CADEIRAS PRÓXIMO AO PALCO.



2 de nov. de 2025

A MÚSICA PERDE ROSSANA DECELSO


cantora e respeitável produtora musical, teve papel fundamental na carreira de Zeca Baleiro e Vander Lee 













Foto Rama123



Comunicamos o falecimento da cantora, produtora musical e proprietária do Selo e Editora Backing Stars, Rossana Decelso, ocorrido em São Paulo.

O corpo se encontra, neste domingo, em procedimento de liberação e translados para sua terra natal, Belo Horizonte/MG, onde velório e sepultamento serão realizados, possivelmente, nesta segunda-feira dia 3 de novembro.

Rossana Decelso (Rossana Celso de Abreu) nasceu em Belo Horizonte em 13 de dezembro de 1957.  Começou a cantar ainda quando fazia faculdade de Fisioterapia. Depois de um tempo dedicada a área da saúde, passou a alimentar o desejo de trabalhar com música e investir em uma carreira artística. 

Neste processo, foi definidor o contato com a música do cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro, de quem tornou-se amiga e produtora, na década de 80. 

Decelso foi fundamental em sua atuação como produtora musical e empresária do cantor Zeca Baleiro, quando o artista abriu carreira em projeção nacional. Foi sócia do artista na criação do Selo Saravá Discos.

Também produziu outros importantes nomes da música brasileira, entre eles, o cantor e compositor Vander Lee, em sua fase final, tendo atuado em parceria com Regina Souza na finalização e lançamento do DVD póstumo do artista. 

Como cantora, iniciou sua carreira musical nos bares e festivais de Minas Gerais. Gravou dois álbuns: Mandando Bala e Não tenha medo não, além de vários singles, todos disponíveis nas plataformas digitais. 

"Rossana foi uma pessoa essencial na minha vida e na minha carreira. Eu a conheci em 1986, quando tinha 20 anos e morei em BH com amigos músicos.

Era fisioterapeuta e amava cantar, embora nunca tenha abraçado o canto como profissão primeira.

Depois de gravar meu primeiro disco, eu a chamei pra vir morar em São Paulo, ser minha sócia e empresária de minha carreira.

Fui criticado pela gravadora pela minha “aposta” numa “iniciante”. 

Queriam que eu assinasse com algum agente veterano. Mas banquei a aposta e não me arrependi.

Rossana foi uma grande parceira e entusiasta, tivemos uma troca muito rica e fértil.

Lamentei demais sua partida tão prematura. Estávamos com um projeto lindo em curso.

Uma tristeza imensa!"

(Zeca Baleiro, cantor e compositor) 

“Rossana tinha um olhar diferenciado para a música. Determinada nas suas opiniões, tinha o dom de descobrir talentos. Considero uma das grandes empresárias do show business brasileiro. 

Rossana foi uma das principais responsáveis por eu ser o artista Rogério Delayon de hoje.”

(Rogério Delayon, produtor e multi-instrumentista) 

L

"Rossana foi uma pessoa linda que marcou a minha vida. Uma produtora notável, sempre movida por respeito, admiração e sensibilidade. Produziu o álbum Caipira do Mundo e acompanhou com carinho cada nova etapa da minha trajetória. Sua partida deixa um vazio grande e uma saudade imensa "

(Chico Lobo, violeiro, compositor e cantador) 

"Rossana foi uma grande amiga, uma pessoa generosa, de coração enorme e uma excelente profissional da música. Coincidentemente, também era amiga de Vander Lee, de quem fui companheira — foi ela, inclusive, quem o apresentou a Elza Soares, que se tornaria sua madrinha musical. Tivemos uma convivência intensa, pessoal, familiar e profissional. Rossana deixou uma contribuição marcante para a música brasileira e um legado admirável."

(cantora, compositora, produtora) 

“Rossana Decelso foi uma mulher visionária e de sensibilidade rara, que unia coragem e intuição para abrir caminhos na música brasileira. A ela, devemos encontros marcantes e a inspiração que deu origem ao álbum Caipira do Mundo, de Chico Lobo, lançado pelo selo Saravá. Sua partida deixa um silêncio fundo, mas também uma gratidão eterna pela amiga e pela grande produtora que foi.”

