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14 de jan. de 2024

Osmar Prado e Maurício Machado - "O veneno do Teatro", em maestrIa












Foto: Márcia Francisco 


Honra imensa, conhecer o respeitável Osmar Prado, em pré-estreia de "O veneno do Teatro", de Rodolf Sirera, que marca o retorno do artista aos palcos, com a grandiosidade de uma atuação exata, na completude possível de voz em dinâmicas tantas, gestos, presença. 

Um texto atemporal que nos permite esse deleite pela intensidade e universalidade. Pelas possibilidades do espaço dado à ironia, aos questionamentos acerca da finitude, aos detalhes das expressões ordinárias do ser humano no que tange a maldade, a vaidade, o medo, a soberania e mais. Reflexões e jogos de manipulação mental, revelando o fio de navalha entre a filosofia e os delírios psicológicos. 

As dualidades do ser e da personalidade expostas bravamente, em um encontro assertivo entre Osmar e Maurício Machado.

Uma direção, sempre, indiscutível de Eduardo Figueiredo, com direito à música ao vivo, por um violoncelo pontual. 

Um cenário, que nos entrega uma atmosfera sombria, intensifica a relação com o texto, na presença de espelhos.

Que esse espetáculo circule muito. E que, em breve, retorne a Belo Horizonte. Teatro de verdade edifica o ser. Nutre a vida e seus dias.

Márcia Francisco

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8 de jan. de 2024

Osmar Prado em BH: ‘O Veneno do Teatro’ chega ao Cine Theatro Brasil Vallourec










Foto: Priscila Prade

Osmar Prado estará em BH, na Mostra Cine Brasil de Teatro e Música. São 10 anos longe dos palcos e essa é uma oportunidade especial para o público ver, de perto, o talento desse grande artista.  O espetáculo "O Veneno do Teatro" acontece nos dias 13  e 14 de janeiro, sábado, 21h e domingo, 19h e os ingressos já estão à venda na bilheteria do teatro e no site Eventim. 

Com um texto clássico e contundente do espanhol Rodolf Sirera, um dos dramaturgos contemporâneos de maior renome na Europa, "O Veneno do Teatro" propõe uma reflexão atual e pertinente sobre a ética, estética, as máscaras e convenções sociais, o jogo do poder, em suma, a necessidade de autoconhecimento tão latente em todos nós, dentro dos limites da realidade e da ficção.Trata-se é uma obra mundialmente reconhecida e premiada, que trata de temas importantes e atuais, propondo uma reflexão sobre ética, estética, máscaras e convenções sociais, jogo do poder e a necessidade de autoconhecimento. Já foi traduzido para o inglês, francês, italiano, eslovaco, polonês, grego, português (de Portugal e do Brasil), croata, húngaro, búlgaro, japonês, entre outros idiomas. Foi encenado em mais de 62 países, entre os quais Espanha, Inglaterra, França, Venezuela, Polônia, Grécia, Porto Rico, Argentina, México, Estados Unidos e Japão.

A direção do espetáculo é de Eduardo Figueiredo, responsável por grandes sucessos do Teatro. No elenco os premiados: Osmar Prado (“O Clone” “Chocolate com Pimenta” “Hoje É Dia de Maria” “Ciranda de Pedra” “Meu Pedacinho de Chão” E seu último trabalho de sucesso na novela “Pantanal” todos na TV Globo) e Maurício Machado (‘Alma Gêmea’, ‘Cidadão Brasileiro’, ‘Cama de Gato’, ‘Cordel Encantado’, ‘Chiquititas’ Lei do Amor’, entre outras). Espetáculo pontuado com música ao vivo por Matias Roque. 

3 de mar. de 2022

SHOW DE LANÇAMENTO DO CD “SAMBA É AMOR” - MARCELO KAMARGO NO CINE BRASIL VALLOUREC

Marcelo Kamargo se apresenta no Cine Theatro Brasil Vallourec, em  espetáculo musical com as participações especiais da cantora Ana Espí e do violeiro Chico Lobo

Foto Ricardo Gomes



 No dia 12 de março, sábado, 19h,  o cantor, compositor e violonista, Marcelo Kamargo realiza o Show de Lançamento do CD "Samba é amor" (Lobo Music/Kuarup), no Cine Theatro Brasil Vallourec  - Teatro de Câmara (Av. Amazonas, 315 – Centro – BH).  O  evento conta com as participações especiais da cantora Ana Espí e do violeiro Chico Lobo.

Sob a Direção Musical de Ricardo Gomes, o show traz  Marcelo Kamargo (voz e violão), Christiano Caldas (teclado), Fernando Bento (Cavaquinho), Rafael Leite (Percussão), Ricardo Gomes (Baixo/Vocal) e Rodrigo Lelis (Bateria). Técnico de Som pessoal: Tonny Rufino. Luz: Luiz Alberto De Filippo.  Esse evento cumpre o protocolo de prevenção à Covid. 

O show  “Samba é amor” é uma realização da Tape Solar. Apoios: Rota do Papel, Alaska Tabacaria & Headshop, SITRAEMG e ASSOJAFMG.

Os ingressos já estão à venda na Bilheteria do Teatro e no site EVENTIM: http://bit.ly/3vwkeHY

Sabe qual é a semelhança entre a arrumação de uma casa e o samba? Exato… Em ambas mexemos com as cadeiras. E quando o samba (também) mexe com o coração? Aí é puro amor… Porque samba é amor. É, literalmente, um espetáculo. Bem como o título da obra e do show do compositor, violonista e intérprete mineiro de Coronel Fabriciano Marcelo Kamargo que lançará o seu 5º disco de carreira “ Samba é Amor” — primeiro, com o selo de alta qualidade Lobo Kuarup.

Marcelo Kamargo será acompanhado por um timaço de músicos que tornam inevitável a pura “euforia, de um coração que palpita”. Sobretudo em repertório que presta homenagem aos grandes nomes do samba tradicional; da nova geração; de bossas novistas, além de outros que foram a fonte privilegiada de inspiração às composições do artista.

Tudo que garante um doce sorriso, remelexo nas cadeiras e um coração sublimado. Porque “sambar é reinar… é brincar… é viver …” Essa é a essência desse lançamento já com gosto de quero mais e pronto para ocupar a galeria dos espetáculos inesquecíveis!

Marcelo Kamargo

Natural de Coronel Fabriciano, Marcelo Kamargo nasceu numa família de músicos. Aos sete anos mudou-se para Belo Horizonte/MG, onde vive até hoje. Seguindo os passos do lado paterno da família, ingressou no aprendizado dos acordes do violão aos 11 anos, principalmente, por influência de seu pai, o cavaquinhista Mestre Jonas. Desde pequeno participava dos encontros musicais rotineiros da família, pois seus tios, tios-avôs e primos tocavam violão popular e o canto ficava por conta de sua mãe Dalva, tias e primas.

Aos dezessete anos começou sua trajetória em busca de aperfeiçoamento,   ingressando na Escola Cantorum do Palácio das Artes, no curso de teoria musical. Em seguida, cursou canto popular, primeiro com a cantora lírica Mary Armendani e depois com a Professora Celinha Braga. O aprendizado do violão popular e erudito, no início, foi com seu tio Sebastião Marcelino e depois, como autodidata.

Gravou quatro CDs independentes, cujo repertório abrange a fase romântica (Clarão da Noite, 2001), a fase de celebração das raízes afro do artista (Zerundá, 2004), e a fase pop/jazzística/instrumental (Além do Sol, 2008).

O novo disco (Samba é amor, 2021), chega pelo Selo Kuarup/Lobo Music.

O trabalho do artista Marcelo Kamargo é eclético, contudo, com influências que vão desde o Clube da Esquina, Vale do Jequitinhonha, Tropicália, Chico Buarque, até as bandas de rock dos anos setenta (Beatles, Led Zeppelin, Focus, Triunvirat, Emerson, Lake e Palmer etc).

Em fevereiro, lançou pela Fabrica Criativa, single Ho’oponopono – Gratidão, segundo do artista, sobre o tema.  O primeiro  Ho’oponopono – Ser de Luz (musica em parceira com Ângela Bueno), conta com milhares de visualizações nas plataformas digitais, nas versões em português e espanhol. Ambos têm a participação especial da cantora Ana Espí.