(Ângela Lopes, produtora pessoal do artista Chico Lobo) 

1 de out. de 2025

FEIRA DA ESTAÇÃO

SESI Museu de Artes e Ofícios celebra 20 anos com feira de design, arte e artesanato que ocupa prédio histórico em BH, nos dias 3, 4 e 5 de outubro, com entrada gratuita













Sônia Rigueira 

O SESI Museu de Artes e Ofícios segue celebrando seus 20 anos de história com um evento inédito:  a Feira da Estação. A iniciativa ocupa pela primeira vez todos os espaços do prédio principal do museu, localizado nas antigas Estações Ferroviárias da capital mineira, na Praça da Estação, entre os dias 3 e 5 de outubro.

Em parceria e com curadoria de Mary Arantes, a feira reunirá cerca de 70 expositores e designers que trabalham com cerâmica, bordado, obras têxteis, marcenaria e diversos outros materiais e técnicas artesanais. Mais que uma mostra de produtos autorais, a Feira da Estação é um convite à imersão nos saberes manuais e nos ofícios tradicionais que moldaram a identidade cultural do Brasil e que compõem a essência do próprio museu. Para este primeiro evento, Mary Arantes dará voz a artistas e artesãos mineiros.









Sylvio de Podestá

“Além das exposições e vendas dos produtos, a programação inclui oficinas e bate-papos com os artistas, visitas mediadas pelo educativo ao museu, área gastronômica e atrações musicais, reforçando a proposta de unir arte, memória e patrimônio em uma experiência acessível e sensorial”, destaca Mariana Theodorica, Supervisora do museu. O evento é gratuito e aberto ao público.











Isabela Morais 

O prédio das antigas estações, inaugurado em 1922 e que hoje abriga o SESI Museu de Artes e Ofícios, também será homenageado com criações inspiradas em sua arquitetura. O evento marca a abertura da instalação Pano Território, um trabalho desenvolvido pelo Estúdio Veste de Dane e Luisa Luz que destaca, em flamulas bordadas, as plantas arquitetônicas do edifício e os 20 anos do museu.

"A expografia da Feira da Estação foi pensada de forma a promover instalações como a do arquiteto Sylvio de Podestá e o Pano Território que ocuparão o primeiro andar, logo na entrada" ressalta Mary Arantes. Lembrando o escritor Alcione Araújo, ela sugere “o Museu de Artes e Ofícios como o Museu dos Gestos, o museu corpo, do feito à mão, do suor, uma receita do repasse dos saberes ancestrais tão necessários para a perpetuação da arte que existe no ofício artesanal dos trabalhadores”.

Outros espaços contemplam a moda, na Galeria dos Vestíveis e o melhor da cerâmica de BH, Nova lima, Brumadinho ou Vale do Jequitinhonha, na Galeria de Cerâmica. A Feira terá ainda ourivesaria e acessórios em um mix de expositores primorosamente selecionados pela curadora. O público infantil não foi esquecido e contará com oficinas formativas e produtos voltados para a criançada.

A exposição Innovar que ocupa uma das salas expositivas do museu e que tem como objetivo a valorização e difusão da cultura brasileira também estará aberta para visitação durante todo o final de semana. A iniciativa de Goiânia conta com obras de artistas brasileiros que abordam os eixos Cerrado, Sustentabilidade e Contemporaneidade e tem, entre suas ações formativas, palestras, oficinas e debates que dialogam com o compromisso socioeducativo do SESI Museu de Artes e Ofícios e com a Feira da Estação.

Os projetos reforçam o papel do SESI Museu de Artes e Ofícios como referência na valorização do trabalho manual e dos ofícios tradicionais. Em tempos de consumo acelerado e digitalização extrema, o evento surge como uma celebração da produção artesanal e do contato humano por trás de cada peça.

Feira da Estação – SESI Museu de Artes e Ofícios

3, 4 e 5 de outubro de 2025

3 e 4, sexta e sábado, de 10 às 19h

5, domingo, de 10 às 17h

Praça Rui Barbosa, 600 – Centro, Belo Horizonte – MG

Entrada gratuita

Recomendação: Vá de Uber, taxi, ônibus ou metrô

As palestras e bate-papos contarão com intérprete de libras.

11 de set. de 2025

Quemesse da Mary - edição fora da caixa












 A Quermesse da Mary edição setembro, tem foco na autoria, especificamente na moda, já que apresentaremos um número de estilistas maior do que em outras edições.