Instagram: @marcelokamargo (demais links na bio)

Show de Lançamento do CD "Samba é amor" (Lobo Music/Kuarup)

12 de março, sábado, 19h

Cine Theatro Brasil Vallourec  - Teatro de Câmara

Av. Amazonas, 315 – Centro – BH

Ingressos à venda na bilheteria do Teatro e no site Eventim:

http://bit.ly/3vwkeHY

GANHE 50% DE DESCONTO NA COMPRA DO SEU  INGRESSO:

* Apresente esse flyer  impresso ou virtual, para compra na Bilheteria do Teatro

*Digite o código MARCELO20ANOS, para compra no site EVENTIM.

* funcionários da Vallourec: digite código PN, no site EVENTIM.

Produção do evento: Ângela Lopes – Viola Brasil Produções

8 de nov. de 2019

O PARAIBANO ESTÊVÃO QUEIROGA FAZ SHOW EM BH



Estêvão Queiroga chega em Belo Horizonte para show no dia 13 de novembro, quarta-feira,  21h, no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (Av. Amazonas, 315 – Centro). O artista apresenta as canções do novo projeto no show “Amanheceu”. 
Seu público poderá conhecer em primeiríssima mão as canções que estarão presentes em seu  próximo álbum, que será lançado ainda esse ano.
Mais uma vez Estêvão faz poesia, visitando relações e histórias que movimentam nossas emoções mais profundas. É simplesmente imperdível.  
ESTEVÃO QUEIROGA
Nascido na Paraíba, criado no Amazonas, tendo passado pelo Rio de Janeiro e hoje radicado em São Paulo, Estêvão é músico autodidata e soma influências musicais tão diversas quanto os lugares onde já viveu.
Seu álbum de estreia, Diálogo Número Um, foi lançado em julho de 2016 pela Sony Music e já no lançamento alcançou o primeiro lugar geral de vendas no iTunes Brasil. Num nítido caso onde a obra é indissociável do artista, Estêvão consegue ser autobiográfico e ao mesmo tempo universal. Ao longo das 12 faixas do disco, ele conta uma história e constrói um diálogo, levando o ouvinte a se encontrar nas canções, ora densas e contundentes, ora guiadas por leveza e despretensão.esti
Reforçando o caráter pessoal de sua arte, o primeiro clipe lançado pelo artista, A Partida e o Norte, foi gravado no meio da floresta amazônica, sobre as águas do rio que passa em frente ao sítio de sua família. E são justamente seus pais, irmãos, esposa e filhos, que protagonizam o vídeo ao seu lado. Abrindo caminho para o álbum, o single ficou entre as faixas mais virais do Spotify e já foi escutada mais de 2,5 milhões de vezes na plataforma
Em 2017 Estêvão foi convidado a gravar uma das faixas do álbum Se Assoprar Posso Acender de Novo – As inéditas de Adoniran Barbosa, álbum que apresenta canções do lendário pai do samba paulistano. Estêvão figura nto projeto ao lado de grandes nomes da MPB como Ney Matogrosso, Simoninha, Criolo, Liniker, Kiko Zambianchi e Fernanda Takai.
O segundo clipe de sua carreira, Se For Com Você, que já alcançou 1 milhão de views, mostra um lado mais divertido do artista e apresenta uma saga romântica que se passa dentro de um game 8-bits. Paralelo ao clipe, também foi lançando um mini-game mobile que tem Estêvão como protagonista.
VISITE


ESTÊVÃO QUEIROGA
Show AMANHECEU
13 de novembro, quarta-feira,  21h
Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec
Av. Amazonas, 315 – Centro
Ingressos:
INTEIRA – R$60
MEIA – R$30
INGRESSO SOCIAL (Trazer 1kg de alimento não perecível no dia do evento.) – R$30
à venda em eventim.com

26 de abr. de 2016

LADOS

Gladston Galliza lança seu nono disco,
com show em noite única em BH


Será no dia 13 de maio, sexta-feira às 20h30, no Teatro de Câmara do Cine Brasil (Av. Amazonas, 315 – Centro – BH – MG), o show de lançamento do CD “Lados”, de Gladston Galliza.  O artista, que que viveu por 14 anos na Espanhae já editou discos nesse país e também no Japão, nos propôe um trabalho baseado nas fusões entre ritmos brasileiros e influências da música hispânica.

Trata-se de um artista cuja arte atravessou fronteiras, somando aprendizados e valores culturais à sua preservada origem. O timbre de Galliza, a dinâmica sensível presente em sua voz e a interpretação apurada fazem dele um músico universal.

LADOS
Gravado em Belo Horizonte, no Estúdio Verde, o CD “Lados” tem produção e direção artística de Gladston Galliza, direção artística de Christiano Caldas.  Ao lado do talento valioso de Gladston, o disco conta com a participação dos igualmente notáveis Thiago Delegado, Christiano Caldas, Serginho Silva e Aloisio Horta entre outros.

No show, Gladston estará acompanhado de Serginho Silva(percuteria), Gustavo Figueiredo (teclados) e Aloisio Horta(baixo). O show ainda terá as participações especiais do músico e compositor Renato Motha e do guitarrista Cesar Costa.

Os ingressos já à venda na bilheteria do Teatro ou via  www.compreingressos.com

GLADSTON GALLIZA

Cantor, compositor, produtor e instrumentista brasileiro nasceu em Ouro Preto, estado de Minas Gerais em 4 de Novembro de 1967.  Começou a se interessar pela música, aos nove anos, já em Belo Horizonte.  Estudou teoria musical e violao no Conservatório de música da Universidade  Federal de Minas Gerais. No entanto sua atenção foi despertada pelos sons de sua terra.  Na adolescência ouviu músicos como Toninho Horta, Milton Nascimento e Antônio Carlos Jobim que viriam a lhe influenciar decisivamente, tanto em sua maneira de tocar como de  compor. Em 1989, se mudou para o Rio de Janeiro, visando ampliar sua carreira.
Nessa cidade, trabalhou como músico de estúdio e também acompanhou artistas como  Simone Guimarães, Cris Delanno entre outros. Também participou e venceu vários festivais de música como compositor, tais como:  Bauru e Avaré (SP), onde obteve premiações juntamente com Lenine. Em 1994, gravou seu primeiro disco,  o CD “Viver Você”, em parceria com o compositor  César Nascimento.  Em 1998, mudou-se para Madrid. Em 2004, Galliza gravou seu segundo disco solo, “Fascínio”, com fusão de ritmos brasileiros e influências latino-americanas, e se reafirma como compositor compondo também em Espanhol. Destacam-se nesse trabalho as parcerias, sobretudo, com o letrista madrileño Daniel Lesmes. Visível, então, a perfeita associação de Gladston e músicos residentes na capital espanhola ou vindos de diversos países.  Em 2005, gravou seu terceiro disco, “The Album”, feito unicamente para o mercado japonês, a convite do produtor e DJ japonês Lava. Em 2007,  Gladston lançou mais dois discos: “Idas e Idas”, gravado entre Espanha e Brasil e,  com a participação do cantor e compositor espanhol Ismael Serrano e também do músico e compositor italiano Joe Barbieri além de outros destacados músicos espanhóis e brasileiros. Gravou também o CD entitulado “Madrid”, uma segunda produção para o Japão. Em 2008, realizou sua primeira turnê por esse país ao lado do genial pianista uruguaio Hugo Fattoruso e do percussionista japonês Tomohiro Yahiro. Em 2009, produziu o disco do compositor das ilhas Canárias Nestor Raluy, além de fazer outra turnè de 25 shows pelo Japão. Em 2010, lançou  “Íntimo”, seu sexto disco de carreira, também com participação de músicos espanhóis e brasileiros. Em 2011, lançou “Alvorada”, primeira colaboração fonográfica com a pianista japonesa Miyuki Onitake, este trabalho tem como peculiaridade mostrar somente seu lado letrista. O disco também foi lançado no Japão com uma turnê de 30 shows. Em 2015, é a vez de “Lados”, seu nono disco, trabalho inteiramente gravado em Belo Horizonte, celebrando sua volta ao Brasil.
Atualmente tem destacada atuação no panorama musical hispano-brasileiro, tanto como músico de estúdio ou como artista solo quando se apresenta com seu quarteto. Além disto, também produz discos para outros artistas.

SAIBA MAIS:

2 de set. de 2015

“NÃO IMPORTA A PERGUNTA, A RESPOSTA É O AMOR”




Com entrada franca, será no dia 29 de setembro, terça-feira, às 19h, no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (Av.Amazonas,  315 – Centro – BH – MG), a noite de autógrafos e Lançamento do Livro: “Não importa a pergunta, a resposta é o amor - Mano Down: mais relatos de um irmão apaixonado (autonomia, independência e sexualidade), de Leonardo Gontijo, com o show “No compasso do amor”, de Dudu do Cavaco e Banda.