  A moda autoral refere-se a criações únicas, nascidas da visão individual de um designer ou marca, que expressam um ponto de vista reconhecível, quase como uma assinatura, segundo o site Fashion for World.  Ela carrega identidade, pesquisa e experimentação - seja no uso de técnicas têxteis, design de superfície, modelagens ou materiais inovadores. Ciente de que todos os que aqui se apresentam são autores do que fazem, o que fiz como curadora do evento, além do foco na moda autoral, foi escolher marcas com propósitos e ideias “fora da caixinha”.

 Esta edição vem de encontro a um momento crítico da moda em que montanhas de roupas são descartadas no mundo, produzidas em massa pelas grandes cadeias do fast fashion, vendidas a preços baixos, feitas por mão de obra escrava.

Temos novos criadores preocupados com toda a cadeia produtiva, artistas conscientes que produzem em pequena escala, os que reusam tecidos ou madeiras que seriam descartadas, os que praticam o upcycling, (reaproveitamento de materiais já existentes), o zero waste (desperdício zero), compram de bancas ou lojas que revendem tecidos com poucas metragens. E, só poderiam criar com este conteúdo, o diferente, o exclusivo, o único. Estes novos talentos, deixam de lado a condição de colonizados, seguidores de tendências internacionais, lançamentos com datas impostas pelo mercado e se arriscam a inovar, a fazer o desigual. Frequentemente, suas coleções dialogam com histórias locais, artesanato, memória e contextos sociais.

Segundo Gabriela Penna, professora e doutora em artes e cultura visual pelo Senac São Paulo, uma marca ou estilista é considerado autoral quando cada coleção carrega narrativa própria, combinando história, valores e estética, mantendo uma identidade visual consistente.

 E são estes criadores que estarão presentes nesta próxima edição, sejam eles da moda ou de outro campo de criação, como Ida Feldman que faz uso de azulejos antigos e pratos comprados em antiquários para escrever, com ironia, suas frases. Gabriella Santos que dobra micro retalhos de papel para criar suas joias. Garíglio, que de um cabo de garfo em marfim, cria pingente de colar. Petiá que com descarte de retalhos de madeira, cria suas bio joias.

Muitos deles ainda não são conhecidos no mercado, por isto um evento como este se faz necessário.

Quermesse da Mary

Dias 12,13 e 14 de setembro de 2025

Dias 12 e 13, sexta e sábado, das 10h às 19 h

Dia 14, domingo, das 10h às 17h

Rua Ivaí 25, Serra, Beagá

 

 


NEY MATOGROSSO: "BLOCO NA RUA" EM BH











Foto: Marcos Hermes

Após sua estreia na cidade do Rio de Janeiro em 11 de Janeiro de 2019, a  turnê foi interrompida em 2020 devido à pandemia do COVID-19. Com o sucesso absoluto da crítica e do público desde a estreia da turnê “Bloco na Rua” e as constantes solicitações dos fãs pela turnê, o artista retomou a estrada levando seu “Bloco na Rua” para várias cidades no Brasil e no exterior (Estados Unidos, Inglaterra e Portugal), lotando plateias em todos os teatros e casas de espetáculo por onde passam. 

Em Belo Horizonte,  Ney se apresentará no BeFly Hall, nesta sexta-feira, dia 12, às 21 horas, e na sessão extra no domingo,  dia 14, às 19 horas, na mesma casa.

Aos 83 anos, Ney não para. O repertório foi selecionado enquanto Ney excursionou com o show anterior “Atento aos Sinais” e o seu critério não foi o ineditismo: “Não é um show de sucessos meus, mas quis abrir mais para o meu repertório. Dessa vez eu misturei coisas que já gravei com repertório de outras pessoas”, pontua Ney.

set list revela a diversidade do repertório: “Eu quero é botar meu bloco na rua” (Sergio Sampaio), de onde saiu o título da turnê, “A Maçã” (Raul Seixas), “Jardins da Babilônia (Rita Lee / Lee Marcucci)", “O Beco”, gravada por Ney nos final dos anos 80 (Herbert Vianna/Bi Ribeiro) e "Sangue Latino (Paulo Mendonça / João Ricardo)", do primeiro álbum dos Secos e Molhados, de 1973, são algumas das músicas escolhidas por Ney.

Duas canções foram pinçadas do compacto duplo Ney Matogrosso e Fagner, lançado em 1975: “Postal de Amor”(Fagner/Fausto Nilo/Ricardo Bezerra) e "Ponta do Lápis” (Clodô/Rodger Rogerio). Outro clássico que Ney nunca havia cantado, “Como 2 e 2” (Caetano Veloso) também está no roteiro.