Após o sucesso de “Mano Down: relatos de um irmão apaixonado” e “Quer saber? Eu quero contar: Aprendizados e lições na Síndrome de Down”, Leonardo Gontijo, irmão de Eduardo Gontijo, o Dudu do Cavaco, lança o livro “Não importa a pergunta, a resposta é o amor - Mano Down: mais relatos de um irmão apaixonado (autonomia, independência e sexualidade), pela Editora Ser Mais.  No livro, Leonardo abre espaço para histórias do irmão Eduardo Gontijo Vieira Gomes, o “mano down”, a partir dos seus 21 anos:  “Caçula de uma família que já tinha três filhos, ele chegou para agregar. Se no nosso primeiro livro, "Mano Down: relatos de um irmão apaixonado", falo sobre a sua chegada e seus primeiros passos rumo ao desenvolvimento, no novo livro, conto como o Dudu criou comigo o Instituto Mano Down, falo da nossa incansável maratona de palestras Brasil afora, do seu inquestionável aprimoramento musical, que o transformou no Dudu do Cavaco, e da nossa eterna luta para que o amor supere a exclusão.” (Leonardo Gontijo)

A produção literária, de 224 páginas, tem prefácio do Professor Dr. César Nunes e inclui 30 depoimentos de médicos, psicólogos e jornalistas.  Relatos de nomes reconhecidos publicamente, como: Zan Mustacchi, Marco Túlio (Jota Quest), Aline Calixto e Fernanda Honorato, estão presentes.  Capa: Carolina Mota e Desenho Editorial. Revisão: Samuri José Prezzi e Mirtes Helena Scalioni.

Irmãos
Quem entra em contato com os irmãos Leonardo e Dudu, o “Mano Down”, tem a oportunidade de experimentar, as maravilhas da prática salutar e espontânea da inclusão, no sentido mais justo da palavra. Esta dupla denota as maravilhas pessoais e comunitárias que o respeito ao ser humano e às suas diferenças podem construir. A simbiose de amor e luz que emanam de Eduardo e Leonardo Gontijo, deu origem ao Instituto Mano Down, que há alguns  anos realiza cursos, palestras e eventos diversos em todo o país, com o objetivo de esclarecer e conscientizar as pessoas em relação à Sindrome de Down e a justa inclusão necessária, das pessoas com Down.  Ao lado da riqueza deste trabalho, brilha o talento nato e ativo de Eduardo Gontijo, o Dudu do Cavaco que, por si próprio, deixa claras as possibilidades de sucesso e superação da pessoa Down. Nos palcos em palestras ou com seu cavaquinho companheiro, Eduardo Gontijo é um exemplo notável de astral contagiante.

O evento do dia 29 convida o público a uma noite de celebrações: além do lançamento do livro de Leonardo Gontijo, o show de Dudu do Cavaco, junto à sua banda, comemora a gravação de seu DVD de apresentação.  Trata-se do primeiro DVD gravado ao vivo por um músico com Down, bem como Dudu é o primeiro músico brasileiro com Down a ter banda própria, objetos de possível inclusão no Guiness Book.  O DVD demonstrativo vem no encarte do livro.

No show “No compasso do amor”, Dudu do Cavaco apresenta canções do disco gravado no Estúdio Na Trilha. O repertório de MPB inclui, clássicos como: Tristeza, Aquarela do Brasil, Pela luz dos olhos teus, Quem sabe isso quer dizer amor, Garota de Ipanema, Corcovado e Como é grande meu amor por você. O artista sobe ao palco acompanhado pela banda: Bill Lucas (percussão); Felipe Fantoni (baixo acústico); Márcio Brandt (violão), Bernardo Britto (teclados) e Alcione Oliveira (percussão e pandeiro).
“(...)Este livro é um convite! A reafirmar a fé na vida, na condição humana, na marcha libertadora da sociedade civil e da cultura brasileira recente! A sua leitura  transforma a nossa alma, muda nossos olhares sobre a pessoa com Síndrome de  Down, altera nossos rótulos esmaecidos pelo tempo! Do cavaco de Dudu, das palavras e orações de Leonardo se ergue um monumento de amor ao mundo, ao bem, ao irmão, à grandeza da existência de cada pessoa neste mundo!(...)”
(trecho do prefácio, por Professor Doutor César Nunes - Professor Titular de Filosofia e Educação da UNICAMP)