O figurino, sempre aguardado com expectativa em se tratando de um show de Ney Matogrosso, foi criado sob medida pelo estilista Marcos Paulo. Batman Zavarese assina o cenário, video grafismo por Eduardo Souza e videos adicionais de Luiz Stein. Arthur Farinon e  Juarez Farinon assinam a luz do espetáculo, com supervisão de Ney. 

A banda afiada é a mesma que o acompanhou em sua turnê anterior, reunindo Sacha Amback (direção musical e teclados), Marcos Suzano  (bateria e percussão), Felipe Roseano (percussão), Dunga (contrabaixo e vocal), Mauricio Almeida (guitarra e vocal), Aquiles Moraes(trompete e flugelhorn) e Everson Moraes (trombone).


16 de ago. de 2025

NUANCE DE UM PIANISTA TATUADO




















Foto:Márcia Francisco 

No dia 18 de agosto, segunda-feira, chega às principais plataformas digitais, o primeiro álbum autoral do pianista e compositor mineiro Írio Júnior. “Nuance”  foi gravado no Estúdio Cachoeira|SP. 
Com sete faixas que entregam a versatilidade  do artista, o álbum traz  Írio Júnior em piano-solo e Música Contemporânea. Gravado em piano um Yamaha - cauda inteira, o disco traz capa com foto e arte de Márcia Francisco. 
“Nuance” já tem pré-save disponível no link Quae Music:

NUANCE, por Írio Júnior 
Eu já pensava em fazer um trabalho próprio, quando tocava com Nenê trio. Sempre fui um pianista que se tornou conhecido pela habilidade dos improvisos. Neste trabalho fui instigado a criar improvisos menos convencionais no âmbito do Jazz. Essa experiência começou a me apontar o caminho das minhas composições.
O trabalho no Nenê Trio me deixava livre para permitir fazer fluir todas as minhas influências - da Música Erudita (desde o Barroco, Classicismo, Impressionismo, moderno, contemporâneo...), da Música Brasileira (Tom Jobim, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal...) e, logicamente, o Jazz (em especial,  os pianistas mais modernos - Herbie Hancock, Chick Corea, artistas visionários).
E foi através dos improvisos que minha musica foi surgindo. 
Como eu já toquei muita Música Brasileira, defini escolher um caminho à contramão: criar sem me preocupar com rótulos. 
Assim, busco meus próprios caminhos melódicos, meu jeito de construir, as cadências. A minha maneira de criar a forma da música. A intuição é o que me guia nessa trilha. Vou sendo fiel ao que está dentro de  mim.  Assim é com o improviso e, naturalmente, com a composição. Afinal, o improviso é uma composição.  
A faixa titulo deste álbum foi o norte para  todas as demais. Apontou a direção e as demais vieram em consequência. 
Meu pai foi muito importante na minha formação musical. Era um grande compositor, exímio multi-instrumentista e um líder nato. Essa soma de qualidades fazia do homem, um ser de profunda determinação e habilidades para gerenciar, criar, agir, fazer. Era autodidata, buscava conhecimento por ele mesmo, muito inteligente. Sinto que trago dele, essas características, inclusive.  Quando percebeu meu interesse pela música, logo me ensinou teoria e piano e sempre acompanhou minha formação. Ao lado dele - maestro da orquestra que criou -, fiz muitos bailes. 
Vida afora, a música se tornou parte da minha vida. Profissão e caminho.  Nuance -  a primeira música chega - nessa memória e valor essencial do amor entre filho e pai. 
O foco do disco se contrapõe aos trabalhos, anteriormente, executados, no trio. Se antes, o olhar era o virtuosismo, escolho, aqui, entregar um disco recheado de melodias. Essa esfera mais melódica me encaminhou ao conceito do disco.  As músicas foram nascendo com claro propósito de conexão entre si. Cada contexto, na minha visão de compositor permitiu a escolha dos elementos musicais. Me interessa instigar sensações emotivas diversas e possíveis aos ouvintes. Isso é algo que me interessa muito e tem muita importância para mim. A conexão entre as faixas, nesta "nuance" passeia pelo contexto das trilhas sonoras.

TRAJETÓRIA DO ARTISTA
Nasci em Lavras/MG. Iniciei meus estudos musicais com meu pai. Aos 12 anos, comecei a tocar na orquestra de baile criada por ele. E foi aí que se deu meu contato real com a Música  Popular. 
Entre 15 e 22 anos, estudei Música Erudita com a professora Eldah Rezende e o pianista Flávio Augusto. Ambos me  prepararam para diversos concursos brasileiros deste gênero musical. 
Entre 1996 e 2007, morei em Belo Horizonte. Então, segui para São Paulo, onde permaneci até 2010, retornando à Lavras, minha terra natal. Em 2017, escolhi a capital mineira para fixar residência. 
As experiências musicais fervilharam em interpretação e criação, durante todos estes anos. 
Aos 29 anos, comecei  a tocar com o grande saxofonista Vinicius Dorin. Juntos, estivemos em diversos festivais pelo país. Esta vivência resultou na gravação  do álbum “Revoada”, de autoria do artista. 
Foi em 2007, que ingressei no grupo do grandioso baterista Nenê – o Nenê trio. Então, gravei seis discos de autoria deste respeitável artista:  “Outono”, “Inverno”, “Verão”, “Primavera” e  “Mudando de rumo”. 
Em 2021, lancei  o disco Jamba Trio, em  parceria com o baixista Enéias Xavier, premiado como melhor disco no Prêmio BDMG Cultural de Música Instrumental – Marco Antônio Araújo.  O trio  se completa com um  baterista convidado. Nele, apresentações em importantes festivais como Savassi Festival, Tim Jazz Festival, Ipatinga Live Jazz e Savassi Jazz Festival. Além de projetos diversos como Seis e Meia e casas brasileiras de Jazz, como o Clube de Jazz do Café e Conservatório UFMG. 
Em minha trajetória contínua, além de Nenê e Dorin, toquei com nomes luminosos da Música. Entre eles: Toninho Horta, Carlos Malta, Marcio Bahia, Itiberê, Márcio Montarroyos.
Como compositor, meus caminhos de influência são vastos e passam pela Música Erudita, pelo Jazz Contemporâneo, pela Música Brasileira e pelo Rock.
John Coltrane, Herbie Hancock, Maccoy Taynner, Egberto  Gismonti, Tom Jobim, Milton Nascimento, Beethoven, Bach, Stravinsky,  Debussy e Brahms, estão entre os pilares admiráveis que me inspiram. 
Mas, percebo que as criações autorais fluem através de parâmetros harmônicos, melódicos e estruturais bem próprios. Penso que a minha música soma o conhecimento às as influências. É  fruto de um caminho de vida. Algo que vivi, influencia. Talvez, isso seja o que dá mais profundidade. Mais verdade. Porque, sempre, podemos colocar mais verdade. E o que eu vivo, portanto, expresso com minha música. 
Me interessa o que soma sentimento e alma. Essa sensação é muito superior a tudo: a dinheiro, ego, vaidade... Vai muito além disso tudo. E é uma coisa única. É espiritual. Fecho os olhos e, ao lado do conhecimento, das experiências e influências, abro portas e a coisa vem. Nessa essência e verdade, o que eu fiz naquele momento - a nota - , foi o que senti ali. Em outro, será outra coisa. E, assim, nascem improvisos, composições...
Um dos meus trabalhos autorais – “Nuance”, composto em 2011, ganhou show, com casa lotada no  Amazonas Green Festival – Festival que reúne os principais nomes do Jazz nacional e mundial na Amazônia - , no Theatro Amazonas, além de me apresentar na Argentina e em São Paulo, através Projeto Sesc Instrumental, entre outros eventos. Este trabalho,  já documentado em áudio no Estudo Cachuera (SP), está sendo adequado para levar a vocês, em breve, ao lado de outras  produções recentes. 
A Moda chegou para mim, há pouco tempo. Mas, não por acaso. Meu estilo de vida e hábitos ritualizados há anos, foram gerando uma assinatura visual que têm despertado interesse deste universo artístico. As tatuagens chegaram, fortalecendo um estilo que se une à minha expressão física, à escolha peculiar de me vestir, aos parâmetros comportamentais e à minha personalidade. 
É especial, no entanto, ver que apesar de, aparentemente, específico, meu perfil chega para a Moda e agências em visão capilar e abrangente. Se com o visual esportivo, tatuagens, traços, corpo e rosto atendo a um público, faixa etária, campanha ou cliente, ao colocar um terno, por exemplo, a visão executiva ou formal se instala. Tatuagens ocultas, vestuário afim...  E tudo muda. O modelo aqui, camaleão,  dialoga com a diversidade e possibilidades incontáveis. E isso é bom.   
No encontro das Artes, uma agrega à outra e este artista segue atento ao que melhor possa expressar em essência. 
Írio Júnior - pianista | compositor | modelo
IG @iriojunioroficial 