“Não importa a pergunta, a resposta é o amor”
por Leonardo Gontijo
Neste trabalho, abro espaço para as histórias do meu irmão Eduardo Gontijo Vieira Gomes a partir dos seus 21 anos. Caçula de uma família que já tinha três filhos, ele chegou para agregar. Se no nosso primeiro livro, "Mano Down: relatos de um irmão apaixonado", falo sobre a sua chegada e seus primeiros passos rumo ao desenvolvimento, neste “Não importa a pergunta, a resposta é amor (Mano Down: mais relatos de um irmão apaixonado) conto como o Dudu criou comigo o Projeto Mano Down, falo da nossa incansável maratona de palestras Brasil afora, do seu inquestionável aprimoramento musical, que o transformou no Dudu do Cavaco, e da nossa eterna luta para que o amor supere a exclusão.
Não queremos ser exemplo de nada, muito menos solucionar problemas de famílias semelhantes a nossa. Ao contrário, o que queremos é apenas oferecer nossa experiência de vida para afirmar que vale a pena lutar, acreditar e trabalhar pelas pessoas com Síndrome de Down. Não sou especialista no tema. Sou especialista na convivência com um irmão com SD, sou especialista em Dudu. E o que o Eduardo deseja e precisa não é  de piedade e sim de respeito, que todos o tratem como gostariam de ser tratados.
É notória a falta de literatura relacionada ao tema “Irmãos de pessoas com Síndrome de Down”. Andei recebendo questionamentos sobre o assunto e sempre ressalto que o que tenho é apenas a experiência de conviver com meu irmão. Sugiro sempre aos pais e parentes de pessoas com a síndrome que conversem sobre o assunto com elas. O silêncio e a falta de respostas às perguntas e questionamentos jamais formulados não levam ao crescimento. Pelo contrário, escondem situações que, muitas vezes, podem prejudicar o entendimento e o desenvolvimento de quem tem uma deficiência intelectual. O essencial é o incentivo a uma comunicação aberta, de forma a eliminar receios e esclarecer concepções muitas vezes errôneas sobre o assunto. Não há como negar que, em geral, os irmãos das pessoas com SD experimentam uma grande variedade de sentimentos. Nesse contexto, só o diálogo e a orientação permitem desenvolver o reconhecimento e a compreensão de tais atitudes. A consequência da falta de esclarecimento e de informação é, certamente, a ansiedade e o sofrimento de pais, irmãos e filhos.
Muitas vezes, o percurso do entendimento dos irmãos é uma trajetória solitária, já que o cotidiano familiar e social centra suas atenções na pessoa com Down, não oportunizando  um olhar cuidadoso para os demais irmãos. Qualquer mudança em um integrante da  família afeta todos os demais, dependendo do estado psicológico daquele grupo. Mas se abrirmos nossos horizontes e quebrarmos tabus, abre-se a possibilidade de ampliar vínculos de amor, solidariedade e companheirismo.
A convivência estreita com pessoas com Síndrome de Down é, com certeza, uma fonte inesgotável e constante de aprendizado. É preciso ficar atento e aprender conjuntamente.  Somente a informação séria, o diálogo e a transparência conseguem reverter mitos e tabus que rondam o imaginário de quem não tem a experiência de conviver com pessoas
com qualquer deficiência.
Neste momento, vale a reflexão: diversidade é o conjunto de diferenças e semelhanças que nos caracterizam, não apenas de diferenças. Diversos não são os outros que estão em situação de vulnerabilidade, desvantagem ou exclusão. Esta maneira de encarar a diversidade como uma característica de todos nós, e não de alguns, faz toda a diferença quando trabalhamos o tema. Não se trata de incluir os que ficaram do lado de fora porque eles são diversos. Eles ficaram de fora porque estamos cometendo injustiças.
Nas rodas de amigos, navegando na web e em artigos que leio, notei que muitos confundem preconceito com discriminação. Isso acontece porque o preconceito vem, muitas vezes, carregado de discriminação, pois por meio dele a pessoa vai moldar seu comportamento diante do outro. Mas preconceito, de acordo com o dicionário Aurélio, deriva de “pré”+“conceito” e significa “conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; idéia preconcebida". Preconcebida, por sua vez, quer dizer “concebido ou planejado sem maior reflexão”.
Já discriminação refere-se ao ato ou efeito de discriminar – diferençar, distinguir, separar, apartar. Daí, podemos tirar nossas conclusões. Quase todas as pessoas têm conceitos preconcebidos. O que temos que evitar é, sem questionar nossos preconceitos, agir de forma discriminatória. Resumindo, preconceito é a ideia. Discriminação é a ideia colocada em "prática". Querem um exemplo? Você pode não gostar de homossexuais - esse é um preconceito. Mas a partir do momento que você passa a insultá-los ou agredi-los, ocorre a discriminação.
Neste trabalho, abro espaço para as histórias do meu irmão Eduardo Gontijo Vieira Gomes a partir dos seus 21 anos. Caçula de uma família que já tinha três filhos, ele chegou para agregar. Se no nosso primeiro livro, "Mano Down: relatos de um irmão apaixonado", falo sobre a sua chegada e seus primeiros passos rumo ao desenvolvimento, neste “Não importa a pergunta, a resposta é amor (Mano Down: mais relatos de um irmão apaixonado) conto como o Dudu criou comigo o Projeto Mano Down, falo da nossa incansável maratona de palestras Brasil afora, do seu inquestionável aprimoramento musical, que o transformou no Dudu do Cavaco, e da nossa eterna luta para que o amor supere a exclusão.