O PIANISTA TATUADO 
A força e a coragem de Írio Júnior para cravar a pele com agulhas e vestir-se na capa de um super herói de si mesmo, traduz muito sobre alguém que, comprometido com a retidão de caráter e índole, poderia parar aí. Mas, sua conduta é abrangente, segue os passos com olhar para o todo, para o ser, para os seres e além deles. Isso habita distante da vaidade e do ego. 
Entender a arte como um processo de construção ininterrupta, onde o ser se revela em conexão com a plenitude e a essência do universo... Se o artista parte da academia, passeia, incansável pela experiência do traço em seu fazer. Conhecendo e recebendo influências da ancestralidade histórica da Música, que determina estilos, gêneros e tendências de cada tempo, Írio edifica e se desconstrói, tantas vezes, a si próprio, até compor, em contemporaneidade, algo que transcenda o ordinário. Evoca e faz lembrar essa ou aquela influência, sem, contudo, apropriar-se ou dela fazer a condução da melodia. Aperfeiçoa a palavra final, com propriedade que, sim, abre espaço para sutis referências, mas, se faz presente por si mesmo, criando, executando, emocionando. 
Como um pintor que domina ferramentas, conhecimento acadêmicos e cada vez mais refina o traço, seu abstrato, definitivamente, não é rabisco. É evolução de conceitos próprios, aliados à intensidade que tem consigo o intelecto, os estudos e seu exercício ostensivo. Até que a esponja ou o pincel que deslizam sobre papel ou qualquer outro suporte, imprimam a conexão do conhecimento com a essência de uma expressão. A arte toca, assim, o mais profundo do ser, transcende o ordinário, transforma, cura, cria sua rubrica e nos presenteia. E, claro, é atemporal.  Improvisos tornam-se irretocáveis e podem ser transcritos, integralmente, tornando-se novas composições. 
A execução, aqui, faz o pianista ser mais que um, com o instrumento que escolheu. É como se veias se estendessem dos seus dedos cravando - feito teias e raizes -, teclas e madeiras do piano, cauda afora. É assim que vejo e escuto, Írio Júnior e cada nuance deste grande, virtuoso, sensível, disponível em experiência, verdadeiro em suas conexões e notável artista. 
Em seu tempo, Írio Júnior é sua marca e nos entrega algo, profundamente novo, diverso, intenso na força ou na suavidade, preciso, incomum na verborragia dos tempos das plataformas digitais, necessário como referência contemporânea legitima. Faz e é Música. 
(MÁRCIA FRANCISCO, jornalista e escritora)

NUANCE, FAIXA A FAIXA, por Írio Júnior 
Dois contra três 
A música que abre o disco chega diferente das demais, que têm contexto mais dramático. Alegre, carrega elementos da música brasileira. 
Quimera
Essa música evoca a era do Romantismo. 
Visionário 
Nessa composição direciono aspectos que se desenvolvem para alcançar o ápice. Neste ponto, a música ganha vigor máximo na execução. Nele, exploro a sonoridade mais intensa do piano, onde surge o visionário. 
Espera 
Inspirada numa espera, destas que nem sempre se consumam como a expectativa do sujeito.  O ritmo repetitivo da introdução evoca a sensação da espera. O aspecto harmônico e a melodia sempre passam pelo mesmo caminho. Poucas mudanças rítmicas se instalam sem, contudo, afastar a música de seu objetivo primordial. 
Enigma
Essa música retrata muito o Impressionismo. Exploro o mistério, através da tensão em notas e execução, na densidade da intenção. Mas, a estrutura evolui, sem que o enigma seja desvendado.  O mistério me revela, no estilo que me conduz, inclusive, na assinatura visual. 
Nuance 
Música de difícil interpretação, exatamente, por passar por várias nuances e sonoridades. Isso tange os aspectos suaves e dramáticos presentes na dinâmica, onde busco coloridos diversos. Na intenção, meu sentimento quer explorar e tocar algo mais profundo e legítimo, que possa traduzir o que é sensação. É sutil. A definição virá a partir de cada ouvinte. 
Sentido contrário 
É a única música do disco que revela um piano mais virtuoso.  Uma frase de difícil execução técnica - mão esquerda -, se repete muitas vezes. Em paralelo, a mão direita apresenta polirritmia contrária à mão esquerda. 

IMPRESSÕES:
"Ouvir o Írio é meio como olhar pro mar: dá vontade de viver e de morrer... Sentimento do Todo, da Maravilha e do Horror. Arte."  (MATHEUS NACHTERGAELE, ator, diretor e  autor) 

"O pianista e educador Irio Júnior é um músico surpreendente. Alia sua destreza técnica e a dinâmica performática do clássico pelos dedos, com a liberdade mental e criativa do jazz, porém de forma orgânica e natural. 
Há pouco tempo descobri o seu lado de compositor brilhante, com ideias melódicas futurísticas em harmonias avançadas. 
O Irio tem uma alma pura, que busca o aperfeiçoamento e sofisticação musical através de seu estilo incomum, do carisma à sua  simplicidade humana.” (TONINHO HORTA, guitarrista, compositor e cantor) 

“Irio Júnior é um músico que traz vigor e sensibilidade na apresentação de peças clássicas e contemporâneas, interagindo com classe e domínio técnico em improvisações complexas, modernas e sensoriais. Um artista com profundo conhecimento harmônico, cruzando  fronteiras criativas e emocionantes, numa simbiose com um instrumento tão completo como o piano. Uma grande expressão artística  que só os músicos talentosos são capazes de apresentar.”

(FRED MAYRINK, Diretor Artístico de TV e Cantor – Tributo a Frank Sinatra)

 "Já faz bastante tempo que não ouvia um artista com tanta sensibilidade musical. Quando conheci Irio Júnior, fiquei impressionado com o seu talento único. Ele é um artista sensacional, cuja sensibilidade, técnica e amor pela arte transparecem em cada uma de suas composições e performances. Guardem bem este nome: Irio Júnior, um verdadeiro sinônimo de brasilidade em cada nota que toca. Agradeço a Deus por nos presentear com esse talento tão genial." (CELSO RANGEL, Produtor, Diretor Musical, Guitarrista, Compositor e Engenheiro de Som, Membro do Grammy Latino) 

“Írio Júnior, um Hendrix do piano, alta frequência e volume”  (JOTABÊ MEDEIROS, jornalista, crítico de música e escritor)

“ Há muito tempo, um pianista não me desperta curiosidade do bem como agora, quando acabo de ouvir o trabalho de Irio Júnior. O título “Nuance” traduz bem o espírito do álbum que está sendo lançado. Vale a pena ouvir e se emocionar.”
(KIKO FERREIRA, jornalista, crítico musical, poeta e compositor) 



25 de jun. de 2025

João Belleza no Jardim Musical

SHOW CELEBRA A MÚSICA DOS GRANDES FESTIVAIS

foto: Yvana Fávero


Em 2025, o primeiro Festival de Música Popular Brasileira celebra 60 anos. O Jardim Musical recebe o cantor e violonista João Belleza e seu convidado especial, Tadeu Franco, em show que recorda uma seleção de maravilhosas canções que surgiram com os grandes festivais.

O Jardim Musical já tem ingressos à venda para o show do dia 10 de julho, quinta-feira, às 20h30, na Casa Belloni (Av. João Pinheiro, 287 - BH - MG). O projeto sob curadoria da jornalista Márcia Francisco, recebe o cantor e violonista, João Belleza.

O show  traz a participação especial de Tadeu Franco – compositor presente no mais recente trabalho de João, com as canções Pra vencer a solidão e Lança Chama. No repertório, uma seleção de canções que surgiram com os grandes festivais dos anos 60 e 70.  Canções que permeiam a memória afetiva, para o público apreciar e cantar junto. O espetáculo celebra 60 anos do primeiro Festival de MPB. Piano: Lucas Paulo.

Ingressos: R$ 60,00, já à venda no Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/joAo-belleza-tadeu-franco-no-jardim-musical/3009467

O evento tem venda total antecipada e são somente 70 lugares. Assentos ocupados por ordem de chegada e sujeitos a compartilhamento de mesa. Não há reserva.

60 anos do primeiro Festival

A partir do 1º Festival de Música Popular  Brasileira - realizado pela extinta TV Excelsior e marcado pelo lançamento de Elis ao grande público -, emissoras como  Record e Globo  realizaram, respectivamente, os Festivais de Música Popular Brasileira e os  Internacionais da Canção. Foi um período de importância singular para a história da MPB, na consolidação, popularização e  ressignificação da Música, revelação de talentos e  expressões políticas. Os Festivais deixaram rico legado, com canções que continuam sendo ouvidas e valorizadas por várias gerações.