Leonardo Gontijo
Graduado em Engenharia Civil e Direito, pós graduado em Engenharia Ambiental Integrada com ênfase em Legislação Ambiental e Gestão de Projetos, Mestre em Administração, na linha de Pesquisa Responsabilidade Social, ex-diretor de Sustentabilidade da Verde Ghaia Consultoria, atualmente é professor universitário, em conceituadas instituições mineiras  e, por escolha, dedica-se ao Instituto Mano Down, do qual foi o idealizador  e é o presidente. Natural de Belo Horizonte, 36 anos, Leonardo é autor dos livros: “A Segurança no Trabalho como Responsabilidade Social das Empresas”, “Estratégia e Implantação do Sistema de  Gestão Ambiental” “Mano Down: relatos de um irmão apaixonado”, “Quer saber? Eu quero contar: Aprendizados e lições na Síndrome de Down” e do novo: “Não importa a pergunta, a resposta é o amor”, Editora São Jerônimo. 

Eduardo Gontijo, o Dudu do Cavaco
Eduardo Gontijo foi diagnosticado com Sindrome de Down, por ocasião do seu nascimento, em 1990, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.
Desde criança, Dudu, como é popularmente conhecido, tem vencido dia após dia, as barreiras, dificuldades e preconceitos que parte da sociedade possui acerca do diagnóstico. Exercício ativo que se dá com muita luta, esforço, força de vontade, amor, fé, carinho e dedicação à música, em especial no manuseio e aprendizado do cavaquinho. Ainda novo, por influência familiar, Dudu fez estudos de música e instrumentos musicais que culminaram com a formação do artista. Sua trajetória inclui participação em shows e discos de personalidades musicais reconhecidas. Sua vitoriosa trajetória deu origem ao livro Mano Down: relatos de um irmão apaixonado e ao lançamento de um CD pelo grupo Zumberê, com participação especial de Dudu. A força de superação e valores humanos de Eduardo Gontijo também deram origem a ao Instituto Mano Down, ação social de conscientização pública a respeito da Síndrome de Down e valores de inclusão. O Instituto tem divulgação  ampla e ações interativas tais como, palestras (ministradas por especialistas e pelo próprio Dudu), cursos, produção de agenda e calendário inclusivo, caminhadas e mais. Na música, o palco chama Dudu que se apresenta como solista ou junto à própria banda ou com o grupo Trem das Onze.

Instituto Mano Down
Esta entidade nasceu pela certeza do grande potencial das pessoas com down, cujo desenvolvimento depende de estímulos e oportunidades, bem como da participação ampla e irrestrita na sociedade.  O Instituto Mano Down tem como um dos seus principais objetivos o desenvolvimento das possibilidades e potencialidades das pessoas com down para a participação social.  
Missão: valorizar as potencialidades das pessoas com down e estimular suas habilidades, aptidões e competências.
Desenvolvimento das possibilidades e potencialidades das pessoas com down para a participação social.
PROMOVER MEIOS QUE FACILITEM O DESENVOLVIMENTO DAS PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN PARA A SUA INCLUSÃO PLENA NA SOCIEDADE
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