João Belleza

João Belleza é cantor e violonista, natural de Belo Horizonte/ MG. Começou sua formação em violão e canto aos 9 anos de idade. Estudioso da MPB, é graduado em Música Popular e Gestão de Carreira pelo Uni-BH.  Estudou violão no CEFART  Palácio das Artes e na Arte Music BH.  Aprimorou sua formação como violonista na renomada Berklee College of Music, em  Boston, MA, EUA. Segue em aperfeiçoamento vocal com o vocal coach Anthonio Marra.

Em 2024, lançou o DVD Em Cantos Brasileiros, cujas musicas estão disponíveis nas plataformas digitais. O DVD, gravado no Espaço Meet Porcão, contou com a participação do pianista Túlio Mourão e do violoncelista Henrique Toledo.

Em abril de 2025, João Belleza lançou o EP Nos Tons da MPB com participação dos cantores Tadeu Franco, Cláudio Venturini (14 Bis) e Adriana Araújo. Os clipes relacionados,contaram com  locações na Argentina: em Puerto Madero, Caminito e Floraris Generica. Produção do Grupo RCS e  produção musical de Christiano Caldas.

Na trajetória do artista, os shows Posso Ainda Ser Eu (João Belleza e banda) e Canto o Que a Gente é (voz e violão), ambos realizados no Teatro de Bolso Sesiminas, entre outros realizados na capital mineira

No próximo semestre, João Belleza realiza a primeira turnê do DVD Em cantos brasileiros. Na programação, se apresenta na Festa de Agosto, em Itambacuri, no Festival de Oliveira e nas cidades de Abre Campo, Carmo do Cajuru, Desterro de Entre Rios e Carmo da Mata.

Jardim Musical

O Jardim Musical se caracteriza por uma proximidade em versão intimista de contato com o artista e sua obra. Mesmo com o elogiado bistrô funcionando durante o show, a oportunidade de audição ativa, vem sensibilizando o público em experiência singular. Os jardins da Casa Belloni - uma casa dos anos 40 decorada com mobiliário e louças antigas -, foram projetados pelo botânico e paisagista Wanderlan Pitangui e configuram um verdadeiro recanto no Circuito Liberdade.

Validado pelo refinamento qualitativo da música celebrada em suas edições, o respeitável projeto já recebeu nomes como: Amaranto e Tabajara Belo, Henrique Portugal, Célio Balona,  Lula Ribeiro, Clóvis Aguiar, Sérgio Moreira, Tadeu Franco, Celso Adolfo, Túlio Mourão, Diana Lara e Luiza Lara, Ladston do Nascimento, Patrícia Ahmaral e Rogério Delayon, Lívia Itaborahy e Arnon Oliveira. Nolli Brothers, Projeto Brasil, Formosas, Duo Serenata e a dupla Lu e Celinha.

AMOR VOLTEI Show no Distrital celebra 2 anos da banda brega!

 













Já estão à venda, os ingressos para o Amor Voltei Brega Show. O evento que celebra 2 anos de vida da Banda Amor Voltei, acontece no Distrital (Rua Opala, s/n – Cruzeiro – BH), no dia 27 de junho, sexta-feira, às 20h.

A banda Amor Voltei foi idealizada pelo cantor Marcílio Soares. Sempre apaixonado pela música brega, aprendeu a gostar das canções nos cantos de rua e nas vendas de sua terra natal Felizburgo e Pedra Azul, cidades onde passou a infância.

Formada por Marcílio Soares – voz, José Carlos Taveira – guitarra, Wesley Pirolli – bateria, Fred Jamaica – baixo, Marcelo Lopes – teclado e Sulyen – vocais, Amor Voltei é uma banda que resgata a memória afetiva da chamada música brega dos anos 70 e 80. Sucesso em shows e festas, desde a sua criação, há dois anos, o grupo promove uma verdadeira viagem no tempo, com músicas que permanecem no nosso imaginário evocando boas memórias e alto astral, até os dias de hoje.

A turma está radiante, com o aniversário de 2 anos e promete ume espetáculo para dançar e cantar, a plenos pulmões, sucessos de Reginaldo Rossi, Odair José, Wando, Carlos Alexandre e muito mais. Aqueles hits que marcaram época, numa apresentação eletrizante.

Os ingressos: R$200,00 mesa/ R$40,00 pista, estão disponíveis no site Shotgun. Link direto:  https://shotgun.live/pt-br/web/events/amor-voltei-brega-show

Informações adicionais: 31 992054981.

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